Análise dos Browns divide responsabilidade pelos sacks e cobra ajuda nos bloqueios
Barry Shuck avalia linha, quarterback e proteção de running backs e tight ends após oito sacks sofridos contra os Jets.
Os oito sacks sofridos pelo Cleveland Browns na derrota por 17 a 12 para o New York Jets não podem ser atribuídos automaticamente apenas à linha ofensiva. Na análise de Barry Shuck, erros de proteção, decisões de Deshaun Watson e participação dos bloqueadores auxiliares precisam ser examinados em conjunto.
Segundo a distribuição da PFF apresentada no texto, cinco sacks foram atribuídos à linha, um a um tight end e dois ao quarterback. É uma classificação de responsabilidade do levantamento, distinta de quem recebe o crédito defensivo por derrubar o passador.
Novatos e lesões alteram a unidade
Cleveland utiliza Spencer Fano como left tackle e Austin Barber como right guard, dois novatos. Barber substitui Tevon Jenkins, afastado por um problema nas costas.
Tytus Howard sofreu uma lesão no joelho no primeiro quarto contra New York e tentou retornar. Dawand Jones entrou em seu lugar, mas enfrentou dificuldades diante de David Bailey. Shuck também destaca situações em que a pressão obrigou Watson a mudar sua posição ou abandonar o pocket.
A avaliação inclui problemas de comunicação e de encaixe. Em um sack de Jowon Briggs, o bloqueio de Quinshon Judkins sobre Demario Davis interferiu no trabalho de Barber, liberando o defensor para chegar ao quarterback.
Em outras jogadas, a escolha de quem bloquear deixou um pass rusher sem oposição. O autor vê esses exemplos como razões para avaliar o desenho da proteção, não apenas a força individual de cada lineman.
Notas mostram diferenças entre os titulares
Fano recebeu nota 77,2 na proteção ao passe, com nove pressões permitidas em cinco jogos e uma penalidade aceita. O levantamento o colocava em 14º entre 72 tackles qualificados.
Elgton Jenkins teve nota geral 62,6, mas 82,4 no bloqueio de passe, a melhor entre os 33 centers avaliados no recorte. Barber recebeu 64,0 na proteção ao passe. Howard tinha nota geral 50,3 e 64,8 nesse fundamento.
Shuck ressalta que uma nota de passe relativamente razoável não elimina dificuldades em lances específicos. Também observa que Watson, em algumas situações, manteve a bola apesar de ter tempo inicial para lançar.
Das 18 pressões distribuídas no quadro da reportagem, oito foram atribuídas à linha, cinco ao quarterback e cinco a running backs ou tight ends. A parcela de oito corresponde a 44,4% dessas pressões; não é uma taxa calculada sobre todos os dropbacks.
Tight ends e corredores precisam participar
O autor pede mais consistência dos tight ends ao sustentar bloqueios. Cita dificuldades de Blake Whiteheart e Harold Fannin e observa que o valor de Fannin como recebedor não resolve, sozinho, suas limitações de força nessa função.
John Fitzpatrick e Devin Culp aparecem como alternativas a avaliar no grupo de treinos e no elenco. Jack Stoll, que saiu de Cleveland e estava no practice squad do San Francisco 49ers, é mencionado como uma possibilidade externa, sem negociação anunciada.
Os running backs também precisam identificar o defensor correto antes de executar o bloqueio. Para Shuck, melhorar a proteção exige coordenação entre linha, comissão, quarterback e auxiliares, em vez de concentrar toda a cobrança em um único setor.