Bills de Josh Allen chegam a 5 a 1 dominando a arte dos jogos apertados
Vitória por 33 a 30 sobre os Raiders reforça a capacidade de Buffalo de decidir no fim, embora a defesa ainda precise evoluir.
Ter Josh Allen significa poder vencer uma partida mesmo quando a situação parece desfavorável. Ainda assim, ganhar na NFL é difícil, e a qualidade de uma equipe também aparece na maneira como ela resolve confrontos equilibrados. Depois de seis semanas, o Buffalo Bills tem mostrado justamente essa capacidade.
A vitória por 33 a 30 sobre o Las Vegas Raiders deixou Buffalo com campanha de 5 a 1. Só um jogo da equipe terminou com diferença superior a uma posse: o triunfo por 41 a 31 sobre o Detroit Lions, na semana 2.
As outras vitórias foram sobre Houston Texans, por 36 a 31 na estreia; Los Angeles Chargers, por 24 a 16 na semana 3; Los Angeles Rams, por 37 a 34 na semana 5; e agora os Raiders. Todas exigiram concentração e execução nos três setores até os momentos decisivos.
A única derrota também seguiu esse padrão: 29 a 26 para o New England Patriots, na semana 4. Para Matt Byham, a sequência indica que Buffalo pode continuar envolvido em jogos de muitos pontos, nos quais nem chegar aos 30 garante tranquilidade.
Allen tem companhia no ataque
O quarterback é parte central dessa capacidade de decidir. Sua habilidade para produzir uma jogada improvável perto da end zone voltou a fazer diferença contra os Raiders, mas o ataque não depende apenas dele.
James Cook terminou com 22 corridas para 95 jardas e um touchdown, além de três recepções para 58 jardas. Também completou a partida sem perder um fumble, uma resposta importante depois das preocupações com a segurança da bola.
Keon Coleman, em sua terceira temporada, é outro ponto de crescimento. Com DJ Moore lidando com uma lesão no ombro, Buffalo precisava que o recebedor assumisse mais responsabilidade. Coleman vem correspondendo, combinando recepções difíceis com capacidade de ganhar disputas em profundidade.
Benford oferece um exemplo para a secundária
A defesa de Jim Leonhard continua em construção. Isso não apaga os avanços percebidos pelo colunista: a linha e os jogadores de pressão pelas pontas têm causado mais problemas, e atletas que permaneceram no elenco mostram maior eficiência em diferentes situações.
Contra Las Vegas, Christian Benford teve uma das atuações mais relevantes. O cornerback acompanhou Brock Bowers de perto e dificultou suas oportunidades nos momentos de maior pressão.
Bowers terminou com quatro recepções para 70 jardas, sem touchdown, produzindo sobretudo quando encontrou outros marcadores. Na transmissão da CBS, J.J. Watt elogiou Benford repetidamente e defendeu que ele fosse o principal responsável por marcar o tight end.
Na avaliação de Byham, o vídeo dessa atuação pode servir de referência aos demais integrantes da secundária. A disciplina de Benford diante de um dos recebedores mais difíceis da liga mostrou como a defesa pode elevar seu nível.
Uma defesa ainda em desenvolvimento
Houve momentos em que o passe dos Raiders pareceu difícil de conter. A equipe cedeu 30 pontos e voltou a colocar o ataque em uma disputa apertada. A análise, porém, também identifica melhora na cobertura e uma diferença significativa na defesa contra a corrida em relação ao sistema de Sean McDermott.
Os Bills não apresentaram um trabalho acabado, mas conseguiram paradas importantes e deram a Allen, Cook e aos demais jogadores do ataque as oportunidades necessárias para vencer.
Para o autor, aprender a fechar partidas equilibradas pode ajudar um grupo jovem a chegar mais preparado aos playoffs. A campanha de 5 a 1 cria essa possibilidade; continuar vencendo será necessário para que ela seja colocada à prova.