Derrick Henry nos Giants? Análise avalia possível troca com os Ravens
Com o prazo de trocas próximo, análise examina os argumentos a favor e contra uma investida dos Giants pelo running back dos Ravens.
Com o prazo de trocas da NFL marcado para 10 de novembro, o New York Giants busca um running back de destaque. Uma possibilidade para a equipe seria tentar tirar Derrick Henry do Baltimore Ravens, avalia Ed Valentine, da SB Nation.
O técnico John Harbaugh disse que gostaria de ter nos Giants uma situação como as de Henry ou Saquon Barkley. Para Valentine, a declaração sugere que o treinador não considera que Cam Skattebo ofereça isso à equipe.
Os Ravens atravessam uma fase difícil: têm campanha de 4-4, estão em último na AFC Norte e perderam seus dois principais quarterbacks por lesão. Tyler Huntley sofreu uma lesão no dedo do pé que, segundo relatos, encerrou sua temporada. Lamar Jackson machucou o polegar e ficará fora por tempo indeterminado, com ausência mínima de quatro jogos.
No programa PFT Live, Mike Florio sugeriu que Henry deveria pedir uma troca para os Giants ou outro candidato ao título, considerando a situação de Baltimore e o desejo de disputar os playoffs. Ele também disse que, no lugar de Harbaugh, ligaria para o ex-general manager com quem trabalhou, Eric DeCosta, para perguntar sobre a disponibilidade do running back.
Por que a troca poderia funcionar
Com 1,91 m e cerca de 114 kg, Henry está entre os principais running backs da liga há uma década. Ele foi peça central do jogo terrestre de Harbaugh nos Ravens nas duas temporadas anteriores e reúne força, explosão e capacidade de receber uma grande carga de jogadas, características adequadas ao ataque do treinador.
Henry tem 32 anos e mais de 3.000 toques na carreira, uma carga elevada para a posição. Nas duas últimas temporadas sob o comando de Harbaugh, porém, somou mais de 3.500 jardas e teve média superior a cinco jardas por carregada.
Em 2026, sua média é de 4,0 jardas por tentativa, a menor da carreira. Valentine questiona se a queda se deve ao próprio Henry, à pouca participação de Jackson ou ao novo ataque de um time que havia perdido três partidas seguidas.
O running back está no último ano de contrato. Os Giants seriam responsáveis apenas pelas parcelas proporcionais restantes de seu salário-base de US$ 11 milhões e de seu bônus de elenco de US$ 1 milhão. O acordo tem três anos anuláveis, cujos valores permaneceriam como dinheiro morto na folha dos Ravens.
Como Henry poderia ser uma contratação de curto prazo, os Giants talvez precisassem ceder menos escolhas de draft do que em uma negociação por Jonathan Taylor. Harbaugh já mostrou disposição para telefonar e negociar, e sua relação com DeCosta e com o proprietário de Baltimore, Steve Bisciotti, poderia ajudar.
Por que a troca poderia não funcionar
Na avaliação de Valentine, há dois possíveis obstáculos: Henry pode estar, enfim, perdendo rendimento, algo que Harbaugh e o departamento de pessoal dos Giants precisariam avaliar; ou a equipe pode optar por não contratar um jogador para uma passagem potencialmente curta.