Análise aponta Dexter Lawrence como motor da nova linha defensiva dos Bengals
Doug Farrar destaca impacto dos bloqueios duplos e oportunidades criadas para Jonathan Allen e Boye Mafe.
Dexter Lawrence é a peça central da melhora da linha defensiva do Cincinnati Bengals, na análise de Doug Farrar. A chegada do defensor, junto de Jonathan Allen e Boye Mafe, aumentou a capacidade de pressionar o quarterback sem depender apenas de um jogador.
Os Bengals enviaram a décima escolha do Draft ao New York Giants por Lawrence. Allen e Mafe vieram na agência livre, e Cashius Howell foi selecionado na segunda rodada. O investimento mudou uma unidade que havia oscilado bastante em 2025.
Pressão e sacks crescem
Segundo a Sumer Sports citada, a taxa de pressão passou de 36,5% em 2025 para 41,6% em 2026. A média subiu de 13,1 para 16,4 pressões por jogo, e a taxa de sacks, de 5,8% para 8,6%.
Em cinco partidas, Cincinnati tinha 17 sacks, perto da metade dos 35 de toda a temporada anterior. Nesse levantamento, Lawrence soma três sacks e 14 pressões; Allen, três e 16; Mafe, três e 21. As contagens seguem o fornecedor citado e podem diferir de outros métodos.
Atenção a Lawrence abre espaço aos demais
Lawrence recebeu bloqueios duplos em 94 de 234 snaps. Mesmo assim, produziu em alinhamentos diretamente sobre o center ou deslocado para seu ombro. A Sports Info Solutions o apontava com dois sacks e 11 pressões nesses alinhamentos.
Farrar explica que sua força e técnica afetam tanto o bloqueio direto quanto a distribuição de ajuda. Allen consegue explorar espaços ao seu lado, inclusive em trocas de trajetória entre os defensores, e Mafe enfrenta menos bloqueios duplos pelas bordas.
Rotação mantém energia
Al Golden e Jerry Montgomery distribuem o trabalho entre seis jogadores com mais de 80 snaps. Allen elogiou a rotação e a sensação de chegar mais descansado aos quartos finais.
Zac Taylor também ressaltou o efeito de Lawrence sobre a produção dos companheiros. Para Farrar, o valor da contratação vai além de seus números: ele altera o que a linha adversária precisa proteger e amplia as oportunidades para todo o grupo.