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Fantasy: Smith recebe 31,8% dos alvos com McKee; veja oito números da Semana 6

Joel Smyth analisa o volume de Smith, Bernard e Cooper, o potencial de Loveland e Nacua e a divisão de oportunidades entre os corredores dos Rams.

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Germie Bernard, dos Pittsburgh Steelers, na imagem de divulgação de uma análise de fantasy football após a Semana 6.
Germie Bernard, dos Pittsburgh Steelers, na imagem de divulgação de uma análise de fantasy football após a Semana 6.

Em fantasy football, olhar para a rodada anterior ajuda a preparar a próxima. Os pontos são o objetivo, mas entender como cada jogador os produziu é o que permite avaliar se o desempenho pode se repetir.

Joel Smyth destaca oito números da Semana 6 que ajudam a interpretar oportunidades para a Semana 7 e para o restante da temporada. Há sinais positivos para DeVonta Smith com Tanner McKee, maior espaço para Germie Bernard e alertas sobre a utilização de jovens recebedores.

29 alvos: Bernard aproveita o espaço entre os titulares

Bernard recebeu 29 alvos nos três jogos em que atuou com a unidade principal do Pittsburgh Steelers: oito na Semana 2, sem Michael Pittman Jr.; nove na rodada anterior, com três recebedores lesionados; e 12 no domingo, como segunda opção do grupo.

Nas outras três partidas, sua participação nas rotas foi de apenas 27%. Na Semana 6, com tantas ausências, correu 78% das rotas e terminou com 11 recepções.

Aaron Rodgers, conhecido por demorar a confiar em recebedores jovens, tem elogiado o calouro fora de campo e procurado por ele durante os jogos. Atuando por dentro e em distâncias curtas, Bernard teve profundidade média de alvo de apenas 1,83 jarda.

O estilo combina com o quarterback veterano e aumenta a segurança de sua produção em ligas PPR, que pontuam recepções. Smyth espera que essa função permaneça mesmo quando os outros recebedores dos Steelers voltarem.

Germie Bernard aparece na imagem de divulgação de uma análise de fantasy.

Três alvos na red zone: Loveland pode marcar mais

Colston Loveland recebeu três alvos na red zone com a volta de Caleb Williams. Seu bom dia de fantasy poderia ter sido ainda melhor se tivesse convertido as oportunidades mais próximas da end zone.

Antes da rodada, o tight end acumulava 2,7 touchdowns esperados, cálculo que considera o volume e o local das oportunidades. Apesar disso, ainda não havia marcado até o domingo.

Mesmo na partida em que finalmente anotou, terminou uma recepção na linha de uma jarda e não se posicionou corretamente em outra rota que poderia render um touchdown simples.

O volume e as habilidades estão presentes. O Chicago Bears lidera a NFL com 101 jogadas na red zone no levantamento citado. Smyth acredita que Loveland conseguirá mais de um touchdown nas próximas 101 jogadas da equipe nessa região.

18 rotas: a produção de Burden ainda depende de pouco volume

Luther Burden III correu 18 rotas na Semana 6. Rome Odunze teve 40; Loveland, 33; Kalif Raymond, 25; e até Cole Kmet ficou à frente, com 23.

Burden e Raymond têm alternado espaço como terceiro recebedor em um ataque que utiliza bastante formações com dois tight ends. O calouro conseguiu oito recepções em oito alvos, mas a regularidade futura não está assegurada.

Williams não completará sempre 30 de 36 passes. Além disso, a baixa utilização geral e na red zone pode manter Burden como uma opção de fantasy mais instável.

Das 18 jogadas de Chicago na red zone no domingo, ele esteve em campo em apenas três e correu uma única rota.

Há duas formas de interpretar o quadro: Burden tem conseguido produzir mesmo em uma função limitada, mas esse espaço pode restringi-lo. Ao mesmo tempo, uma ampliação de sua participação poderia transformá-lo em uma estrela de fantasy.

31,8% dos alvos: Smith ganha volume com McKee

Smith recebeu 31,8% dos alvos em seu primeiro jogo completo com McKee como titular do Philadelphia Eagles. Sem restrições no boletim de lesões, foi procurado 14 vezes pelo quarterback reserva.

Antes desse confronto, McKee havia participado de apenas 11 jogadas de passe da carreira com Smith em campo. Em seis delas, lançou para o recebedor, produzindo 86 jardas e um touchdown. A dupla ampliou essa amostra contra o Carolina Panthers, que estava sem dois de seus principais cornerbacks.

A diferença de eficiência entre Jalen Hurts e McKee é parcialmente compensada pelo volume de passes. Foi a terceira partida de McKee como titular e também a terceira com mais de 40 tentativas.

O ataque muda sem Hurts e, nesta temporada, também não tem um jogo terrestre consistente para sustentar sua produção. Para Smyth, a participação nos alvos faz de Smith um dos recebedores em situação relativamente favorável mesmo com um quarterback reserva. Sua produção, porém, pode depender mais do adversário.

0,89 ponto por rota: o teto de Nacua sem Adams

Puka Nacua tem média de 0,89 ponto de fantasy por rota quando Davante Adams está fora de campo, no recorte iniciado em 2025. Para comparação, a média de 0,78 de Nacua liderou a NFL na temporada passada.

Naquele ano, seu número de rotas foi limitado porque Adams era o recebedor utilizado nas formações com três tight ends. A leitura de Smyth é que uma eventual ausência do companheiro poderia ampliar muito sua produção.

A conexão com Matthew Stafford teve problemas em alguns momentos de 2026: o percentual de alvos considerados recepcionáveis caiu de 85,9% para 76,9%.

Mesmo assim, Nacua mantém média de 23 pontos PPR por partida com apenas um touchdown recebido. Se Adams precisar perder tempo, o analista vê potencial para colocá-lo no grupo de elite de fantasy ocupado por Jahmyr Gibbs e Bijan Robinson.

11 a 14 snaps na red zone: o equilíbrio entre os corredores dos Rams

Nas duas últimas semanas, a divisão dos snaps de red zone dos running backs do Los Angeles Rams ficou em 14 para Kyren Williams e 11 para Blake Corum, uma vantagem pequena para Williams.

A impressão era de que o papel de corredor principal de Williams, visto no primeiro mês, havia diminuído bastante. Ao examinar os números, porém, Smyth encontrou pouca alteração geral: a participação de Corum nos snaps ficou exatamente igual, e sua parcela das corridas subiu apenas um ponto percentual.

A mudança está nas oportunidades de pontuação. Depois de Williams participar de 30 de 32 snaps na red zone, Corum ficou perto de metade nas duas semanas seguintes e marcou dois touchdowns, retomando uma distribuição parecida com a da segunda metade de 2025.

Isso não elimina o valor de Williams. Ainda assim, depois de começar o primeiro mês como RB5 em fantasy, sua projeção se aproxima mais da parte final do grupo de RB1 do que de uma posição entre os cinco melhores.

23% de alvos por rota: Lane pode ganhar espaço perto da end zone

Ja'Kobi Lane tem taxa de alvos por rota de 23% na temporada se for incluído o passe para touchdown anulado por penalidade. A ressalva importa: esse alvo não entrou na estatística oficial do lance.

Depois de ser um destaque do training camp do Baltimore Ravens, Lane parecia encaminhado para uma boa estreia na Semana 1 quando se machucou. Voltou na Semana 6, após a lesão no punho, e foi utilizado imediatamente depois de Rashod Bateman agravar um problema no ombro.

Três dos alvos de Lane — quatro com a jogada anulada — vieram na red zone, tornando sua utilização ainda mais interessante.

Nos jogos com Lamar Jackson, o ataque dos Ravens aparece entre os dez melhores, com quase quatro campanhas que chegam à red zone por partida. Diferentemente de temporadas anteriores, uma parcela tão grande da produção não está concentrada nos tight ends.

Zay Flowers deve continuar recebendo boa parte dos passes curtos e das jogadas desenhadas. Lane, por sua vez, pode se tornar a principal opção para recepções disputadas perto da end zone.

82% das rotas: Cooper retorna com papel importante

Omar Cooper Jr. participou de 82% das rotas em sua volta ao New York Jets, muito acima dos 6% de Isaiah Williams. O calouro de primeira rodada entrou no domingo com apenas uma rota na temporada e quase não saiu de campo na Semana 6.

Recebeu screens, liderou o time em alvos e atuou por dentro em 68% das jogadas de passe. Aproveitou o espaço com um touchdown de 48 jardas e quase marcou outro, anulado por falta.

Cooper é uma contratação evidente nos waivers para Smyth, mas seu crescimento também representa uma ameaça ao volume de Garrett Wilson. Adonai Mitchell, ainda lesionado, e Kenyon Sadiq, limitado no domingo, são outras peças dessa distribuição.

Como o ataque de New York continua instável, o valor mais alto de Wilson em fantasy depende bastante da quantidade de passes lançados em sua direção.

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