Balanço dos Bengals destaca McPherson e linha defensiva, mas cobra jogo terrestre
Jason Garrison lista oito destaques e sete pontos de preocupação após início de 3–2; avaliações refletem análise do autor.
O Cincinnati Bengals chegou à semana de folga com campanha de 3–2, desempenho suficiente para manter expectativas, mas ainda marcado por oscilações. No balanço de Jason Garrison, oito nomes merecem destaque positivo e sete áreas ou integrantes precisam responder melhor.
Oito destaques positivos
Evan McPherson acertou seus dez field goals nas cinco primeiras partidas, incluindo cinco de pelo menos 50 jardas e um de 58. A sequência de 22 acertos consecutivos, iniciada em 2025, estabeleceu uma marca da franquia, segundo o levantamento.
Amarius Mims recebeu nota 78,8 na proteção ao passe da PFF, com quatro pressões e um sack permitidos. Para Garrison, sua capacidade de proteger o lado direito é fundamental em um ataque orientado pelo passe de Joe Burrow.
Boye Mafe soma 20 apressamentos do quarterback, empatado com Byron Young e um atrás de Aidan Hutchinson no recorte citado. Também recebeu nota 75,1 contra a corrida. Mike Gesicki, por sua vez, já igualou com quatro touchdowns recebidos o total de suas duas primeiras temporadas nos Bengals.
Dexter Lawrence tem nota geral defensiva de 82,5, terceira entre os jogadores de interior no levantamento. A análise considera que seu impacto justifica a troca que enviou a décima escolha do Draft ao New York Giants. Jonathan Allen complementa a pressão por dentro, com dez apressamentos, quatro contatos e dois sacks, ao lado dos três sacks de Lawrence.
Dalton Risner aparece em oitavo entre os guards na avaliação citada, com nota geral de 81,7, 80,7 nos bloqueios de corrida e 73,7 na proteção ao passe. O autor ressalta a continuidade dos cinco titulares da linha ofensiva em temporadas consecutivas.
Tee Higgins fecha os destaques positivos. Garrison elogia sua confiabilidade quando as defesas concentram atenção em Ja’Marr Chase e aponta uma projeção de mais de 90 recepções e 1.400 jardas, caso o ritmo inicial seja mantido. São projeções, não totais já alcançados.
Proteção pelo lado esquerdo e times especiais preocupam
Orlando Brown Jr. recebeu nota 62,2 na proteção ao passe, com três sacks e 12 pressões permitidos. Garrison aponta dificuldades contra defensores rápidos e vê a pausa como oportunidade de ajuste.
O coordenador Darrin Simmons é cobrado pelos erros dos times especiais. Contra o Pittsburgh Steelers, uma falta sobre o punter e um punt mal recebido contribuíram para dez pontos adversários. Contra o Miami Dolphins, penalidades de Lawrence e Erick All e uma decisão de Dohnte Meyers na devolução de kickoff também comprometeram posição de campo e pontuação.
Lesões e secundária exigem respostas
Andrei Iosivas precisou de cirurgia após romper um ligamento do polegar, com previsão apresentada de quatro a seis semanas fora. A ausência abre mais oportunidades para Meyers, mas a eventual disputa por espaço é uma hipótese do autor.
Jordan Battle conseguiu duas interceptações contra Miami e melhorou nos tackles. Garrison, porém, lembra os sete tackles perdidos antes desse jogo e pede que a reação se torne consistente.
Bryan Cook perdeu uma partida e meia no início da temporada. Suas notas na PFF contra a corrida, em cobertura e no conjunto da defesa ficaram abaixo do esperado. A adaptação ao sistema é citada como contexto, sem eliminar a cobrança por maior impacto.
Taylor e o ataque terrestre entram na cobrança
Garrison considera que Zac Taylor ainda precisa reduzir a previsibilidade e corrigir falhas coletivas. O balanço reconhece a campanha positiva, mas cobra mais criatividade no ataque, consistência defensiva e disciplina nos times especiais.
O jogo terrestre dos Bengals produz apenas 3,6 jardas por tentativa, empatado entre as piores médias da liga no levantamento. A corrida mais longa tem 13 jardas, a menor marca máxima entre as equipes. A utilização de Burrow mais vezes sob o center ainda não gerou a variedade esperada.
Na avaliação do autor, Cincinnati precisa aproveitar a semana de folga para impedir que esses problemas limitem um elenco com forte capacidade de produção pelo passe.