Bears chegam favoritos a Green Bay: números e chaves do duelo com os Packers
Chicago tem a defesa eficiente contra o passe, mas cede espaço terrestre. Prévia aponta como Green Bay pode explorar o confronto.
O Chicago Bears visita o Green Bay Packers na Semana 5 com campanha de 3-1 e favoritismo de 2,5 a três pontos na prévia de Rich Madrid. Segundo o levantamento, é a primeira vez em 20 anos que Chicago aparece favorito em um jogo em Green Bay.
Caleb Williams é dúvida por uma lesão de grau 2 na coxa, e Tyson Bagent é o provável titular. Ben Johnson já venceu com três quarterbacks diferentes em 2026, enquanto a defesa limitou três adversários consecutivos a 12 pontos ou menos.
Green Bay está em 2-2 e perdeu Edgerrin Cooper pelo restante da temporada, após a vitória fora de casa sobre Tampa Bay.
O que mudou desde 2025
Chicago terminou a primeira temporada de Johnson em 11-6, ganhou a NFC North e eliminou os Packers por 31 a 27 no wild card, antes de cair na rodada divisional.
O ataque saiu do 27º lugar em pontos esperados adicionados por jogada, o EPA, para perto da média da liga: de -0,100 em 2024 para 0,048 em 2025. No EPA por corrida, terminou em primeiro.
A defesa liderou a NFL com 33 roubadas de bola, mas foi apenas a 21ª em EPA por jogada, a 30ª quando os turnovers são retirados do cálculo e a 26ª em taxa de sucesso permitida. Seus 35 sacks ficaram na 22ª posição.
Saídas e reforços
DJ Moore foi negociado com o Buffalo Bills. Kevin Byard assinou com o New England Patriots; Jaquan Brisker, com o Pittsburgh Steelers; e C.J. Gardner-Johnson, com Buffalo. Tremaine Edmunds foi dispensado, e Drew Dalman se aposentou.
Andrew Billings e Devin Duvernay foram para o Arizona Cardinals; Nahshon Wright, para o New York Jets; e Olamide Zaccheaus, para o Atlanta Falcons. O coordenador ofensivo Declan Doyle e o assistente de gerente geral Ian Cunningham também saíram. Johnson continua responsável pelas chamadas ofensivas.
Entre as chegadas, Coby Bryant assinou por três anos e US$ 40 milhões; Devin Bush, por três anos e US$ 30 milhões; Neville Gallimore, por dois anos e US$ 12 milhões; e Kalif Raymond, por um ano e US$ 5,1 milhões. Garrett Bradbury veio em uma troca com New England. Cam Lewis, Kentavius Street, Jedrick Wills e Marcus Davenport também foram contratados.
No draft, Chicago selecionou Dillon Thieneman na primeira rodada, Logan Jones na segunda, Sam Roush e Zavion Thomas na terceira, Malik Muhammad na quarta, Keyshaun Elliott na quinta e Jordan van den Berg na sexta. Thieneman já é titular. A defesa de Dennis Allen ganhou velocidade entre linebackers e secundária, mas o grupo de edge rushers não recebeu o mesmo investimento.
Eficiência nas quatro primeiras semanas
As métricas de EPA citadas na prévia vêm do Sumer Sports, com uma comparação adicional do Next Gen Stats. Valores negativos na defesa indicam menos eficiência cedida ao adversário.
| Indicador | Ataque dos Bears | Ataque dos Packers |
|---|---|---|
| EPA por jogada | 0,05; 9º | -0,13; 26º |
| EPA em dropbacks | 0,14; 10º | -0,02 |
| EPA por corrida | -0,02; aproximadamente 9º | -0,38; 32º |
| Taxa de sucesso | 46,6%; aproximadamente 9º | 39,6% |
Chicago soma 785 jardas terrestres, maior total da liga no recorte.
| Indicador permitido | Defesa dos Bears | Defesa dos Packers |
|---|---|---|
| EPA por jogada | -0,12; 4º | -0,02; 17º |
| EPA em dropbacks | -0,23; 2º | 0,00 |
| EPA por corrida | 0,03; aproximadamente 29º | -0,04 |
| Taxa de sucesso | 43,2%; 14º | 45,4% |
No Next Gen Stats, a defesa de Chicago aparece em primeiro em EPA permitido nos dropbacks, com -0,27. Os Bears cedem conversões em apenas 23,7% das terceiras descidas, segundo melhor índice, e os adversários converteram somente uma de 18 terceiras para sete jardas ou mais.
Como Chicago chegou a 3-1
Na abertura, os Bears venceram o Carolina Panthers por 59 a 37. Williams participou de quatro touchdowns, e Chicago correu para 291 jardas. Foi o jogo de Semana 1 com mais pontos na história da NFL, mas a defesa permitiu 361 jardas pelo passe.
Na derrota por 9 a 3 para o Minnesota Vikings, chuva, erros de times especiais e faltas limitaram o ataque. Williams lesionou a coxa, e Bagent saiu com concussão.
Case Keenum comandou a vitória por 27 a 7 sobre o Philadelphia Eagles: completou 24 de 34 passes para 247 jardas e participou de três touchdowns. A defesa conseguiu três turnovers, incluindo uma interceptação de Thieneman.
Contra os Jets, Bagent completou 25 de 34 para 268 jardas. Kyle Monangai correu 30 vezes para 146 jardas e dois touchdowns no triunfo por 23 a 12. Chicago venceu a comparação de jardas por 492 a 157, não chutou punts e limitou New York a 32 jogadas e nenhuma conversão em sete terceiras descidas.
Cinco caminhos para Green Bay
A primeira prioridade é correr contra o ponto menos eficiente da defesa dos Bears. O desafio opõe uma defesa perto do fim da liga em EPA por corrida ao ataque terrestre de pior EPA dos Packers. Green Bay precisa evitar terceiras descidas longas, especialidade de Chicago.
Pelo passe, Christian Watson e Matthew Golden, ambos entre os 12 primeiros em jardas recebidas no recorte, podem testar Jaylon Johnson e Tyrique Stevenson. Os cornerbacks permitiram 449 jardas e três touchdowns quando foram os responsáveis pela cobertura.
Jonathan Gannon também terá de tirar Bagent do conforto sem abrir espaço para screens. O quarterback completou 23 de 26 passes em pockets limpos na semana anterior, e Johnson chamou seis screens naquele jogo.
Completar os tackles é outra necessidade: aproximadamente metade das jardas aéreas de Chicago contra os Jets veio após a recepção, com passes cuja profundidade média foi inferior a sete jardas. Monangai está fora desta rodada, mas D'Andre Swift continua entre as ameaças com a bola.
Por fim, Green Bay precisa reduzir seus próprios erros. Os Packers aparecem no fim da liga com 344 jardas de faltas, 13 passes derrubados e dez fumbles. Esses problemas criam exatamente as situações em que a defesa dos Bears tem sido mais eficiente.