Browns e o desafio de encontrar um quarterback para o longo prazo
Coluna compara situações da NFL e argumenta que poucos times têm segurança duradoura na posição mais importante do ataque.
O Cleveland Browns ainda procura uma resposta duradoura na posição de quarterback. Shedeur Sanders, Dillon Gabriel e Taylen Green representam possibilidades de desenvolvimento; Deshaun Watson, diante de seu histórico, idade e lesões, parece uma solução menos provável para o futuro, apesar dos rumores de extensão mencionados antes da derrota na Semana 5.
Em análise do Dawgs By Nature, o problema de Cleveland é colocado em perspectiva: mesmo na NFL, é difícil ter certeza de que um quarterback continuará sendo a referência da franquia por muitos anos.
Elenco forte também muda a disputa
Por um período, nomes como Patrick Mahomes, Tom Brady, Matthew Stafford, Josh Allen, Joe Burrow e Lamar Jackson reforçaram a ideia de que só um quarterback de elite colocaria uma equipe na conversa pelo título.
A coluna contrapõe os títulos mais recentes de Jalen Hurts e Sam Darnold, descritos pelo autor como bons ou muito bons quarterbacks apoiados por elencos fortes, sem necessariamente ocupar o mesmo patamar dos maiores nomes citados.
O avanço de defesas menores e mais rápidas também valorizou os running backs. Kenneth Walker, MVP do Super Bowl e importante contratação do Kansas City Chiefs na agência livre, é o exemplo apresentado.
Ao mesmo tempo, a posição lida com a aposentadoria de Brady, Drew Brees e outros nomes, enquanto Stafford e Aaron Rodgers se aproximam do fim das carreiras.
O que define segurança na posição?
As dificuldades recentes de Justin Herbert, do Los Angeles Chargers, e de Bo Nix, do Denver Broncos, reacenderam o debate. O problema de saúde de Hurts e a ausência de Jackson contra os Browns na Semana 6 acrescentaram outras incertezas.
No caso de Lamar, a análise cita ainda o impacto contratual de US$ 84 milhões no teto salarial previsto para a próxima temporada, a necessidade de negociação e os históricos de lesões e frustrações nos playoffs.
O autor estabelece cinco critérios para avaliar quais equipes podem confiar em seu quarterback no presente e no futuro:
- Ter no máximo 35 anos.
- Apresentar histórico limitado de lesões.
- Já ter demonstrado capacidade de conduzir o time a vitórias na temporada regular.
- Ter sucesso nos playoffs ou expectativas razoáveis de consegui-lo.
- Estar sob contrato por várias temporadas, com perspectiva de continuidade ou extensão.
Os sete nomes considerados mais seguros
A lista da coluna inclui Patrick Mahomes, Josh Allen, Caleb Williams, Brock Purdy, Drake Maye, Jordan Love e Dak Prescott. O próprio texto reconhece que há argumentos para acrescentar outros nomes ou contestar alguns dos selecionados.
Quem ficou perto e quais foram as ressalvas
- Joe Burrow: lesões.
- Baker Mayfield: lesões e necessidade de mais sucesso nos playoffs.
- Trevor Lawrence: falta de atuações mais expressivas nos playoffs.
- Matthew Stafford: idade.
- Jared Goff: na avaliação do autor, raramente carrega sozinho o Detroit Lions.
- Justin Herbert: resultados gerais e nos playoffs abaixo da expectativa.
- Lamar Jackson: lesões, contrato e resultados nos playoffs.
- Jalen Hurts: o coágulo sanguíneo recentemente relatado, a perspectiva contratual e dúvidas do autor sobre sua capacidade de carregar os Eagles.
- Aaron Rodgers: idade e rendimento das últimas temporadas.
- Jayden Daniels: lesões.
- C.J. Stroud: contrato, desempenho nos playoffs e dúvidas sobre conduzir o Houston Texans nos momentos decisivos.
Entre os mais jovens, Nix, Cam Ward, Fernando Mendoza e outros ainda podem entrar em um desses grupos.
A busca de Cleveland continua
O argumento central é que menos de dez equipes podem confiar plenamente em um quarterback para agora e para o longo prazo, de acordo com os critérios escolhidos. Mesmo jogadores que em algum momento parecem a solução definitiva podem perder desempenho ou enfrentar novos obstáculos.
A coluna elogia o trabalho de Andrew Berry na construção do elenco dos Browns, incluindo dois recebedores e dois jogadores de linha ofensiva que já contribuem como novatos. Encontrar um quarterback de alto nível continua essencial, mas o texto lembra que essa certeza é mais rara do que o debate costuma sugerir.