NFC North domina, mas cada equipe tem uma vulnerabilidade decisiva
A secundária dos Lions, o jogo terrestre dos Packers, a identidade ofensiva dos Vikings e a defesa contra a corrida dos Bears aparecem como pontos frágeis após seis semanas.
Depois de seis semanas da temporada de 2026, a NFC North se destaca como uma das divisões mais fortes da NFL. Ela e a AFC North eram as únicas com os quatro times acima de 50% de aproveitamento. No restante da NFC, apenas três das outras 12 equipes tinham campanha vencedora.
Na avaliação de Jeremy Reisman, porém, cada clube da divisão apresenta um ponto fraco capaz de comprometer uma disputa mais longa. Para Detroit, é a secundária; para Green Bay, o jogo terrestre; para Minnesota, a falta de identidade no ataque; e, para Chicago, a defesa contra a corrida.
Lions: secundária não acompanha o pass rush
Detroit tinha um dos ataques mais produtivos da liga, o segundo em pontos, com jogo terrestre eficiente e bom desempenho aéreo. A pressão defensiva também era forte: mesmo com apenas cinco partidas disputadas, os Lions lideravam a NFL em sacks e apareciam em sexto lugar, com 90 pressões.
A secundária, contudo, não transformava essa pressão em cobertura consistente. Falhas de comunicação e derrotas em duelos individuais deixavam recebedores livres. Após seis semanas, Detroit ocupava o 29º lugar em EPA por passe permitido, o 29º em rating de passe cedido, o 22º em jardas por tentativa e o 30º em taxa de sucesso dos dropbacks adversários.
Packers: falta de produção terrestre
Green Bay vinha de uma melhora importante na defesa. Nas Semanas 1 a 3, cedeu 30,3 pontos por jogo, empatada no 29º lugar; permitiu 0,092 EPA por jogada, 25º, e teve 46,5% de taxa de sucesso cedida, 23º.
Entre as Semanas 4 e 6, os Packers caíram para 11,3 pontos permitidos por jogo, melhor marca da liga nesse período. O EPA permitido foi de −0,150 por jogada, 13º, e a taxa de sucesso cedida, de 42,3%, também ficou em 13º. A defesa ainda era vulnerável à corrida, permitindo sucesso em 42,6% das tentativas, 27ª marca.
O problema mais grave, segundo Reisman, estava no próprio jogo terrestre. Green Bay tinha média de 59,8 jardas corridas por partida, 32º lugar; 2,9 jardas por tentativa, também 32º; EPA terrestre de −0,299, 32º; e taxa de sucesso de 32,5%, 31º. A linha permitia pressão em 40,2% dos dropbacks, oitava maior taxa da liga, embora Jordan Love conseguisse evitar sacks.
A volta de Josh Jacobs poderia ajudar, mas a análise ressalta que não resolveria sozinha os problemas de bloqueio. A equipe aparecia em 31º na nota da PFF para bloqueio terrestre, com 47,3, e em 20º na taxa de vitórias nos bloqueios terrestres da ESPN, com 73%.
Vikings: ataque sem identidade definida
A defesa de Minnesota era a mais econômica em pontos, com 12,8 por partida, e a primeira em rating de passe permitido, com 62,9. Também estava em terceiro lugar em jardas cedidas por jogada, com 4,6, e em quinto contra a corrida, com 86,6 jardas por jogo. A equipe aplicava blitz em 67% das jogadas, uma frequência 24 pontos percentuais maior do que a de qualquer outro time.
O ataque ainda buscava uma direção. Mesmo com Kyler Murray de volta, os Vikings não haviam marcado mais de 23 pontos em nenhum dos três jogos desde o retorno do quarterback. A unidade estava em 23º em EPA de dropbacks, 32º em taxa de sucesso de passes, 24º em EPA terrestre e 27º em taxa de sucesso nas corridas.
Minnesota também ocupava o 30º lugar em jardas por campanha e o 24º em pontos por campanha, apesar de começar com a quinta melhor posição média de campo. Para a análise, a falta de uma identidade ofensiva era o maior entrave para transformar a defesa em uma equipe candidata ao título.
Bears: números por corrida escondem problema defensivo
Segundo a análise, Chicago era a equipe mais equilibrada da liga em termos de desempenho nos dois lados da bola: marcava 25 pontos por jogo, 12ª marca, e permitia 19,8, sexto lugar. O ataque ainda poderia crescer com Caleb Williams saudável, mas a defesa terrestre apresentava sinais de alerta.
Os Bears cediam 90,5 jardas corridas por partida, sétimo melhor número, mas permitiam 4,5 jardas por tentativa, 24º lugar. Antes da Semana 6, apareciam em 30º no DVOA de defesa contra a corrida. A partida contra Atlanta ilustrou como o placar podia esconder essa fragilidade: Chicago abriu vantagem de 21 a 7 no intervalo e forçou os Falcons a abandonar parte do plano terrestre. Mesmo assim, Bijan Robinson ganhou 6,8 jardas por corrida e teve taxa de sucesso de 44%, embora tenha recebido só nove tentativas.
Os adversários corriam apenas 20,2 vezes por jogo contra Chicago, a menor frequência da liga naquele momento. Ainda assim, os Bears estavam em 25º em EPA permitido por corrida, 23º em taxa de sucesso cedida e 32º na nota da PFF para a defesa terrestre.