Mike Ditka, os patins e a defesa do futebol americano ao ar livre
Coluna relembra a provocação de Ditka ao Metrodome em 1987 e suas palavras sobre pressão, diversão e o papel do treinador.
A busca dos Bears por um estádio coberto trouxe de volta uma conhecida posição de Mike Ditka: futebol americano deveria ser jogado ao ar livre e na grama. Mike Florio recuperou o episódio em uma coluna publicada após a morte do ex-treinador.
Em dezembro de 1987, antes da viagem de Chicago ao Metrodome, Ditka criticou as arenas fechadas e disse que seriam mais adequadas à patinação. Naquela mesma semana, apareceu de patins nos escritórios dos Bears.
O presente havia sido enviado por Mike Lynn, então general manager dos Vikings. Ditka brincou que o gesto talvez contrariasse o que ouvira sobre o dirigente por meio de seus jogadores.
Uma provocação para aliviar a pressão
Chicago venceu aquela partida por 30 a 24, com um passe tardio de Mike Tomczak para Dennis Gentry. Depois do jogo, Ditka explicou que a provocação tinha uma finalidade: tirar a pressão dos atletas e colocá-la sobre ele. Na sua avaliação, a estratégia funcionara.
O treinador também defendeu a presença de humor no trabalho. Disse que a equipe levaria a competição a sério, jogaria com intensidade e procuraria representar Chicago de uma forma que desse orgulho à cidade, sem tratar cada resultado como questão de vida ou morte.
Para Ditka, divertir-se durante o caminho fazia parte do processo. Se os jogadores podiam mostrar leveza, o treinador também poderia ser um pouco excêntrico.
Florio associa essa atitude ao atual técnico Ben Johnson, cuja primeira partida depois da morte de Ditka será contra os Packers, em Lambeau Field. O autor lamenta a expansão dos estádios cobertos e cita projetos de Commanders, Browns, Titans, Chiefs e Bears. Como homenagem bem-humorada, sugere que o futuro técnico dos Vikings chegue de patins ao primeiro jogo na nova casa de Chicago.