Coluna compara evolução dos Cowboys com a de outros técnicos recém-contratados
Sean Martin cobra progresso de Schottenheimer e aponta diferenças em relação a Johnson, Coen e demais treinadores.
A derrota do Dallas Cowboys para o Tampa Bay Buccaneers ampliou as críticas a Brian Schottenheimer. Na coluna de Sean Martin, o problema não se resume à campanha de 2-3: outras equipes que também contrataram técnicos sem experiência no comando principal parecem mostrar progresso mais claro.
Dallas havia perdido um jogo disputado contra Baltimore no Brasil e reagido no segundo tempo para vencer Houston. Contra Tampa Bay, porém, era amplo favorito e acabou superado por um quarterback novato não escolhido no draft e pela defesa de Todd Bowles.
O intervalo de 12 dias até o jogo com Green Bay aumentava o tempo para discutir a atuação do técnico, do coordenador defensivo Christian Parker e do responsável pelos special teams, Nick Sorensen. Martin vê problemas nas três fases e questiona se a aposta de Jerry Jones em desenvolvimento está produzindo resultados.
A comparação com a turma de 2025
Ben Johnson: começou 0-2 em Chicago, mas sua primeira vitória, contra Dallas na Semana 3, iniciou uma sequência de nove triunfos em dez jogos. Os Bears ganharam a NFC North, venceram os Packers no wild card e perderam por três pontos para os Rams na rodada divisional. Em 2026, estavam 3-1, com uma atuação de 59 pontos na estreia e uma vitória por 20 pontos sobre os Eagles com Case Keenum substituindo Caleb Williams.
Kellen Moore: terminou seu primeiro ano nos Saints em 6-11 depois de começar 0-4 e chegar a 1-8. Quatro vitórias consecutivas em dezembro deram sinais de recuperação. O início seguinte teve uma derrota por um ponto na prorrogação, após tentar uma conversão de dois pontos, e uma vitória fora contra Baltimore. Mesmo com derrotas posteriores para Raiders e Falcons, Martin via perspectiva positiva na parceria com Tyler Shough e no elenco jovem.
Liam Coen: chegou a 13-4 em seu primeiro ano nos Jaguars, marca que a franquia não alcançava desde 1999. No contexto da análise, Jacksonville tinha 3-1, com uma derrota por uma posse para Denver e uma vitória por 22 a 17 sobre Cincinnati. Trevor Lawrence e a defesa alimentavam a expectativa de disputa na AFC.
Aaron Glenn: os Jets tiveram dificuldades em 2025 e perderam para Dallas, mas mostraram sinais de vida no segundo ano. Abriram com uma vitória e tiveram chances contra Packers e Lions antes de cair para 1-3 após a derrota para os Bears. Martin considera insuficiente que Schottenheimer pareça claramente à frente apenas desse caso.
Mike Vrabel e Pete Carroll também integraram o ciclo de 2025, mas foram excluídos da comparação por já terem experiência como head coaches. Todos permaneciam nas mesmas equipes, exceto Carroll.
Novos nomes de 2026
O grupo daquele ano incluía Joe Brady nos Bills, Jesse Minter nos Ravens, Mike LaFleur nos Cardinals, Klint Kubiak nos Raiders, Todd Monken nos Browns, Jeff Hafley nos Dolphins e John Harbaugh nos Giants. Apenas Harbaugh já havia sido técnico principal.
Minter e Harbaugh venceram os Cowboys. Os Raiders de Kubiak começaram 3-0 antes de uma derrota apertada para os Chiefs. Brady mantinha Josh Allen em nível elevado, e Monken extraía de Deshaun Watson um jogo que mudava o ambiente de Cleveland.
Pressão por resposta
Martin reconhece que Dallas ainda tinha oportunidades: a NFC East permanecia aberta e algumas lesões importantes não encerravam a temporada dos atletas. Ainda assim, cobra melhor preparação e execução e inclui Dak Prescott entre os responsáveis por uma reação.
O autor considera possível que 2026 seja decisivo para a permanência de Schottenheimer, dado o histórico de evitar mudanças de comando durante a temporada. A hipótese é apresentada como avaliação da pressão sobre o técnico, não como uma decisão anunciada pela franquia.