Bills estão 5–1, mas desempenho da defesa alimenta cobrança da torcida
Análise de Matt Byham contrapõe dificuldades defensivas, sinais de evolução e os cerca de US$ 4 milhões disponíveis no teto salarial.
A folga trouxe boas notícias para os Bills. Derrotas dos Patriots, Ravens e Chiefs deram a Buffalo uma oportunidade concreta de buscar a primeira posição da AFC ao fim da temporada. O time, que está 5–1 e divide a liderança da conferência, precisa continuar vencendo.
Ainda assim, Matt Byham avalia que existe uma distância entre a campanha e a confiança de parte da torcida. O último jogo foi uma vitória por 33 a 30 sobre os Raiders, fora de casa, na Semana 6. Um confronto que muitos esperavam ver sob controle contra um adversário de campanha de 50% chegou apertado aos minutos finais.
O principal motivo foi uma defesa pouco eficiente, novamente com dificuldades para conter o passe. Na avaliação do autor, os problemas atingem quase todos os aspectos do setor. Até a pressão sobre o quarterback, antes um ponto forte, perdeu intensidade, em boa medida pela forma como os adversários têm enfrentado a unidade.
Há problemas, mas também sinais de progresso
Byham ressalta que uma campanha de 5–1 não deve ser tratada como um cenário de crise. A temporada é longa, e a defesa ainda pode se ajustar em seu primeiro ano sob o comando de Jim Leonhard. Enquanto isso não acontecer, porém, a equipe tende a depender de um ataque capaz de pontuar em quase todas as posses.
O próprio início de Joe Brady como treinador principal merece contexto. Josh Allen torna uma campanha forte uma expectativa compreensível, mas Buffalo também precisou enfrentar uma série de lesões no ataque e atuações com muitas perdas de posse.
O desenvolvimento de Greg Rousseau e os sinais mostrados pelo defensive tackle Deone Walker oferecem motivos para otimismo. Segundo a análise, há evidências em vídeo de que os Bills podem competir com os melhores times, além de contar com um dos jogadores mais extraordinários da liga em Allen.
Teto salarial limita a possibilidade de uma troca
A cobrança por uma aquisição de impacto antes do fechamento da janela também precisa considerar os recursos disponíveis. Buffalo tem cerca de US$ 4 milhões livres no teto salarial, segundo o texto.
Mesmo que a diretoria comandada por Brandon Beane consiga acertar uma troca, ainda terá de encontrar uma maneira de acomodar o salário de um titular importante. Para Byham, esse limite financeiro costuma desaparecer do debate sobre o que a equipe deveria fazer para reforçar o elenco.
A análise deixa, portanto, duas questões lado a lado: a defesa ainda inspira preocupação, mas a campanha, o talento de Allen e alguns sinais de evolução justificam uma avaliação mais equilibrada do trabalho de Brady e Beane.