Análise explica o risco por trás do kickoff de Sirianni contra os Jaguars
Decisão de evitar touchback terminou em derrota, mas Jay Busbee mostra os riscos que existiam também na alternativa.
O Philadelphia Eagles liderava o Jacksonville Jaguars por 17 a 16 a oito segundos do fim quando uma decisão no kickoff abriu caminho para a virada em Londres. Ameer Abdullah devolveu a bola até a linha de 39 jardas de Philadelphia, e Cam Little acertou o field goal de 57 jardas que definiu o 19 a 17.
Na análise de Jay Busbee, o resultado ruim não significa que a alternativa oferecia segurança absoluta. Nick Sirianni precisava escolher entre confiar na cobertura da devolução e entregar a Jacksonville uma posição de campo conhecida, com tempo para uma jogada ofensiva.
O efeito das regras de kickoff
O touchback de um kickoff que chega à end zone sem tocar a área de aterrissagem coloca a bola na linha de 35 jardas. Um chute que aterrissa na área prevista e depois segue para a end zone pode resultar em touchback na linha de 20. Já um chute que sai pela lateral está sujeito à penalidade, com colocação na linha de 40.
Entregar a bola na linha de 35 deixaria Jacksonville a cerca de 15 jardas do meio-campo. Uma jogada rápida e uma saída pela lateral poderiam permitir uma tentativa longa de Little. A devolução, por outro lado, consumiria segundos, mas exporia a cobertura ao risco de um avanço grande.
Uma aposta na execução
O levantamento citado pelo autor registra 659 devoluções em 2026, média de 26 jardas e 32 avanços superiores a 40 jardas, cerca de 4,8% do total. Jacksonville tinha média de 27,2 jardas por retorno. Esses números ajudam a explicar a escolha, sem determinar o resultado de uma jogada específica.
Busbee compara o cenário com o jogo entre Ravens e Cowboys, em setembro, quando Baltimore avançou depois de um touchback e venceu com field goal. Há uma diferença relevante: os Ravens ainda tinham um pedido de tempo, enquanto os Jaguars não dispunham desse recurso.
A decisão dos Eagles fracassou porque a cobertura permitiu um retorno decisivo. A análise trata a escolha como uma troca de riscos, e não como uma situação em que qualquer uma das opções garantiria a vitória.