Números dos Texans mostram defesa terrestre consistente e desafio contra o passe
Scott Barzilla examina as cinco partidas de Houston e vê diferença entre conter a corrida e reduzir a eficiência dos melhores quarterbacks.
A defesa do Houston Texans tem sustentado bons números contra a corrida, mas ainda não conseguiu limitar da mesma maneira os quarterbacks mais produtivos que enfrentou. Essa é a leitura de Scott Barzilla ao separar os resultados das primeiras cinco partidas.
O autor prefere observar jogo a jogo para reduzir o peso de uma atuação isolada em uma amostra pequena. A volta de Kayden McDonald e Azeez Al-Shaair também entra no contexto da unidade.
Produção terrestre dos adversários
| Adversário | Corridas | Jardas | Jardas por tentativa |
|---|---|---|---|
| Bills | 21 | 86 | 4,1 |
| Bengals | 23 | 85 | 3,7 |
| Colts | 31 | 89 | 2,9 |
| Cowboys | 25 | 75 | 3,0 |
| Titans | 18 | 57 | 3,2 |
Barzilla considera que Houston tem mantido sua força terrestre. O número de tentativas adversárias também chama atenção, inclusive em jogos equilibrados ou em que o rival esteve à frente. O texto apresenta duas hipóteses: dificuldade para correr ou maior oportunidade de ganhar jardas pelo passe.
Quarterbacks tiveram resultados diferentes
| Quarterback | Completos/tentativas | Aproveitamento | Jardas | TD/INT | Passer rating |
|---|---|---|---|---|---|
| Josh Allen | 20/29 | 69,0% | 334 | 2/0 | 130,5 |
| Joe Burrow | 20/31 | 64,5% | 207 | 2/0 | 105,2 |
| Daniel Jones | 24/36 | 66,7% | 235 | 1/1 | 82,5 |
| Dak Prescott | 32/45 | 71,1% | 335 | 1/0 | 99,8 |
| Cam Ward | 23/36 | 63,9% | 170 | 0/1 | 63,4 |
Allen, Burrow e Prescott tiveram atuações eficientes. Jones e Ward encontraram mais dificuldade. Para o autor, o sinal positivo é não transformar quarterbacks de desempenho intermediário em estrelas; o problema é ainda não reduzir suficientemente a eficiência dos melhores.
Explicações exigem mais observação
Barzilla questiona a diferença de rendimento de Kamari Lassiter e a adaptação de Reed Blankenship, sem concluir se os problemas são passageiros. Também pondera que a melhora contra Tennessee pode refletir tanto ajustes de DeMeco Ryans, que reassumiu as chamadas, quanto a fragilidade do adversário.
O número menor de turnovers em relação ao ano anterior é outro ponto de atenção. O autor considera possíveis efeitos de variação e desempenho, em vez de atribuir tudo a uma única causa.
O próximo desafio contra Trevor Lawrence e Jacksonville ajudará a ampliar a amostra. Se a eficiência adversária continuar alta, Barzilla defende testar coberturas e pacotes de pressão diferentes, além de confiar apenas na superioridade individual.