Stephen Jones reafirma apoio a Schottenheimer após início de 2–4 dos Cowboys
Dirigente admite surpresa com a queda do ataque e defende comissão; Braylon Edwards critica antigo coordenador dos Jets.
Stephen Jones reafirmou o apoio do Dallas Cowboys a Brian Schottenheimer depois de duas atuações ofensivas ruins e de um início de temporada com duas vitórias e quatro derrotas. Questionado na segunda-feira sobre a confiança da direção no treinador, o executivo respondeu: “Absolutamente”.
A derrota por 23 a 13 para o Green Bay Packers, no domingo à noite, veio depois do revés por 24 a 16 diante do Tampa Bay Buccaneers na Semana 5. Nas duas partidas, um ataque visto como a força do time produziu abaixo das expectativas.
O jogo terrestre está em 31º entre as 32 equipes, com média de 76 jardas por partida. Pelo passe, Dak Prescott somou dois touchdowns e quatro interceptações nos dois compromissos mais recentes. O retorno do guard esquerdo All-Pro Tyler Smith, justamente nesse intervalo, não bastou para evitar a queda de produção — uma coincidência no calendário, sem demonstrar que sua volta tenha causado o problema.
“Não há nenhuma dúvida”, diz Stephen Jones
Schottenheimer acumula o cargo de treinador principal com a responsabilidade pelas chamadas ofensivas. Por isso, as dificuldades desse lado da bola ampliam a cobrança sobre suas decisões.
Em entrevista à rádio 105.3 The Fan, Stephen Jones, diretor de operações e filho do proprietário Jerry Jones, rejeitou a ideia de perda de confiança:
“Absolutamente. Não há nenhuma dúvida na minha cabeça nem na de Jerry. Ele tem o apoio do time. Não há dúvida de que eles querem entrar em campo, executar e fazer as coisas acontecerem.”
O executivo também defendeu a comissão:
“Como mencionei ao longo desta conversa, me sinto muito bem em relação à nossa comissão técnica. Precisamos continuar evoluindo e chegar a um ponto em que possamos ganhar esses jogos.”
Na análise de Jason Owens, a resposta segue o histórico de resistência dos Cowboys a mudanças de treinador motivadas pela pressão externa, especialmente durante uma temporada. O apoio público indica que a avaliação interna não acompanha necessariamente a intensidade das críticas fora do clube.
A queda do ataque surpreendeu a direção
Jones repetiu que a organização gosta de seus treinadores, mas reconheceu dificuldades nos dois lados da bola. Na defesa, admitiu que a expectativa de uma recuperação rápida pode ter sido exagerada.
“Provavelmente tivemos uma visão irrealista de quão rápido conseguiríamos mudar a defesa. A parte surpreendente é que estávamos jogando tão bem no ataque. Durante todo o ano passado, jogamos bem ofensivamente e certamente começamos bem esta temporada. Nesses dois últimos jogos, é surpreendente a maneira como estamos atuando no ataque.”
O dirigente também destacou o jogo terrestre:
“Nosso jogo de corrida ainda não se encaixou neste ano. Certamente sentimos que temos os jogadores, tanto no grupo da linha ofensiva quanto na posição de running back.”
As declarações expressam confiança no elenco e na comissão, mas não apagam os problemas de execução que apareceram nas últimas duas derrotas.
Braylon Edwards critica antigo coordenador
O ex-recebedor Braylon Edwards apresentou uma avaliação bem diferente. Ele trabalhou com Schottenheimer no New York Jets, quando o atual treinador dos Cowboys era coordenador ofensivo.
Os Jets perderam as finais da AFC das temporadas de 2009 e 2010, marcando 17 e 19 pontos, respectivamente. Edwards associou o rendimento recente de Dallas àquelas partidas em uma publicação na segunda-feira.
“Ver o Dallas Cowboys passar dificuldades por duas semanas seguidas me lembrou por que nós, como ataque dos Jets, fomos tão ruins em duas finais consecutivas da AFC, em 2009 e 2010: um coordenador ofensivo mediano chamado Brian Schottenheimer.”
A atribuição de responsabilidade é uma opinião do ex-jogador sobre o antigo treinador. Owens a apresenta como exemplo da frustração que também aparece entre parte dos torcedores dos Cowboys, sem tratá-la como uma conclusão objetiva sobre todos os problemas da equipe.
A divisão mantém uma oportunidade
Apesar da campanha de 2–4, Dallas ainda encontra espaço para reagir numa NFC East liderada pelo New York Giants, de 3–2–1. Isso mantém a disputa da divisão aberta, mas aumenta a importância de corrigir o rumo rapidamente.
O próximo adversário será o Philadelphia Eagles, também com 2–4, na segunda-feira seguinte. Será o terceiro compromisso consecutivo dos Cowboys em horário nobre nacional.
Para Owens, outra atuação ruim tornaria mais difícil sustentar o discurso de confiança. Por enquanto, porém, a posição declarada pela direção é de apoio a Schottenheimer; não há anúncio de mudança no comando.