49ers x Seahawks: três chaves do duelo entre Shanahan e Macdonald
Proteção a Brock Purdy, passes rápidos e eficiência contra os diferentes pacotes defensivos de Seattle são os pontos centrais da prévia da semana 5.
O San Francisco 49ers, invicto em quatro jogos, se preparava para enfrentar o Seattle Seahawks, com campanha de 3-1, no domingo, no Lumen Field. A prévia de Jason Aponte, publicada em 8 de outubro, apontava o confronto entre o ataque de Kyle Shanahan e a defesa de Mike Macdonald como o centro da disputa pela NFC West.
Seattle venceu dois dos três encontros da temporada anterior, incluindo o último jogo da fase regular no Levi’s Stadium e a rodada divisional dos playoffs. Depois, encerrou sua campanha vencendo o New England Patriots também no estádio dos 49ers. Para San Francisco, o desafio era responder ao rival após vê-lo comemorar duas vezes em sua casa.
Nos dois últimos duelos, o ataque dos 49ers teve dificuldade para avançar. Embora estivesse desfalcado, também enfrentou uma defesa de alto nível. A equipe buscou recebedores capazes de criar separação durante a offseason e, na avaliação de Aponte, chegava mais preparada para esse teste, principalmente pelo desempenho de Brock Purdy em 2026.
1. Superar a pressão de Seattle
A linha ofensiva dos 49ers protegeu bem Purdy nas quatro primeiras semanas, mas teria seu maior teste contra uma defesa que liderava a taxa de vitórias na pressão ao quarterback, segundo a ESPN, mesmo estando entre as equipes com menor frequência de blitz. Situações óbvias de passe e recuos convencionais do quarterback eram cenários que San Francisco deveria evitar.
Segundo a SumerSports, Seattle tinha a segunda melhor defesa em EPA permitido por jogada, mas caía para 19º nos passes lançados em menos de 2,5 segundos e para 28º nos passes curtos. O jogo de passes rápidos seria, portanto, importante. Deebo Samuel poderia ser um alvo nessas ações, enquanto Mike Evans precisaria avançar rapidamente além da linha necessária para a primeira descida.
2. Voltar a produzir contra Macdonald
Purdy e Shanahan já haviam superado defesas comandadas por Macdonald antes de o grupo de Seattle se consolidar. Nos três primeiros encontros entre Purdy e o treinador, as atuações do quarterback ficaram nos percentis 87, 65 e 87 em EPA por recuo para passe, segundo a SumerSports. Nos dois seguintes, caíram para os percentis 10 e 5.
A diferença explicava parte do desafio: o ataque dos 49ers não marcou touchdown contra os Seahawks nos oito quartos dos dois últimos confrontos. Com condições mais favoráveis para Purdy, a equipe ainda precisaria encontrar uma resposta para a defesa do rival.
3. Atacar os diferentes pacotes defensivos
San Francisco vinha liderando a NFL em eficiência contra defesas de formação base, pacotes nickel e situações com poucos defensores no box. Os números citados na análise eram:
| Situação | Frequência enfrentada pelos 49ers | EPA do ataque | Frequência usada por Seattle | EPA permitido por Seattle |
|---|---|---|---|---|
| Defesa base | 48,6% | 0,29 | 15,5% | -0,37 |
| Nickel | 41,4% | 0,24 | 68,2% | -0,23 |
| Box leve | 29,7% | 0,52 | 51,4% | -0,16 |
Os 49ers enfrentavam defesas base com a maior frequência da liga. Contra nickel, tinham a segunda menor frequência de confrontos; diante de boxes leves, a menor. Ainda assim, lideravam em EPA nos três recortes.
Seattle usava formação base em apenas 15,5% dos snaps, a 29ª frequência da NFL, e tinha o terceiro melhor EPA permitido nesse pacote. O nickel aparecia em 68,2% das jogadas, a décima maior frequência, também com o terceiro melhor EPA permitido.
A defesa de Seattle conseguia conter a corrida sem concentrar muitos jogadores no box. Seus boxes leves apareciam em 51,4% dos snaps, oitava maior frequência, com o quinto melhor EPA permitido. A questão decisiva, para Aponte, era se os 49ers conseguiriam explorar esses espaços com passes pelo meio e corridas.