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49ers x Seahawks: análise aponta maior teste do ano para Brock Purdy

Football 301 destaca o duelo entre o ataque invicto de San Francisco e a defesa de Seattle, além das dificuldades dos dois jogos terrestres.

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Brock Purdy prepara um passe durante um jogo dos 49ers contra os Seahawks.
Brock Purdy prepara um passe durante um jogo dos 49ers contra os Seahawks.

O San Francisco 49ers, com campanha de 4–0, enfrenta o Seattle Seahawks, de 3–1, no domingo em Seattle em um confronto de grande peso na NFC West. Nate Tice e Matt Harmon analisaram o encontro no podcast Football 301 e apontaram um duelo com implicações na disputa pelos playoffs e uma rivalidade histórica.

Tice chamou a partida de grande confronto da semana. Os dois analistas se inclinaram para uma vitória de Seattle; Harmon também projetou que os Seahawks cobririam a vantagem de três pontos atribuída ao time nas apostas. A linha de total de pontos apresentada era de 46,5, com transmissão pela FOX.

Ataque dos 49ers enfrenta defesa de alto nível

San Francisco chega sem permitir um sack na temporada. Tice destacou o domínio da equipe em praticamente todos os indicadores e a eficiência de Brock Purdy sob o comando de Kyle Shanahan. O quarterback soma 1.007 jardas de passe, 69,9% de aproveitamento, 11 touchdowns, uma interceptação e passer rating de 126,2.

O confronto entre Shanahan e o técnico Mike Macdonald coloca o sistema ofensivo dos 49ers diante de uma defesa forte na linha e disciplinada nas coberturas. O uso de play-action e de passes para as laterais pode gerar ganhos longos, mas a secundária de Seattle já se mostrou difícil de superar.

Harmon observou que a profundidade limitada entre os wide receivers pode pesar. George Kittle e Christian McCaffrey carregaram boa parte da produção, e a criatividade das chamadas tem compensado a falta de mais estrelas pelas pontas. Contra atletas e execução desse nível, porém, até um esquema eficiente passa por um teste maior.

"Acho que esta é a semana em que a sequência sem sacks sofridos acaba", disse Harmon, para quem a linha defensiva dos Seahawks será a mais difícil que os 49ers enfrentaram até então.

Corridas e cobertura por zona

Seattle aparece em terceiro na taxa de corridas de running backs interrompidas sem ganho positivo e permite apenas 0,5 jarda antes do primeiro contato. Corridas explosivas são raras. Na defesa aérea, foram somente oito passes explosivos cedidos, diante de uma média de 18 na liga.

O jogo terrestre de San Francisco terá esse obstáculo e pode ficar sem Kyle Juszczyk, com problema no joelho. Contra corridas por zona, Seattle permitiu apenas duas jogadas explosivas e lidera em paradas sem ganho; nas corridas do conceito duo, entretanto, apresentou desempenho apenas mediano, oferecendo uma possível alternativa.

Segundo Tice, os Seahawks usam cobertura por zona em 90% das descidas e também em 90% das situações finais de descida, com uma taxa historicamente baixa de Cover 1. Play-action direcionado para longe dos cornerbacks responsáveis pela cobertura curta pode oferecer oportunidades, como ocorreu em algumas jogadas do Los Angeles Chargers.

Seattle tenta fazer o jogo terrestre funcionar

Harmon descreveu o ataque terrestre dos Seahawks contra a defesa de corrida dos 49ers como um encontro entre duas unidades em dificuldade. Lesões de Zach Charbonnet e George Holani provocaram alterações entre os running backs. Emanuel Wilson mostrou alguns bons momentos, mas a eficiência do setor permaneceu perto do fim dos rankings da liga.

Corridas em duo, que têm causado problemas a San Francisco, podem render avanços importantes. Conceitos gap, jet sweeps e o uso criativo da velocidade de Rashid Shaheed, inclusive alinhado como running back para mudar o ritmo, também podem fazer diferença. A dúvida é se Seattle recorrerá a essas alternativas com frequência suficiente.

No passe, Tice defendeu que Sam Darnold seja agressivo pelo meio do campo, onde os 49ers têm permitido ganhos longos. O quarterback, porém, oscila: a disposição para arriscar pode gerar grandes jogadas ou decisões apressadas e erros.

Por que os analistas escolheram os Seahawks

Tice destacou a disciplina de Seattle e sua capacidade de evitar falhas de execução. Ambos avaliaram a defesa como, no pior cenário, a segunda melhor da liga, diante de um ataque que ainda não enfrentou um desafio desse porte.

Mesmo com dúvidas nos running backs e na posição de right guard, o ataque dos Seahawks consegue produzir passes explosivos. Na leitura dos analistas, esse pode ser o elemento decisivo para a vitória.

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