Análise aponta seis riscos para candidatos ao título da NFL
Tice e Klassen avaliam secundária dos Bills, linha dos Jaguars, passe dos Chiefs e limitações de Bengals, Seahawks e Vikings.
Nate Tice e Derrik Klassen discutiram no Football 301 quais fragilidades podem dificultar a caminhada de seis candidatos ao título da NFL. A análise examina problemas de cobertura, proteção, explosão e identidade ofensiva, sem tratar os riscos como previsão inevitável de eliminação.
Bills: secundária aumenta a dependência da pressão
O Buffalo Bills tem Josh Allen conduzindo um ataque produtivo e sinais positivos no pass rush, mas Tice e Klassen veem a cobertura como o ponto mais vulnerável. A presença de C.J. Gardner-Johnson é citada por Klassen como parte das dúvidas sobre o grupo.
No recorte apresentado, a defesa está em 28º em taxa de sucesso e em 30º em EPA. Para os analistas, enfrentar quarterbacks de elite numa sequência de playoffs exigirá que a pressão compense as limitações de cornerbacks e safeties.
Jaguars: saúde e profundidade da linha ofensiva
O Jacksonville Jaguars combina talento nas posições de habilidade com uma comissão capaz de adaptar o plano de jogo. A preocupação é a linha ofensiva, agravada pela lesão de Anton Harrison.
Klassen avalia que o jogo terrestre tem dependido mais de desenho e recursos do quarterback do que de domínio nos bloqueios. A equipe aparece em 28º no indicador de acertos permitidos no quarterback e em 30º em jardas antes do contato nas corridas no levantamento citado.
Chiefs: falta de velocidade para ameaçar em profundidade
A ausência prolongada de Tyquan Thornton por lesão no tornozelo reduz a capacidade do Kansas City Chiefs de alongar as defesas. O jogo terrestre vem funcionando, e Patrick Mahomes continua oferecendo soluções, mas os analistas receiam um ataque de passes excessivamente concentrado em espaços curtos.
Na avaliação de Klassen, Xavier Worthy ainda não reproduziu a ameaça de velocidade esperada para suprir esse papel. A questão é quanto espaço o ataque conseguirá criar sem uma presença vertical consistente.
Bengals: pouca variedade no desenho ofensivo
O Cincinnati Bengals é criticado pela concentração em formações abertas e shotgun, com pouca variação de conceitos. As opções de corrida ligadas a RPOs oferecem flexibilidade de decisão, mas podem limitar as condições de bloqueio e a explosão pelo chão.
Para Tice, sustentar campanhas longas contra boas defesas exige uma sequência difícil de decisões corretas. Depender de um passe profundo para Ja'Marr Chase como principal saída pode reduzir a margem para erros.
Seahawks: Darnold precisa recuperar as jogadas grandes
O Seattle Seahawks venceu em 2025 com Sam Darnold produzindo avanços explosivos, mas o quadro mudou. Klassen aponta mais turnovers, aumento da taxa de sacks e queda na profundidade média dos alvos.
As lesões no jogo terrestre e a produção limitada dos recebedores além de Jaxon Smith-Njigba deixam poucas alternativas. Sem as jogadas grandes, os analistas questionam a capacidade de o ataque avançar de forma regular com passes curtos em campanhas longas.
Vikings: defesa forte, identidade ofensiva indefinida
O Minnesota Vikings conta com uma defesa de alto nível, mas ainda procura estabilidade no ataque. O jogo terrestre está em construção, a linha sofre com problemas físicos e o estilo de Kyler Murray oferece tanto oportunidades quanto oscilações.
Há potencial quando peças como Justin Jefferson estão saudáveis. Ainda assim, Klassen vê um ataque que alterna propostas sem consolidar uma identidade, ficando dependente de improvisações de Murray e exposto a terceiras descidas longas.
O diagnóstico do programa é de pontos a corrigir durante a temporada. Nenhuma dessas limitações, isoladamente, define o resultado de janeiro.