Chargers x Broncos: três pontos para observar no duelo da AFC West
Michael Peterson analisa ataques em dificuldade, a utilização de Omarion Hampton e os desfalques das duas equipes. Chargers buscam a primeira vitória no SoFi.
Os Chargers chegam à semana 5 com campanha de 0–4 e uma sequência difícil pela frente: Broncos, Chiefs, folga na semana 7, depois Rams, Texans e Ravens. O encontro com os Jets, em 22 de novembro, aparece como outra oportunidade de vitória.
Michael Peterson, porém, vê no jogo em casa contra Denver uma chance mais imediata. Os Broncos também estão no terço inferior de diversas categorias ofensivas e defensivas. Além de encerrar o jejum, vencer deixaria Los Angeles com 50% de aproveitamento nos jogos da AFC West.
Qual ataque consegue produzir?
Os Chargers são 21º em jardas por jogo, com 306,8, e 29º em pontos, com 16,5. Denver é 28º em jardas, com 280,3, e 27º em pontos, com 18,5.
Los Angeles move a bola melhor, mas transforma menos essa produção em placar. Para Peterson, os números tornam o duelo mais equilibrado do que a percepção geral sugere.
Uma diferença importante entre os Chargers 0–4 e os Broncos 2–2 está nos turnovers. Bo Nix lançou um touchdown a mais que Justin Herbert e teve metade das interceptações: três.
Evitar erros é uma prioridade para os Chargers, embora a situação da linha ofensiva torne a tarefa difícil.
Quantas oportunidades terá Hampton?
A participação de Omarion Hampton caiu desde o começo da temporada. Contra Seattle, ele teve a menor parcela de snaps na comparação com Keaton Mitchell e Kimani Vidal, apesar de ter sido o mais eficiente e, na avaliação do autor, o melhor corredor.
Mike McDaniel disse que a redução não estava ligada aos fumbles perdidos contra Cardinals e Raiders. Peterson discorda da explicação e considera que o treinador pode estar protegendo publicamente o antigo escolhido de primeira rodada. Também vê excesso de oportunidades direcionadas a Mitchell.
Depois de uma atuação produtiva contra os Seahawks, com seu terceiro touchdown da temporada, Hampton pode ganhar espaço pela segurança com a bola e pelo rendimento.
Denver permite 142,8 jardas terrestres por jogo, 29ª marca da NFL. O confronto favorece insistir na corrida, mas a condição da linha ofensiva continua limitando as expectativas.
Dá para explorar a secundária desfalcada?
Os Broncos provavelmente não terão Patrick Surtain II nem Riley Moss, seus cornerbacks titulares. Surtain foi o Jogador Defensivo do Ano de 2024.
O problema é que o grupo de recebedores dos Chargers também enfrenta lesões. Ladd McConkey ainda não havia treinado na semana. O novato Brenen Thompson passou de limitado na quarta a ausente na quinta. Quentin Johnston fez duas sessões limitadas.
Tre' Harris aparece como principal opção disponível e já liderava o time em recepções e jardas após a semana 4, além de conseguir se manter saudável.
Mesmo antes das ausências, Denver cedia 232,3 jardas aéreas por jogo, 22ª marca. Retirar os dois principais cornerbacks amplia a oportunidade, mas não garante tempo para Herbert encontrar seus alvos.
Com possíveis novatos na linha e as ausências de Rashawn Slater e Joe Alt, Peterson mantém cautela: a produção já era problemática quando os dois tackles estavam saudáveis.