49ers vencem quatro jogos sem ceder sacks e repetem marca rara da NFL
San Francisco iniciou 2026 com quatro vitórias e nenhum sack sofrido, feito que não ocorria desde os Colts de Peyton Manning em 2005.
Quatro jogos, quatro vitórias e nenhum sack sofrido. O início do San Francisco 49ers na temporada de 2026 produziu uma estatística rara mesmo em uma NFL na qual as defesas dedicam grande parte de seu trabalho a pressionar os quarterbacks.
San Francisco era o primeiro time desde o Indianapolis Colts de Peyton Manning, em 2005, a abrir uma temporada com quatro partidas consecutivas sem ceder um sack. Era também apenas o quinto a conseguir isso desde que os sacks por equipe começaram a ser registrados, em 1963.
Foram 21 anos entre as duas ocorrências mais recentes. Até o técnico Kyle Shanahan admitiu surpresa com a sequência.
“Começa com a linha ofensiva, mas, coletivamente, tem sido algo enorme, e definitivamente eu não esperava conseguir isso até este ponto”, disse.
Cinco jogadores e um trabalho de conjunto
A proteção começava com o left tackle Trent Williams, o left guard Connor Colby, o center Jake Brendel, o right guard Dominick Puni e o right tackle Colton McKivitz. O grupo oferecia tempo para Brock Purdy executar o ataque e espaço para Shanahan trabalhar.
Na entrevista semanal à KNBR, na quinta-feira, o gerente geral John Lynch destacou a familiaridade entre os integrantes da unidade.
“Todos esses caras jogaram muito futebol americano, mas também tiveram a oportunidade de jogar muito juntos”, afirmou. “Reconheço que elevaram seu nível, e acho que vão precisar continuar fazendo isso.”
A sintonia importava em uma unidade na qual cinco jogadores precisavam reconhecer os riscos e responder em conjunto. Purdy apontou a preparação diária como parte da evolução.
“Eles são incríveis. A forma como chegam para trabalhar todos os dias, encarando as reuniões e os treinos, aparece nos domingos”, disse o quarterback.
Williams, por sua vez, afirmou que nunca duvidou do potencial: “Sempre achei que tínhamos talento para ser uma das melhores linhas ofensivas da liga”.
A proteção começa antes da pressão
O resultado não dependia apenas dos bloqueios. O esquema de Shanahan ajudava a criar situações favoráveis, os recebedores precisavam estar onde Purdy esperava e o quarterback tinha de reconhecer o momento de soltar a bola ou escapar.
“É a forma como você corre com a bola na primeira e na segunda descida para chegar a terceiras descidas favoráveis”, explicou Lynch.
Quando a pressão aparecia, Purdy vinha encontrando o equilíbrio entre esperar uma jogada se desenvolver e desistir dela para buscar outra solução.
“Há momentos em que você precisa ficar ali, deixar algo se desenvolver e receber uma pancada enquanto lança”, disse Shanahan. “E há momentos em que precisa abrir mão de algo e fazer a jogada.”
Sair cedo demais poderia eliminar uma chance de completar um passe. Permanecer tempo demais poderia custar jardas ao ataque. A combinação entre proteção, esquema e decisões do quarterback vinha evitando esse resultado.
Seahawks seriam o próximo teste
A expectativa não era de que o zero sobrevivesse a uma temporada inteira. A sequência terminaria em algum momento, mas as qualidades que a sustentavam poderiam durar.
“Acho que encaramos isso como uma estatística coletiva”, afirmou Lynch. “Mas não há dúvida de que aqueles caras estão jogando em um nível muito alto. É uma grande razão para nosso retrospecto ser o que é.”
O Seattle Seahawks apresentaria o próximo desafio, com uma linha defensiva capaz de encerrar a série. Até lá, a análise de Vincent Bonsignore propunha valorizar o feito: quatro adversários haviam tentado chegar ao quarterback, e nenhum conseguira registrar um sack.
Os 49ers faziam uma tarefa extraordinariamente difícil parecer quase rotineira. Isso não diminuía a dificuldade de realizá-la.