Browns ajustam cobertura defensiva e sustentam três vitórias seguidas
Após estreia difícil contra Jacksonville, Cleveland ampliou a marcação individual e encontrou respostas contra Buccaneers, Panthers e Steelers.
O Cleveland Browns começou 2026 com dúvidas sobre sua defesa. Myles Garrett havia sido negociado com o Los Angeles Rams, e Jim Schwartz não permaneceu como coordenador defensivo depois de não ser escolhido para o cargo de técnico principal.
A estreia contra o Jacksonville Jaguars foi difícil: Cleveland cedeu 34 pontos, com quatro touchdowns lançados por Trevor Lawrence. Desde então, a defesa reagiu e se tornou uma peça importante de três vitórias consecutivas.
Na semana 2, impediu o Tampa Bay Buccaneers de marcar na última posse, garantindo uma vitória por quatro pontos. Na estreia em casa, conteve o ataque do Carolina Panthers e foi o único time até aquele momento a mantê-lo abaixo dos 30 pontos. Depois, provocou duas interceptações e conseguiu cinco sacks sobre Aaron Rodgers na vitória por três pontos contra o Pittsburgh Steelers.
Mais marcação individual
Segundo Daniel Oyefusi, da ESPN, a defesa de Mike Rutenberg usou cobertura em zona em 80% das tentativas de passe de Lawrence na abertura, a quarta maior taxa de Cleveland desde 2023.
Nos jogos seguintes, os Browns voltaram a explorar a marcação individual em 50% das tentativas adversárias. Contra Rodgers, essa proporção chegou a quase 74%, a maior de um time na temporada até ali.
A mudança aproveitava características preferidas pelos jogadores, mas também refletia a tentativa de encontrar um plano adequado para cada adversário.
Rutenberg defende ajustes semanais
“Não vou entrar muito nos detalhes, mas todos estamos aprendendo e avançando ao longo da temporada. Na NFL, é semana após semana”, disse o coordenador na quinta-feira. Retomando uma expressão de Todd Monken, afirmou que a defesa estava “constantemente em construção”.
Rutenberg explicou que cada semana funcionava como uma pequena temporada dentro de uma maratona. A preparação envolvia buscar a vantagem decisiva, eliminar o que poderia prejudicar a equipe e desenvolver o que favorecia jogadores e treinadores.
Também ressaltou a importância de identificar os pontos fortes do elenco e ter humildade para rever decisões: “Isso não saiu como imaginávamos; vamos trabalhar de outra forma”. Ele atribuiu mérito aos jogadores por continuarem buscando pequenos avanços em seu desempenho.
Na análise de Thomas Moore, ajustar o plano ao adversário não era uma novidade. O aspecto positivo estava na disposição de reconhecer problemas e adaptar o sistema à capacidade dos atletas, em vez de insistir em encaixá-los em um modelo que não funcionava.
A atuação em Jacksonville havia sido ruim, mas Rutenberg e a defesa mereciam crédito por impedir que ela se transformasse em um problema prolongado.