Análise tática: defesa dos Jaguars impõe teste difícil ao ataque dos Eagles
Jonny Page destaca pressão com quatro jogadores, força contra corridas e espaços que Philadelphia pode tentar explorar em Londres.
A defesa do Jacksonville Jaguars oferece um teste difícil para um ataque do Philadelphia Eagles que busca consistência. Na análise de vídeo de Jonny Page, a unidade de Anthony Campanile executa bem os fundamentos, pressiona sem depender de blitzes e dificulta especialmente as corridas tradicionais.
As avaliações táticas são do autor, com estatísticas das quatro primeiras partidas obtidas na Fantasy Points Data Suite. Sua principal preocupação é se a proteção de Philadelphia dará tempo a Jalen Hurts para explorar as oportunidades no fundo do campo.
Pressão com quatro preserva opções na cobertura
Jacksonville produz pressão em 36,5% das jogadas de passe, embora mande blitz em apenas 26,9%. Isso permite manter sete defensores na cobertura e variar o desenho da secundária.
Josh Hines-Allen é o principal pass rusher. Cerca de 83% de suas ações de pressão partem do lado direito defensivo, tornando Jordan Mailata seu adversário mais provável. Travon Walker costuma atuar pela esquerda, diante de Markel Bell, mas também muda de lado ou se alinha por dentro.
Page destaca lances em que Walker e Hines-Allen ficam juntos e ainda assim os Jaguars pressionam com apenas quatro. Os Eagles precisam identificar essas mudanças e ajustar a comunicação. Se precisarem ajudar os dois tackles o tempo todo, terão menos recebedores disponíveis nas rotas.
Mesmo contra uma equipe que prefere não mandar blitz, Philadelphia deve estar preparada para ela: as dificuldades recentes de proteção dão a Campanile um motivo para testar se o problema foi resolvido.
Leitura após o snap será importante
Os Jaguars usam bastante Cover 3, Cover 4 e Cover 6. Também partem de alinhamentos com dois safeties profundos e se deslocam para Cover 1 ou Cover 3. Hurts não pode assumir que a imagem anterior ao snap será a cobertura final.
A marcação individual tem produzido melhores resultados do que as zonas. Page sugere rotas em profundidades diferentes para sobrecarregar os defensores de zona, em vez de depender apenas de vitórias individuais dos recebedores.
Travis Hunter tornou a secundária mais perigosa com sua capacidade atlética e habilidade para disputar a bola. Ainda pode hesitar ao virar o corpo ou se antecipar demais a uma rota, mas passes contestados em sua direção representam risco elevado.
Jarrian Jones é um alvo mais convidativo para passes verticais, por dificuldades para localizar a bola. Montaric Brown também cedeu ganhos importantes e pode ser testado em velocidade. Ambos mudam de lado, exigindo que o ataque identifique o marcador em cada jogada.
A agressividade dos safeties pode abrir espaço para rotas post por trás deles. Jacksonville está em 25º em EPA cedido em passes profundos, mas essas jogadas precisam de tempo para se desenvolver. Sem DeVonta Smith, Page também questiona se os Eagles terão velocidade suficiente para explorá-las regularmente.
Corridas previsíveis favorecem Jacksonville
DaVon Hamilton é central na defesa terrestre, por sua capacidade de resistir aos bloqueios e interromper corridas pelo meio. Ventrell Miller se movimenta bem de uma lateral à outra e finaliza tackles; Hines-Allen também ajuda a conter as bordas.
Contra corridas iniciadas com o quarterback sob o center, os Jaguars permitiram 167 jardas em 58 tentativas: média de 2,88. Para Page, este não é um adversário favorável para insistir no outside zone a partir desse alinhamento.
Nos lances terrestres com EPA positivo, o autor encontrou ganhos com bloqueios pin/pull, reversões e participação do quarterback. O fluxo agressivo dos defensores pode ser usado contra eles com movimentos para um lado e corridas para o outro. A amostra de corridas de recebedores é pequena — apenas quatro —, mas oferece pistas, não uma garantia.
Caminho passa por variação e pelas pernas de Hurts
Page propõe mais shotgun, formações abertas, motion e mudanças de direção para fazer os linebackers hesitarem. Hurts pode alterar a vantagem numérica nos bloqueios e obrigar o defensor do lado oposto a respeitar outra ameaça além do running back.
As escapadas improvisadas de quarterbacks tiveram EPA positivo contra Jacksonville, reforçando a existência de espaços fora da estrutura inicial. Isso não significa que toda corrida desenhada funcionará.
A conclusão da análise é que Philadelphia tem caminhos para mover a bola, desde que proteja o suficiente para testar Jones e os safeties e torne o ataque terrestre menos previsível. Repetir as mesmas corridas sob o center e depender de um grupo desfalcado de recebedores nas terceiras descidas seria, para o autor, uma resposta insuficiente.