Análise dos Packers destaca melhora da proteção e mais conforto para Jordan Love
Pressão caiu para 20% dos dropbacks nas Semanas 4 e 5; Mark Schofield aponta reforços na linha e uso de simulações de corrida.
A recuperação da linha ofensiva do Green Bay Packers deu mais condições a Jordan Love de explorar o campo em profundidade. Na análise de Mark Schofield, os ajustes depois da derrota por 35 a 14 para o Atlanta Falcons ajudaram a equipe a superar um dos principais problemas do início da temporada.
Segundo os dados da PFF citados, Love sofreu pressão em 44,4% dos dropbacks nas duas primeiras semanas. Sob pressão nesse recorte, completou apenas 36% dos passes, com 300 jardas, nenhum touchdown e duas interceptações.
Nas Semanas 4 e 5, a pressão caiu para 13 de 65 dropbacks, ou 20%. Foi a menor taxa entre os 34 quarterbacks que atuaram nesse intervalo.
Tomlinson entra, e veteranos ampliam as opções
Green Bay contratou Laken Tomlinson, Mekhi Becton e Kevin Zeitler depois do jogo contra Atlanta. Tomlinson assumiu como left guard contra o Tampa Bay Buccaneers e foi o único dos três a entrar em campo até o recorte da reportagem.
Becton continuava no practice squad. Zeitler ficou ativo contra o Chicago Bears, mas atrás de Travis Glover na hierarquia utilizada naquela partida.
Schofield ressalta que a redução da pressão não veio simplesmente de passes mais curtos. Love tentou 13 lançamentos de pelo menos 20 jardas pelo ar nas duas partidas, atrás apenas de Jameis Winston nesse quesito.
Play-action ajuda a criar oportunidades
A análise identifica maior presença de simulações de corrida no plano de Matt LaFleur e Adam Stenavich. Logo na primeira jogada contra Chicago, os Packers chamaram um flea-flicker que terminou em screen para Tucker Kraft, mesmo partindo perto da própria end zone.
No primeiro touchdown de Christian Watson, Tomlinson ajudou inicialmente Sean Rhyan e depois Jordan Morgan na proteção. Os Bears enviaram Tyrique Stevenson e Jaylon Johnson em blitz pelas bordas, mas o bloqueio sustentou tempo suficiente para Love lançar.
Outra jogada vertical para Watson usou uma simulação de toss e três rotas profundas de um lado da formação. O desenho exigiu que D’Marco Jackson acompanhasse o recebedor entre os safeties da Cover 2, e Love reconheceu a oportunidade.
Schofield também destaca situações em que a linha neutralizou trocas de trajetória dos defensores e permitiu que o quarterback avançasse dentro do pocket. A conclusão é que os Packers encontraram uma combinação mais funcional de proteção e conceitos de passe, embora o recorte de melhora ainda seja de duas partidas.