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Arizona chega à metade da temporada com cinco vitórias e evolução coletiva

Análise destaca liderança de Fifita, reação da linha ofensiva, novos receivers e defesa contra a corrida.

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Noah Fifita comemora com a torcida dos Arizona Wildcats em Tucson.
Noah Fifita comemora com a torcida dos Arizona Wildcats em Tucson.Crédito: Patrick Mulligan/Getty Images

O Arizona Wildcats chegou à metade da temporada com campanha de 5–1, incluindo duas vitórias e uma derrota na Big 12. A equipe entra na semana de folga com confiança, embora ainda tenha ajustes a fazer e um caminho exigente até o fim do calendário.

Quatro dos seis jogos restantes serão no Casino Del Sol Stadium. Arizona segue na disputa por uma vaga na final da conferência, em Arlington, em dezembro. Juan Serrano reuniu cinco conclusões sobre a primeira metade de 2026.

1. Fifita continua no centro de tudo

Noah Fifita iniciou a temporada como o líder incontestável dos Wildcats. Havia expectativa de que veteranos e reforços aliviassem sua responsabilidade, mas as lesões e a evolução gradual da linha ofensiva aumentaram a dependência de boas atuações do quarterback.

Ele nem sempre foi perfeito, porém sua capacidade de reagir à adversidade fez diferença em vários jogos. Evitar turnovers e encerrar campanhas na end zone são condições essenciais para o ataque funcionar; a defesa também parece ganhar energia com sua produção.

Para Serrano, o grupo quer transformar o último ano do quarterback em uma temporada memorável. Brent Brennan reconhece essa importância: “Eu digo isso a vocês todos os dias, duas vezes por dia, se quiserem ouvir. Estou muito feliz que Noah Fifita jogue por Arizona”, declarou após a vitória sobre Cincinnati.

2. A linha ofensiva começa a se encontrar

Arizona teve uma sequência de três partidas em que permitiu um sack na primeira jogada ofensiva. Mesmo assim, nos dois jogos mais recentes conseguiu terminar sua campanha inicial em touchdown.

O jogo terrestre também demorou a funcionar. Os Wildcats ficaram abaixo de 100 jardas em duas das três primeiras partidas, mas alcançaram esse patamar nas três seguintes, incluindo 238 jardas contra Cincinnati. Nesse último trecho, produziram 17 corridas de pelo menos 10 jardas.

Seth Doege valorizou a força dos running backs: “Sei que nosso jogo terrestre não tem sido tão explosivo quanto no começo do ano passado, mas, se olharem a maneira como estão correndo, eles estão sendo tão físicos quanto eu já vi”.

O autor identifica o quarto período em Pullman como um ponto de mudança. Contra Washington State, Arizona passou a desgastar a defesa, abrir espaços e empurrar o agrupamento de jogadores. Brennan destacou o avanço da linha na segunda metade daquele jogo.

Ainda é preciso melhorar atribuições de bloqueio e reduzir faltas. A semana de folga oferece tempo para esses ajustes e para tentar levar a evolução do jogo terrestre ao restante da temporada.

3. Receivers aproveitam as oportunidades

Giovanni Richardson saiu do jogo contra BYU com uma lesão não especificada. Voltou contra Cincinnati, mas não terminou a partida, assim como os outros dois receivers titulares. Tre Spivey está fora da temporada com uma lesão no pé, e Chris Hunter III ficará afastado por prazo indefinido, também sem diagnóstico detalhado no relato.

As ausências abriram espaço para outros jogadores. Brandon Phelps soma 12 recepções, 223 jardas e três touchdowns. Isaiah Mizell vem de seis recepções para 183 jardas e dois touchdowns contra West Virginia; na temporada, tem 19 recepções, 359 jardas e quatro touchdowns.

Caleb “Jet” Smith se destacou contra Washington State com quatro recepções, 86 jardas e um touchdown. Também acumulou 125 jardas e um touchdown em retornos de punts.

Na avaliação de Serrano, veteranos e jovens estão construindo conexão com Fifita. O quarterback pode distribuir a bola e recorrer ao receiver em melhor momento sem depender de um único nome.

4. A defesa produz por meio da rotação

O princípio da unidade de Danny Gonzales é fazer todos correrem em direção à bola. Arizona tem 13 defensores com pelo menos 10 tackles. Taye Brown lidera com 39, seguido por Cooper Blomstrom, com 30.

Os Wildcats somam 45 tackles para perda de jardas e 19 sacks. Chase Kennedy lidera ambas as categorias, com 5,5 tackles para perda e quatro sacks.

A rotação é intensa na linha defensiva e na secundária, e um pouco menor entre os linebackers. Ela mantém os jogadores descansados e amplia as oportunidades de contribuição. Embora a produção de turnovers tenha caído em relação ao ano anterior, o autor considera que o funcionamento coletivo sustenta o modelo.

5. A defesa terrestre é uma especialidade

Arizona limitou o adversário a menos de 100 jardas terrestres em quatro dos seis jogos. Contra Cincinnati, dono do segundo melhor ataque terrestre da Big 12 naquele momento, permitiu apenas 74 jardas.

West Virginia conseguiu correr com mais eficiência, mas os Wildcats compensaram parte do problema com duas recuperações de fumble. Na temporada, a equipe permite 3,3 jardas por corrida e 116,3 por partida, empatada na sétima posição da conferência em jardas terrestres cedidas.

“Entramos em todos os jogos querendo manter os adversários abaixo de 100 jardas”, disse Gonzales. O coordenador defende um padrão de agressividade, velocidade e contato físico que favoreça os tackles em grupo.

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