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Análise

Bills x Raiders: análise destaca alvos de Josh Allen e duelos da Semana 6

Matt Byham avalia recebedores, James Cook, a linha ofensiva e os caminhos para Las Vegas atacar a defesa de Buffalo.

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Josh Allen comemora com Khalil Shakir após jogada dos Bills.
Josh Allen comemora com Khalil Shakir após jogada dos Bills.Crédito: Matt Kelley/Getty Images

Para a prévia de Bills x Raiders, Matt Holder, do Silver and Black Pride, conversou com Matt Byham, do Buffalo Rumblings, sobre os principais pontos do confronto da Semana 6. A análise aborda as opções de passe de Josh Allen, o momento de James Cook, os duelos nas linhas e formas de atacar as defesas.

Quem pode ser o alvo de Josh Allen?

Pergunta: À primeira vista, parece que Josh Allen ainda não tem um alvo principal nesta temporada: nenhum recebedor chegou ao domingo com 20 recepções ou 300 jardas após cinco jogos. Ao mesmo tempo, cinco jogadores têm pelo menos dez recepções e mais de 100 jardas. Quem pode se destacar em Las Vegas? Há um recebedor a quem Allen recorreria em uma jogada decisiva?

Matt Byham: No início da temporada, o jogo aéreo dos Bills funcionava bem com o wide receiver DJ Moore e o tight end Dalton Kincaid liderando a unidade. Moore devolveu ao ataque o perfil de recebedor número 1 que faltava desde a saída de Stefon Diggs. As defesas precisavam levá-lo em conta em qualquer lugar do campo.

A chegada de Moore também abriu espaço para Kincaid, que tem porte e capacidade atlética de um grande wide receiver. Ele virou uma ameaça em profundidade e foi eficiente nessa função. Mas Moore sofreu uma entorse na articulação acromioclavicular — uma separação no ombro — na Semana 2, e o ataque perdeu parte do ritmo.

Moore ficou fora de apenas uma partida, contra os Rams na Semana 5, preferindo atuar com dor a ir para a lista de lesionados. Ainda assim, não voltou a ser o jogador da Semana 1. Com isso, os adversários podem concentrar mais recursos em Kincaid, e o jogo em profundidade praticamente desapareceu.

Isso não significa que tudo esteja perdido. O recebedor Keon Coleman, em sua terceira temporada, deu um salto e começa a se firmar como opção confiável para Allen. Ele não é um velocista típico de sua posição, mas consegue contribuir em diferentes áreas do jogo aéreo.

Em cinco partidas, Coleman tinha 15 recepções em 18 alvos, para 224 jardas e dois touchdowns. Também havia convertido 11 recepções em primeiras descidas, um aproveitamento eficiente. Ele se mostrou confiável e faz recepções contestadas parecerem rotineiras. Espero que tenha papel importante, independentemente da condição de Moore.

Também há o wide receiver Khalil Shakir, que pode ser o principal alvo de Allen. Ele costuma ser a opção do quarterback no começo das partidas e em momentos decisivos; a química entre os dois ajuda a estabelecer o ritmo do ataque. Shakir atua no slot, mas o coordenador Joe Brady e Allen vêm tentando envolvê-lo mais em rotas profundas. Se a defesa não respeitar sua velocidade e agilidade em campo aberto, ele também pode transformar uma jogada curta em touchdown.

Outro nome é o running back Ty Johnson, especialista em terceiras descidas. Ele é muito bom recebendo passes desde o backfield e é o jogador mais veloz entre os running backs da equipe. Pode ter papel importante se Allen não conseguir avançar com as opções mais tradicionais.

James Cook e o aumento de produção

Pergunta: James Cook venceu o título de jardas terrestres da NFL na temporada passada e, em 2026, subiu de 95,4 para 106,4 jardas por jogo. O que faz dele um running back tão dinâmico e explica o ganho de eficiência, de cerca de meia jarda por tentativa?

Matt Byham: Cook é muito talentoso. Às vezes parece patinar no gelo enquanto todos à sua volta estão presos na lama. Sua agilidade e seu centro de gravidade estão entre os melhores; com um único corte, ele pode levar a bola até a end zone de qualquer distância. Isso me lembra Terrell Davis e até Marcus Allen.

O começo de temporada, com pernas descansadas, e a capacidade de cortar e mudar de direção em um movimento ajudam a explicar a eficiência. Cook também tem uma boa linha ofensiva, cujos jogadores gostam de abrir caminho derrubando os defensores. Além disso, Brady tem variado melhor as chamadas na primeira descida. Em 2025, muitas vezes deixava Cook carregar o ataque.

Ele poderia render ainda mais se recebesse mais oportunidades, apesar do número preocupante de fumbles. Cook era considerado um dos melhores running backs de dupla ameaça de sua classe, mas muitas vezes fica em segundo plano no jogo aéreo. Uma percepção equivocada de que ele não bloqueia bem em terceiras descidas longas também o tira de campo mais do que seria ideal para um titular.

Os fumbles são um dos maiores problemas do ataque neste momento. Comentários iniciais de Brady indicaram que Cook precisava corrigir isso para não perder snaps. Depois, o treinador recuou um pouco e disse que o jogador é bom demais para ficar muito tempo no banco. Provavelmente, Cook responde melhor a apoio do que a uma punição, como a abordagem de Sean McDermott.

Os defensores já estão atentos à bola nas mãos de Cook e tentam arrancá-la em praticamente todas as corridas. A forma como ele responder a essa pressão neste fim de semana pode definir parte da temporada. Cook parece comprometido em melhorar, mas o problema continuará até que prove ter resolvido a questão.

O duelo entre pass rush e tackles

Pergunta: Os edge rushers dos Raiders, Maxx Crosby e Malcolm Koonce, enfrentarão os tackles ofensivos dos Bills, Dion Dawkins e Spencer Brown. Quais são os pontos fortes e fracos de Dawkins e Brown, principalmente na proteção ao passe?

Matt Byham: Gosto da pergunta, embora não seja especialista nos detalhes técnicos da linha ofensiva. Dawkins é uma força da natureza e um dos motores do ataque dos Bills, além de ser um grande representante da região de Buffalo. Ele perdeu cerca de 20 quilos na offseason, o que lhe deu mais rapidez nos pés e agilidade.

Dawkins não é perfeito e, às vezes, cede pressão a edge rushers muito atléticos e ágeis. Seu melhor desempenho é como uma parede, recuando ou contendo um bull rush, mas pode ser vencido se o defensor o levar a uma técnica desleixada.

Brown parece um lutador profissional que joga como right tackle. É um atleta fora do comum e um bloqueador dominante para a corrida, com capacidade atlética para enfrentar quase qualquer defensive end que tente chegar a Allen. Seus 2,03 metros podem ser uma desvantagem contra pass rushers que atacam com base baixa e pivôs rápidos em direção ao pocket.

O maior problema de Brown são as lesões. Ele já teve problemas nas costas em mais de uma temporada, e uma crise o tirou cedo do jogo contra os Rams. Brown deve jogar neste domingo; a dúvida é até que ponto as costas vão aguentar.

Rousseau e Walker no novo sistema defensivo

Pergunta: Os defensores dos Bills Greg Rousseau e Deone Walker tiveram grande crescimento nesta temporada. Quais são as características de cada um e o que explica essa evolução?

Matt Byham: São dois jogadores enormes. Rousseau, chamado de Groot pela torcida Bills Mafia, tem 2,01 metros e é um pesadelo para os ataques. É justo dizer que ele não estava na função ideal no sistema 4-3 do antigo técnico Sean McDermott. Agora joga como linebacker externo pela primeira vez na carreira, com mais espaço para atacar e causar problemas aos bloqueadores.

Rousseau é muito rápido para um defensive end, e sua velocidade fica ainda mais evidente atuando um pouco afastado da linha. Ele está jogando de uma forma que muitos ainda não tinham visto, combinando motor incansável com características físicas de elite. É empolgante acompanhá-lo, e talvez esteja apenas começando a trilhar o caminho para se tornar um jogador excepcional.

Walker foi preterido no draft, em parte, por causa do tamanho. Com quase 2,03 metros e mais de 150 quilos, havia dúvidas sobre onde se encaixaria na linha defensiva e se conseguiria manter o equilíbrio com o centro de gravidade alto, além de cumprir as exigências atléticas da NFL.

Ele abriu o próprio caminho e se tornou uma ameaça como pass rusher, capaz de dar trabalho a qualquer bloqueador. Não é apenas um defensive tackle para parar corridas: Walker tem um estilo próprio e não cabe em rótulos. Ainda pode melhorar mais; perdeu peso na offseason e agora se encaixa como defensive lineman no sistema 3-4, pronto para atacar o quarterback.

A evolução dos dois está ligada à mudança para uma defesa mais agressiva sob o coordenador Jim Leonhard. O sistema e o próprio Leonhard têm sido criticados no começo da temporada, embora a defesa seja discretamente boa contra a corrida. A linha defensiva — e, por consequência, os linebackers externos — está jogando melhor do que no sistema de McDermott, que era mais forte contra o passe. O modelo híbrido de Leonhard, que prepara a equipe para o esquema que pretende implementar por completo, tem destacado as melhores características de Rousseau e Walker. Quando o coordenador tiver mais jogadores que se encaixem no que procura, a defesa ainda pode subir de nível.

Como atacar a defesa dos Bills

Pergunta: Os Bills chegam ao jogo na 28ª posição em pontos permitidos por partida, com 28,2, e na 30ª em jardas cedidas, com 404 por jogo. Se você fosse Klint Kubiak, coordenador ofensivo dos Raiders, como atacaria essa defesa?

Matt Byham: Eu me prepararia para um jogo de muitos pontos e levaria em conta a sequência de vitórias dos Bills quando permitem 31 pontos ou mais: são oito triunfos, incluindo duas partidas nesta temporada. Com Josh Allen no outro lado, eu partiria para o ataque sem hesitar.

Os Rams tentaram manter Allen fora de campo na segunda-feira. Isso limitou suas oportunidades no primeiro tempo, mas não impediu o quarterback e o ataque de chegar à zona de pontuação. A estratégia apenas encurtou o jogo, sem garantir vantagem no intervalo. Manter Allen no banco pode funcionar, mas, até agora, só dá certo quando o ataque adversário marca touchdown em todas as posses.

Por isso, eu não gastaria muito tempo tentando estabelecer o jogo terrestre. Dedicaria os recursos necessários para conter Rousseau e Walker, enquanto testaria os linebackers internos e os defensive backs desde o começo. Kirk Cousins talvez não tenha um braço excepcional, mas é perigoso o bastante para encontrar falhas na secundária de Buffalo.

Espero que Brock Bowers consiga explorar quem for escalado para marcá-lo. Também pode ser uma boa ideia envolver Ashton Jeanty no jogo aéreo para abrir espaço para outras rotas em profundidade.

Na defesa, manteria um spy acompanhando Allen e usaria disfarces pré-snap para enganá-lo depois do snap. Também estudaria com atenção os jogos de Buffalo contra os Chargers e os Patriots.

Se nada disso funcionar, pintaria alguma coisa na camisa de Allen para irritar Crosby. Deve ser um jogo divertido, com muitos pontos.

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