Análise dos Ravens: ausência de Lamar e falhas na linha limitam ataque
Huntley e Ioane enfrentaram dificuldades contra Browns; coluna também cobra mais eficiência nas corridas e espaço para tight ends jovens.
O Baltimore Ravens perdeu seu primeiro confronto divisional da temporada: 13 a 10 para o Cleveland Browns, com um field goal na última jogada. A equipe do Baltimore Beatdown destacou problemas no ataque e atuações individuais que não bastaram para evitar o resultado.
Ataque sente falta de Lamar Jackson
Na avaliação de Nikhil Mehta, Tyler Huntley não repetiu a atuação corajosa que havia apresentado em Atlanta. A operação ofensiva lenta e a pressão de Cleveland não ajudaram, mas o quarterback colocou a bola em risco com frequência e não sustentou as campanhas em terceira descida.
Com ele, o ataque se torna limitado e exige execução quase perfeita dos demais jogadores, especialmente quando a defesa pode concentrar atletas perto da linha para conter a corrida. Para o colunista, Lamar Jackson faria diferença decisiva e é necessário na sequência difícil do calendário.
Cam Jurgens pode resolver mais de um problema
Mehta reconhece o esforço de Vega Ioane ao assumir como center por três jogos, mas considera a improvisação arriscada. Um snap irregular quase gerou um fumble em uma campanha importante no segundo tempo. Huntley recuperou a bola, mas a segunda para 19 virou terceira para 22 e encaminhou o punt.
Declan Doyle precisa ajustar a operação das chamadas. Ter um quarterback reserva e um guard calouro adaptado a center também prejudica a comunicação antes do snap.
Adquirido por troca, Cam Jurgens deve estar pronto para estrear na semana seguinte, segundo a expectativa da análise. Ele pode organizar a linha, regularizar os snaps e permitir que Ioane volte à posição de guard direito, tirando Emery Jones da formação.
Hamilton e Madubuike sustentam a defesa
Kyle Hamilton e Nnamdi Madubuike foram, para Mehta, os melhores jogadores em campo. Interferiram nas jogadas perto da linha, contra passes e corridas, e carregaram o time em diversos momentos.
São companheiros que assumem perguntas sobre outra queda defensiva no segundo tempo sem expor o ataque, embora, na visão do autor, a maior responsabilidade esteja do outro lado da bola.
Hamilton assumiu o papel de principal liderança defensiva antes exercido por Roquan Smith. Madubuike, por sua vez, recuperou o alto nível depois da lesão no pescoço da temporada anterior. Eles, porém, não podem fazer todas as jogadas nem marcar os pontos de que o ataque precisa.
Mark Andrews precisa dividir mais oportunidades
Mark Myers defende reduzir os snaps de Mark Andrews quando os dois tight ends calouros estiverem disponíveis. Andrews, de 31 anos, já tem seis drops em seis partidas.
Matthew Hibner e Josh Cuevas receberam 12 dos 13 passes lançados em sua direção e somam dois touchdowns, contra um do veterano. Cuevas marcou seu primeiro touchdown na NFL contra Cleveland e conseguiu uma recepção de 29 jardas em uma chamada criativa de Doyle, alinhando antes do snap como guard esquerdo. Hibner já havia feito jogadas relevantes contra Dallas e Tennessee.
Myers espera que Andrews continue liderando os snaps enquanto Hibner estiver fora, mas entende que o desempenho dos jovens justifica ampliar sua participação quando ambos puderem atuar.
Corridas precisam de mais eficiência
Baltimore entrou na rodada com o terceiro melhor volume terrestre da NFL: 164,4 jardas por jogo e 822 no total. A eficiência, contudo, caiu, e Henry terminou com sua menor marca do ano: 58 jardas em 17 corridas, média de 3,4.
Desde a Semana 1, ele não supera 4,3 jardas por tentativa em uma partida. Nos três jogos mais recentes, seu maior avanço foi de 17 jardas. A linha não abre os espaços que permitiam corridas longas nos anos anteriores, inclusive em situações decisivas de poucas jardas.
Justice Hill conseguiu uma corrida de 47 jardas na Semana 5 saindo da posição de fullback, mas foi a única grande jogada terrestre recente. Frank Platko cobra bloqueios mais consistentes e melhor proteção da bola por Henry, cujo fumble no último quarto foi decisivo para a derrota.