Contrato entre CBS e NFL segue sem renegociação com expansão da Skydance
Análise de Mike Florio aponta que expectativa de aumento de US$ 2,1 bilhões para US$ 3 bilhões anuais ainda não se concretizou.
Mesmo com a expansão da Skydance após a fusão recente entre Paramount e Warner Bros. Discovery, o contrato de transmissão da CBS com a NFL ainda não havia sido renegociado. Na análise publicada por Mike Florio em 8 de outubro, o acordo provavelmente terminaria após a temporada de 2029, caso não fosse prorrogado.
Em participação na CNBC naquela quinta-feira, o presidente e CEO da Skydance, David Ellison, disse que a empresa esperava “manter negócios com a NFL no futuro previsível”, segundo o Sports Business Journal. Ele já havia usado a mesma expressão em março.
Florio considerava a formulação vaga. Em seu comentário, ironizou a dificuldade de definir um “futuro previsível” em um período de preocupação com os possíveis efeitos da superinteligência. Ellison também afirmou que a Paramount tinha uma “ótima relação com a NFL” e citou uma temporada de 2025 com recordes.
Aumento esperado ainda não ocorreu
Para a liga, o recorde mais relevante em 2030, ou antes, seria o valor recebido pelos direitos de transmissão. No início do ano, parecia provável que a CBS concordasse, antes da temporada de 2026, em elevar o pagamento anual de US$ 2,1 bilhões para US$ 3 bilhões. Isso não havia acontecido.
Na semana anterior, Gerry Cardinale, da RedBird Capital, que detinha uma participação importante na Skydance, disse esperar um novo acordo entre a CBS e a NFL “daqui a alguns anos, quando o contrato vencer”.
“Temos um respeito enorme por eles”, afirmou Cardinale sobre a liga. “São absolutamente essenciais para nosso futuro e haverá uma negociação.”
Cláusula de mudança de controle dava poder à NFL
A expectativa era de que as negociações estivessem próximas ou já tivessem começado. A compra da Paramount/CBS pela Skydance acionou uma cláusula de mudança de controle que dava à NFL o direito de refazer o acordo existente ou encerrá-lo até agosto de 2027.
Uma hipótese apresentada por Florio para a falta de avanço era a resistência da Fox, e possivelmente de outras empresas, a pagar mais imediatamente por direitos já assegurados até 2029. Nesse cenário, a CBS poderia não querer ser a única parceira de TV aberta a aumentar o desembolso.
A análise tratava essa explicação como possibilidade, sem afirmar que fosse a razão confirmada. Também projetava que a NFL poderia tentar recuperar, nos contratos de 2030 em diante, os valores adicionais que não conseguisse obter em novos acordos para 2026, 2027, 2028 e 2029.