Fantasy: três jogadores perto da confiança e três sob risco na semana 5
Chris Allen avalia Lawrence, Jones e Likely como candidatos a ganhar confiança, enquanto Hurts, Waddle e Kincaid precisam responder às dúvidas sobre seus papéis.
No fantasy, alguns jogadores se tornam opções de confiança, enquanto outros ainda precisam provar que podem ser utilizados com regularidade. Chris Allen seleciona três nomes próximos de conquistar essa condição e outros três que correm o risco de perdê-la após a semana 5.
Perto de ganhar confiança
Trevor Lawrence
Lawrence tem atuado bem no futebol real, mas a qualidade do passe ainda não se traduz em volume suficiente para o fantasy. Allen acompanhou a vitória sobre os Bengals e viu maior entendimento do sistema de Liam Coen do que em 2025. O quarterback aparece entre os 12 melhores nos indicadores de eficiência citados pelo analista.
Nos passes pelo meio, os dados da SumerSports compartilhados por Daniel Griffis apontam 33 acertos em 41 tentativas, 80,5%, para 414 jardas, seis touchdowns, uma interceptação e rating de 138,16.
O problema está na frequência de passe. A taxa de passes acima do esperado dos Jaguars foi negativa nas quatro semanas:
| Semana | Taxa acima do esperado | Posição |
|---|---|---|
| 1 | −4,3% | 20º |
| 2 | −3,3% | 22º |
| 3 | −2,5% | 23º |
| 4 | −2,0% | 18º |
Lawrence tem 28,5 dropbacks por jogo, 28º entre os titulares. Até Cam Ward tem mais dropbacks por partida na red zone. As corridas do quarterback também diminuíram à medida que ele sofreu menos pressões.
Os Eagles oferecem uma possibilidade de melhora: estão em 18º em jardas de passe cedidas por jogo e abaixo da média em EPA defensivo por jogada. O único quarterback móvel que enfrentaram foi Jayden Daniels, que correu para 31 jardas. Allen vê essa produção como uma referência para algum ganho terrestre de Lawrence, sem garanti-lo.
Uma boa atuação na semana 5, seguida pela sequência de confrontos favoráveis, aumentaria a confiança para as próximas rodadas.
Aaron Jones Sr.
Allen não considera Jones o problema do ataque dos Vikings. Três semanas após Jordan Mason ir para a injured reserve, o running back de 31 anos concentrou o trabalho esperado.
Sem Mason, Jones tem 81% das tentativas terrestres, quinta maior participação entre running backs com pelo menos 75 snaps; participa de 55% das rotas, oitavo maior índice, e recebe 17% dos alvos, quarto maior.
São 23 toques por jogo, mais do que Jahmyr Gibbs, com 22,7, Kyren Williams, com 20,3, e James Cook, com 20. Jones correu 56 rotas em três semanas, enquanto Ashton Jeanty teve 55 tentativas terrestres.
O ataque aéreo de Minnesota é a preocupação. Com Carson Wentz substituindo Kyler Murray, o passe saía em média em 2,53 segundos. Murray solta a bola nesse ritmo em apenas 40,9% dos lançamentos, que viajam 2,7 jardas aéreas, e está empatado no oitavo menor total de tentativas intermediárias.
Os Saints cederam o maior número de pontos de fantasy por jogo a running backs até aqui. Jones pode produzir pelo chão e criar situações de descida e distância mais administráveis para Murray, antes da folga dos Vikings.
Isaiah Likely
Likely começou como TE1, mas perdeu produção depois da lesão de Jaxson Dart. A presença de Jameis Winston ainda não trouxe todos os benefícios esperados, incluindo jogadas em que o quarterback lançou para a defesa enquanto o tight end estava livre.
Apesar disso, Likely preservou o papel de segunda opção do ataque. Nas semanas 3 e 4, participou de 90% das rotas, quarto maior índice entre tight ends com pelo menos 40 rotas. Seus alvos por rota, 32%, e sua participação nos alvos, 34%, lideram a posição.
Malachi Fields e Darnell Mooney não conquistaram mais atenção, e o ataque continua concentrado nos mesmos dois recebedores. O CPOE de Winston informado para seus dois jogos completos foi de 4,8% na semana 3 e +1,3% na semana 4.
Washington cede a quarta maior pontuação à posição. Allen acredita que Likely pode voltar à discussão entre os titulares de fantasy após a semana 5.
Confiança ameaçada
Jalen Hurts
A percepção sobre os Eagles mudou após a semana 4. Vários recebedores seguem lesionados, agora incluindo Dontayvion Wicks, e a linha ofensiva deixou de apresentar seu padrão de elite.
Hurts teve seu terceiro jogo com múltiplos touchdowns contra os Rams, mas lançou para apenas 93 jardas. Foi o terceiro quarterback da temporada a começar e terminar uma partida com menos de 100 jardas pelo ar.
Quarterbacks escolhidos cedo no fantasy precisam combinar eficiência no passe com produção terrestre. Os indicadores de Hurts no primeiro mês são preocupantes:
| Indicador | Valor | Posição entre titulares |
|---|---|---|
| Taxa de sucesso no passe | 37,3% | 27º |
| EPA por dropback | −0,08 | 24º |
| Pressões convertidas em sacks sofridos | 20,0% | 24º |
A taxa de corridas planejadas caiu de 16,6% no mesmo ponto da temporada anterior para 6,8%. As corridas improvisadas também diminuíram, enquanto os sacks que encerram campanhas aumentaram.
Contra a defesa dos Jaguars, que acertou Joe Burrow 11 vezes na partida anterior, Allen recomenda que os gestores tenham outra opção de quarterback caso Hurts volte a decepcionar.
Jaylen Waddle
Waddle só marcou seu primeiro touchdown pelos Broncos na semana 4. Bo Nix lançou cinco touchdowns no primeiro mês, enquanto Sam Darnold tem seis apesar de, na prática, ter perdido quase duas partidas.
A demora para encontrar aquele que deveria ser o principal recebedor é um alerta. Outro está no papel de Waddle: 22% dos alvos, participação em 78% das rotas e 68% dos snaps.
Em formações com mais jogadores pesados, ele tem a terceira maior taxa de snaps entre os wide receivers de Denver. Seus quatro alvos na red zone são o segundo maior total da equipe, mas apenas na semana 4 recebeu ali uma oportunidade com profundidade de pelo menos dez jardas. Nix ainda não lançou para Waddle quando ele já estava dentro da end zone.
O confronto com os Chargers e a retomada das chamadas por Sean Payton podem ajudar. Sem mudança significativa nas oportunidades e nos resultados, porém, Allen vê risco de Waddle cair à categoria de WR3 pelo restante do ano.
Dalton Kincaid
Kincaid começou a temporada como TE5 e TE3 nas duas primeiras rodadas, com jardas após a recepção e um bom volume, sem depender apenas de touchdowns. Depois, a expectativa passou a se apoiar nas declarações de Joe Brady, que reconheceu serem insuficientes os dois alvos da semana 4 e disse precisar colocar mais a bola nas mãos do tight end.
O uso diminuiu, mas não se transformou completamente:
| Indicador | Semanas 1–2 | Semanas 3–4 |
|---|---|---|
| Participação nas rotas | 68,6% | 60,6% |
| Participação nos snaps | 71,9% | 62,4% |
| Alinhamentos no slot | 31,0% | 38,4% |
Brady não passou a utilizá-lo mais como bloqueador de passe. A PFF registrou cinco snaps nessa função nas primeiras duas semanas e apenas dois nas seguintes. Dawson Knox também não aumentou seu papel: mantém quantidade semelhante de rotas e um ou dois alvos por partida.
Esses dados normalmente sugeririam uma recuperação em direção ao começo do ano. A provável ausência de DJ Moore pode concentrar os alvos de Josh Allen, mas Keon Coleman evoluiu e Khalil Shakir continua sendo uma opção importante para conquistar primeiras descidas.
Para Allen, Kincaid precisa voltar a ser uma prioridade efetiva do jogo aéreo; até que isso aconteça, sua condição de TE1 permanece ameaçada.