Harbaugh mantém McDaniel no comando das chamadas ofensivas dos Chargers
Mesmo após o início de 0–6, coordenador continuará chamando as jogadas contra os Rams; ataque é o último da NFL em pontos.
Mike McDaniel continuará responsável pelas chamadas ofensivas dos Chargers. Jim Harbaugh confirmou a decisão na quarta-feira, depois de usar a folga da Semana 7 para avaliar mudanças no ataque do único time da NFL que ainda não venceu: Los Angeles está 0–6.
“Sinto que examinamos cada pedra, cada parte em que poderíamos melhorar. Foi assim que reagimos”, afirmou Harbaugh, em declaração reproduzida pelo The Athletic.
O técnico havia prometido “examinar tudo” e não descartara uma mudança envolvendo McDaniel. Ao fim da avaliação, porém, o coordenador manteve tanto o emprego quanto a responsabilidade de chamar as jogadas no retorno contra os Rams, que têm campanha de 3–4. Enfrentar a defesa do rival de Los Angeles representa mais um desafio para buscar a primeira vitória.
Parceria com Herbert ainda não produziu a evolução esperada
McDaniel chegou para sua primeira temporada como coordenador dos Chargers depois de quatro anos como treinador principal dos Dolphins, com campanha de 35–33. Formado na árvore de Kyle Shanahan, trazia a expectativa de usar criatividade e espaço para facilitar a vida de Justin Herbert.
Nos primeiros dois anos de McDaniel em Miami, o ataque liderado por Tua Tagovailoa terminou em 11º e, depois, em segundo lugar em pontos. Concussões e perdas de posse prejudicaram a etapa final de sua passagem, embora os Dolphins tenham continuado competitivos mesmo após um início de 1–6 no último ano.
No fim de janeiro, McDaniel disse que Herbert, de 28 anos, ainda estava longe de seu teto. A ideia era criar conclusões mais simples e jogadas de baixo custo e alto retorno, protegendo o quarterback em vez de exigir que ele fosse um super-herói a cada posse.
O resultado até aqui foi uma regressão. Herbert tem 1.141 jardas pelo passe, cinco touchdowns e oito interceptações, com passer rating de 68,8. A taxa de passes completos de 59,4% é a pior de sua carreira e a 28ª entre os quarterbacks classificados para o ranking. Escolhido em sexto lugar em 2020, ele superou 65% em cada uma de suas seis temporadas anteriores.
O quarterback também sofreu 21 sacks, empatado com o terceiro maior total da liga. Segundo o Next Gen Stats, foi pressionado em 42,1% das jogadas de passe, a quinta maior taxa.
Lesões não explicam todos os problemas
A linha ofensiva sofreu perdas importantes. Tyler Biadasz rompeu o ligamento cruzado anterior e teve outros danos no joelho esquerdo durante um treino conjunto, indo para a injured reserve antes da temporada. Rashawn Slater precisou de cirurgia no tornozelo depois da lesão sofrida no fim da Semana 4, contra Seattle, e também entrou na lista neste mês.
Essas baixas alimentam questionamentos sobre a montagem do elenco pelo gerente-geral Joe Hortiz. Ainda assim, na avaliação da reportagem, não isentam McDaniel de responsabilidade pelo desempenho.
As oito interceptações de Herbert estão empatadas no topo da NFL. Los Angeles tem o pior ataque em pontos, com média de 15 por jogo, aparece em 28º em jardas, com 287,2 por partida, e perde a posse com mais frequência que qualquer um dos outros 31 times.
Uma interceptação de Ernest Jones IV marcou a derrota por 30 a 23 para os Seahawks. Na semana anterior, os Chargers perderam para os Bills mesmo com Buffalo entregando a bola cinco vezes. Antes disso, também haviam sido derrotados pelos Raiders e pelos Cardinals.
Após a derrota em Seattle, que deixou a campanha em 0–4, Harbaugh afirmou que o emprego de McDaniel “não estava em risco”. Depois da derrota para Kansas City na Semana 6, que levou o time a 0–6, disse ser necessário “abordar tudo, especialmente no ataque”. A folga terminou sem troca de responsável pelas chamadas.
“Temos muita confiança no Mike, no talento dele, na ética de trabalho e na capacidade dele”, declarou Harbaugh. “Continuamos tendo.”