49ers em 4-0: como mudou a avaliação do calendário até o fim de 2026
Rohan Chakravarthi reavalia o calendário dos 49ers após o início invicto, com testes contra Seahawks, Chiefs, Rams e outras equipes até a semana 18.
O San Francisco 49ers começou 2026 com campanha de 4-0, incluindo vitórias sobre Los Angeles Rams e Denver Broncos. Na semana 5, visitaria o Seattle Seahawks em seu desafio mais difícil até então. A análise de Rohan Chakravarthi, publicada em 8 de outubro, reavaliava um calendário considerado especialmente duro nas semanas finais.
As campanhas e os indicadores abaixo refletem as quatro primeiras semanas, e a avaliação reconhecia que o nível das equipes ainda poderia mudar durante a temporada.
Semana 5: fora contra Seattle Seahawks, 3-1
Apesar da lesão de Sam Darnold durante algumas semanas, Seattle tinha apenas uma derrota, por 33 a 31 em Washington, quando o quarterback estava saudável. A defesa de Mike Macdonald vinha bem, enquanto o principal questionamento era o jogo terrestre sem Kenneth Walker. O confronto seria um teste importante para o ataque aquecido dos 49ers.
Semana 6: em casa contra Washington Commanders, 1-3
Washington perdeu para Eagles, Cowboys e Colts e venceu os Seahawks por margem apertada com Marcus Mariota. Lesões na linha ofensiva e duas partidas sem Jayden Daniels dificultavam uma avaliação mais clara. O texto considerava possível seu retorno antes desse confronto e via a equipe abaixo das expectativas iniciais, embora ainda com dúvidas sobre o ataque com Daniels saudável.
Semana 7: fora contra Atlanta Falcons, 2-2
As duas vitórias de Atlanta vieram depois da entrada de Michael Penix Jr. como titular, com resultados contundentes sobre Packers e Saints. A defesa liderava em EPA permitido por corrida, mesmo sem alguns defensores de ponta importantes.
Kevin Stefanski havia facilitado o trabalho de Penix com passes rápidos, e Bijan Robinson era uma ameaça diferente no jogo terrestre. A análise via potencial de dificuldade para a defesa contra corridas de San Francisco, mas também um confronto interessante para uma unidade que vinha mantendo a bola à sua frente quando os adversários lançavam rapidamente.
Semana 8: folga
Os 49ers não jogam nessa rodada.
Semana 9: em casa contra Las Vegas Raiders, 3-1
Las Vegas era uma surpresa positiva com Klint Kubiak e Kirk Cousins. Venceu Dolphins, Saints e Chargers e reagiu no fim para perder apenas por 30 a 27 para os Chiefs.
A defesa era a segunda em EPA permitido por jogada, atrás de Minnesota, e funcionava contra corridas e passes. O ataque aéreo tinha bom rendimento, especialmente com Brock Bowers, enquanto Ashton Jeanty e o jogo terrestre ainda tinham dificuldades de eficiência. Os jogos anteriores contra Patriots, Bills e Rams ajudariam a medir a força da equipe antes de enfrentar San Francisco.
Semana 10: fora contra Dallas Cowboys, 2-2
Dallas tinha a segunda maior soma de pontos da NFL, mas uma defesa em último em EPA permitido por dropback e em 31º em EPA permitido por jogada, à frente apenas de Detroit.
Dak Prescott voltava a ser visto como possível candidato ao MVP. Os Cowboys venceram Houston por 34 a 30 fora e haviam perdido por 34 a 31 para Baltimore no Rio. O encontro prometia testar a defesa de Raheem Morris e poderia ser uma disputa de muitos pontos.
Semana 11: fora contra Minnesota Vikings, 4-0
O ataque de Kyler Murray estava em 28º em EPA por jogada, na metade inferior tanto nas corridas quanto nos passes. Carson Wentz precisou jogar brevemente quando Murray sofreu uma concussão.
A defesa, porém, era a melhor da liga nas quatro primeiras partidas e contava com jovens em evolução. A análise ponderava que Minnesota ainda enfrentara Packers, Bears em uma partida com tempestade, Buccaneers e Dolphins; seria preciso esperar para saber se o time ficaria mais equilibrado.
Semana 12: em casa contra Seattle Seahawks, 3-1
Mesmo em casa, esse poderia ser um dos jogos mais difíceis. Seattle estaria mais ajustado e poderia ter Jadarian Price de volta enquanto tentava resolver os problemas nas corridas. A partida também abriria uma sequência exigente para San Francisco.
Semana 13: fora contra New York Giants
Os Giants começaram com uma vitória de 28 a 20 sobre Dallas sob John Harbaugh. Chegaram a 3-1 ao bater Titans e Cardinals, mas perderam por 28 a 6 para os Rams. Sem Jaxson Dart, poderiam já estar usando J.J. McCarthy até esse ponto do calendário.
New York era 22º em EPA ofensivo por jogada e 20º em EPA permitido. O calendário até a semana 13 tinha vários jogos vencíveis, mantendo a possibilidade de disputa pelos playoffs, mas a situação de quarterback após a lesão de Dart preocupava.
Semana 14: em casa contra Los Angeles Rams, 2-2
Outro confronto de divisão com potencial de ambiente de playoffs. Depois da estreia ruim, os Rams tinham o décimo ataque em EPA por jogada nas três semanas seguintes. Venceram os Giants de forma ampla, perderam por 30 a 26 para Denver e viraram para bater os Eagles por 24 a 20 fora.
Desde a semana 2, a defesa era a segunda em EPA permitido por jogada. A adaptação dos veteranos defensivos poderia tornar o desafio ainda maior no fim do ano.
Semana 15: fora contra Los Angeles Chargers, 0-4
Os Chargers eram uma das decepções do início da temporada, com ataque desajustado e problemas na linha ofensiva. Apesar da oitava posição defensiva em EPA permitido por jogada, perderam os quatro jogos por pelo menos um touchdown. O calendário seguinte também era difícil, e a equipe poderia estar bastante diferente até a semana 15.
Semana 16: fora contra Kansas City Chiefs, 4-0
Kansas City era o outro invicto além de 49ers e Vikings. A reação após a ruptura do ligamento cruzado anterior de Patrick Mahomes havia superado expectativas. Kenneth Walker trouxe energia às corridas; os Chiefs eram quartos em EPA por jogada e terceiros em taxa de sucesso terrestre.
Vitórias sobre Broncos, Colts, Dolphins e Raiders, além do bom nível de Mahomes, tornavam a visita ao Arrowhead Stadium um desafio forte.
Semana 17: em casa contra Philadelphia Eagles, 2-2
Philadelphia enfrentava dúvidas no quarterback, dificuldades na linha ofensiva e no jogo terrestre e uma defesa em 22º em EPA permitido por jogada. A troca de Cam Jurgens por uma escolha futura de segunda rodada já sinalizava mudanças. A equipe seguia com chance de playoffs na divisão, mas sua forma até a semana 17 era incerta.
Semana 18: fora contra Arizona Cardinals, 1-3
Arizona perdeu três partidas seguidas no início da era Mike LaFleur: uma derrota ampla para Seattle, outra para os 49ers por margem de um touchdown e uma de 36 a 24 para os Giants. A defesa estava em último em EPA permitido por dropback e em 30º em EPA permitido por jogada.
O ataque de Jacoby Brissett funcionava em alguns momentos, mas estava em 26º em EPA por jogada. Com os Cardinals em reconstrução, a equipe também poderia mudar bastante até a última rodada.