Arch Manning: análise cobra consistência e ajustes no ataque de Texas
Erros tardios contra Oklahoma renovam discussão sobre processamento, jogo rápido e aproveitamento das pernas do quarterback.
Arch Manning mostrou capacidade de produzir jogadas grandes contra Oklahoma, mas voltou a cometer erros decisivos no último quarto. Na análise de Wescott Eberts, a derrota de Texas no Cotton Bowl expôs uma combinação de inconsistência individual e escolhas de esquema que precisam ser corrigidas.
Manning encontrou Cam Coleman para um touchdown de 41 jardas e outra recepção de 42, além de conectar Ryan Wingo para um touchdown de 34 jardas. No fim, porém, duas interceptações deram origem a dez pontos de Oklahoma, incluindo um retorno para touchdown.
Produção e erros convivem
O quarterback está em seu quarto ano universitário e no segundo como titular. Steve Sarkisian afirmou que seu processamento está bem e lembrou o histórico recente de vitórias em confrontos importantes. Eberts considera, entretanto, que o desempenho precisa se manter também nos momentos finais.
Manning cometeu três passes ilegais à frente da linha de scrimmage nas últimas três partidas. Para o autor, esses lances revelam problemas de decisão e coordenação entre movimentação no pocket e momento de soltar a bola.
Corridas e passes rápidos entram na discussão
Em 2025, Manning somou 519 jardas terrestres e dez touchdowns, incluindo 349 jardas em 32 scrambles. Em 2026, ainda não havia marcado touchdown corrido e registrava apenas cinco corridas desenhadas, três delas diante de Oklahoma.
Eberts questiona se o ataque tem limitado excessivamente essa ameaça. Também defende mais passes rápidos, telas e respostas imediatas à blitz, para permitir que os recebedores criem jardas em espaço.
A profundidade média de alvo de Manning foi de 10,7 jardas contra Oklahoma. O ex-jogador Gabe Ikard também apontou a importância de um jogo curto que coloque a bola rapidamente nas mãos dos atletas mais perigosos.
Responsabilidade compartilhada
A crítica alcança Sarkisian e os profissionais que trabalham com o quarterback, incluindo AJ Milwee e Mike Bimonte. O argumento é que quatro anos de desenvolvimento deveriam produzir uma execução mais estável, sem ignorar as boas jogadas que Manning já mostrou.
Seu futuro universitário e uma eventual entrada no Draft da NFL continuam indefinidos. A análise não trata uma quinta temporada em Texas nem uma posição específica no Draft como decisão confirmada.