Quatro alvos de draft dos Cowboys para acompanhar no futebol universitário
Baugh, Cole, Bounds e Holmes oferecem opções para reforçar diferentes posições de Dallas no Draft de 2027.
A temporada universitária avança, e Mike Poland continua sua avaliação de possíveis alvos dos Cowboys para o Draft de 2027. Os confrontos da Semana 9 oferecem oportunidades de observar quatro jogadores e seu possível encaixe em Dallas.
Florida x Georgia
A análise apresenta o encontro em Atlanta como um teste importante para o ataque terrestre de Florida. Georgia cede apenas 91 jardas corridas por jogo, enquanto os Gators construíram boa parte do ataque em torno de Jadan Baugh. O running back e o linebacker Chris Cole ficam no centro desse duelo.
Jadan Baugh, running back de Florida
Em sete jogos, Baugh correu 135 vezes para 763 jardas e 13 touchdowns. Seu porte permite volume alto de trabalho, mas ele oferece mais do que força em linha reta. Pode fazer o primeiro defensor errar e acelerar pela abertura antes de a perseguição chegar. Florida o utiliza tanto em conceitos de gap quanto em corridas de zona sem precisar alterar sua identidade ofensiva.
O equilíbrio depois do contato é uma qualidade constante. Baugh absorve golpes laterais e se mantém em pé em espaços congestionados. As jardas após contato e os tackles evitados mostram sua capacidade de produzir sem bloqueios perfeitos. A força nas pernas ajuda em situações curtas, enquanto a agilidade lateral permite escapar da penetração. Ao alcançar o segundo nível, também tem velocidade para punir a defesa.
Por que interessa aos Cowboys: Dallas conhece o que Javonte Williams oferece, mas a profundidade da posição para o ano seguinte é menos segura. Baugh poderia começar como uma segunda opção física, assumir tarefas de proteção e recepção e, no futuro, tornar-se o principal corredor. Sua criação após contato ajudaria um ataque que não pode contar com caminhos sempre livres.
Poland não recomenda persegui-lo se sua projeção subir para a primeira rodada. Se permanecer disponível no segundo dia, porém, deve ser considerado seriamente.
Chris Cole, linebacker de Georgia
Cole terá responsabilidade direta por limitar Baugh, permitindo observar dois alvos da lista um contra o outro. Na temporada, soma 40 tackles, 8,5 para perda de jardas, 2,5 sacks e três passes desviados. Em 2025, registrou 59 tackles, sete para perda e 4,5 sacks.
Georgia explora seu alcance e mobilidade de várias formas: acompanhar tight ends, fechar sobre running backs no flat, atacar um gap interior em blitz ou pressionar pela ponta.
A cobertura o distingue de muitos linebackers da classe. Cole lê rapidamente as saídas dos recebedores, acompanha rotas em espaço aberto e usa seu comprimento. Recebeu nota 88,9 da PFF em cobertura na temporada anterior. Contra Alabama, mostrou seu repertório com oito tackles, 2,5 para perda, um sack e dois passes desviados. A combinação sugere um jogador de três descidas, sem necessidade de sair em situações de passe.
Por que interessa aos Cowboys: Jaishawn Barham surgiu como uma peça promissora, mas o cenário de longo prazo continua incerto. A disponibilidade de DeMarvion Overshown é difícil de projetar, e a defesa precisa de atletas capazes de cobrir sem perder a habilidade de pressionar.
Cole poderia jogar no lado fraco, marcar running backs e tight ends e oferecer a Christian Parker outra peça móvel. Ao lado de Barham, permitiria que este atacasse para a frente enquanto Cole cobrisse espaços.
Arizona x Texas Tech
Arizona chega a Lubbock com cinco vitórias consecutivas e um dos ataques aéreos mais eficientes do país. Texas Tech responde com uma frente defensiva agressiva liderada por A.J. Holmes Jr. A proteção dos Wildcats será central, dando ao veterano right tackle Tristan Bounds um teste contra uma unidade que gera pressão com diferentes alinhamentos e movimentos coordenados.
Tristan Bounds, offensive tackle de Arizona
Com aproximadamente 2,03 m e 145 kg, Bounds chama atenção. O veterano de sexto ano começou em Michigan e foi titular em oito partidas por Arizona em 2025 antes de uma lesão encerrar sua temporada. Voltou neste ano e permitiu oito pressões, mas nenhum sack, em 462 snaps, com nota 78,2 da PFF em proteção de passe.
Seu alcance oferece margem na proteção: pode fazer contato com o pass rusher antes que ele alcance seu peito e ampliar o caminho até o quarterback. Tem paciência para não abrir cedo o acesso por dentro e massa para absorver potência quando a base está firme. Isso o ajuda a proteger um pocket definido enquanto o ataque desenvolve rotas profundas.
Por que interessa aos Cowboys: Dallas precisa de uma resposta mais clara a longo prazo para a reserva dos dois tackles e de competição pela direita. Bounds tem alcance e fundamentos de proteção para disputar uma vaga de reserva enquanto os treinadores trabalham sua altura de contato, movimentação dos pés e força aplicada ao jogo.
A projeção atual é mais próxima do terceiro dia. Uma boa atuação diante de Texas Tech pode consolidá-lo como um tackle de desenvolvimento selecionável, em vez de apenas um universitário experiente.
A.J. Holmes Jr., defensive tackle de Texas Tech
Poland destaca Holmes entre os defensores interiores mais produtivos da temporada. Nesta fonte, ele aparece com 32 pressões e sete sacks, liderando os defensive tackles da FBS em pressões e figurando entre os melhores em nota de pass rush. Essa contagem é atribuída ao levantamento do artigo, sem harmonizá-la com números de outras reportagens.
Em 2025, quando recebeu reconhecimento All-America, teve 38 tackles, nove para perda e 4,5 sacks.
Holmes vence com rapidez, alavancagem e mãos ativas. Ataca gaps antes de os guards firmarem a base e usa movimentos laterais para alcançar uma extremidade do bloqueio ou reagir ao deslocamento do quarterback. Seu primeiro passo pressiona imediatamente a proteção. Nos stunts, consegue penetrar ou contornar rapidamente para explorar o espaço criado. O total de pressões mostra que não depende apenas de completar sacks iniciados por outros.
Por que interessa aos Cowboys: Quinnen Williams e Kenny Clark fortalecem o setor, mas o planejamento sucessório continua necessário em uma defesa em construção. L.T. Overton é uma base jovem; ainda assim, outro lineman interior capaz de comprimir o pocket ajudaria a reduzir a carga dos titulares veteranos.
Holmes poderia integrar a segunda rotação como técnica 3, contribuir nas descidas de passe e se desenvolver sob a orientação de Williams e Clark. Sua rapidez combina com os movimentos e conceitos de pressão de Parker, enquanto a experiência pode permitir contribuição antes de um prospecto mais cru.