49ers: cinco pontos das entrevistas de Morris e Kubiak antes de Seattle
Coordenadores falaram sobre Mykel Williams, prevenção de jogadas longas, rotação de Greenlaw e decisões de Purdy. O desafio é enfrentar a defesa dos Seahawks.
Raheem Morris e Klay Kubiak falaram antes do encontro dos 49ers com os Seahawks pela semana 5. A análise de Kyle Posey reúne cinco pontos das entrevistas dos coordenadores.
A energia de Mykel Williams
Morris demonstrou entusiasmo com a possibilidade de ver Mykel Williams em campo, quase um ano depois da última atuação do defensor.
“Ele está empolgado, e não o culpo. Eu também estou. É grande, nos dá muita energia”, disse o coordenador defensivo, ressaltando que seria sua primeira oportunidade de vê-lo jogar sob seu comando.
Williams contou que Nick Bosa o ajudou na recuperação. Posey observou uma mudança física nos vídeos de treino e nas imagens em comparação com a temporada anterior.
Morris quer vê-lo cumprir primeiro as responsabilidades básicas dos defensive ends: conter a borda contra a corrida e afetar o quarterback. O próprio jogador, segundo o técnico, é o mais animado com a possibilidade.
A quantidade de snaps ainda é incerta. Posey lembra que Williams perdeu as atividades de intertemporada e a pré-temporada e voltou há poucas sessões. Esperar algo próximo de 40 snaps pode ser excessivo neste momento.
Evitar jogadas explosivas
San Francisco permitiu uma taxa de jogadas explosivas de 2,3%, pouco atrás dos Rams e ligeiramente à frente dos Seahawks no recorte citado.
Morris explicou que limitar esses ganhos ajuda a conter o placar, dá ao ataque chances de vencer e permite executar o plano preparado durante a semana. Ele elogiou a capacidade do grupo de aprender com erros nos treinos e aplicar as correções nos jogos.
Na avaliação de Posey, obrigar um ataque a avançar em campanhas de dez, 11 ou 12 jogadas aumenta a chance de uma corrida contida, uma incompletude ou uma falta encerrar a posse. Denver, por exemplo, cometeu penalidades em terceiras descidas na semana anterior e ficou em situações longas.
A rotação de Dre Greenlaw
Questionado se o time limita os snaps de Dre Greenlaw para preservá-lo, Morris disse que as decisões dependem do necessário para vencer. Há pacotes em que ele entra e outros em que sai; está na maioria, mas não é o responsável pela comunicação pelo capacete com o ponto verde.
O coordenador comparou a rotação à já habitual entre linemen. Para ele, alternar linebackers e jogadores da secundária deve se tornar mais comum para sustentar velocidade e qualidade.
“Quão rápido você consegue jogar por 50 snaps, em comparação com 80?”, perguntou. Morris explicou que uma carga de 89 snaps poderia prejudicar a resposta de Greenlaw na partida seguinte.
Posey identifica maior confiança em Garret Wallow em determinados pacotes e situações óbvias de passe. Greenlaw saiu em segundas descidas longas e em momentos de dois minutos, quando a expectativa era um passe adversário.
Agressividade e paciência de Purdy
Brock Purdy tem o sétimo maior tempo até sofrer pressão e o oitavo maior tempo para lançar, segundo o levantamento citado. O autor considera que ele às vezes abandona pockets limpos cedo, embora mantenha a agressividade.
Kubiak afirmou que nunca foi difícil incentivar Purdy a atacar. O time chama jogadas para ganhos longos e quer que ele lance quando lê corretamente e está confiante. Ao mesmo tempo, precisa compreender uma defesa que aceita avanços curtos para impedir os grandes.
O coordenador citou Matthew Stafford e as boas atuações do próprio Purdy contra Seattle: aproveitar as oportunidades quando aparecem e permanecer paciente quando não existem.
Posey entende que San Francisco precisa manter a ameaça em profundidade. Mike Evans e George Kittle ampliam as possibilidades em relação à temporada anterior.
Velocidade para desafiar os safeties
Kubiak explicou que o esquema de Seattle evita aproximar demais os safeties da linha. A combinação de cornerbacks e jogadores da frente permite defender a corrida mantendo dois safeties recuados.
O objetivo dos 49ers é correr de forma consistente, sustentar campanhas e evitar situações óbvias de passe, até forçar mais defensores para o box e explorar a resposta. Seattle oferece dificuldade especial porque consegue conter corridas sem abandonar essa estrutura.
Na avaliação de Posey, os Seahawks podiam recuar seus safeties dez jardas no ano passado porque não temiam ser superados em velocidade por Jauan Jennings, Kendrick Bourne ou Jake Tonges.
Jacob Cowing, Jordan Watkins e Brandin Cooks oferecem mais velocidade. O autor observa, porém, que ainda não foram acionados em profundidade para testar plenamente essa alternativa.