Commanders: Payne e Styles se destacam, mas erros finais dominam análise
Mark Tyler avalia pontos positivos e negativos do empate com os Giants, cobrando Quinn e execução no segundo tempo.
O empate do Washington Commanders com o New York Giants deixou uma sensação de derrota, na avaliação de Mark Tyler. A equipe teve bons momentos com Jayden Daniels de volta, mas perdeu a oportunidade de tentar o field goal decisivo na prorrogação.
Destaques positivos
Jeremy Reaves contribuiu contra a corrida e o passe, com pressão numa blitz e uma boa jogada sobre a bola. Tyler valoriza sua entrega além das limitações individuais.
Sonny Styles liderou o time com 13 tackles, quatro solo, um para perda e um passe defendido. Participou também do lance em que Daron Payne forçou o fumble de Cam Skattebo na prorrogação.
Payne criou pressões, registrou um sack e deu a Washington uma nova chance de vencer com o fumble. Sam Cosmi voltou de concussão com uma atuação sólida, incluindo um bloqueio sobre Abdul Carter na corrida longa de touchdown de Daniels.
Pontos negativos
Tyler responsabiliza Dan Quinn e David Blough pela administração do relógio e pela chamada de passe quando o time precisava preservar a tentativa de field goal. Considera que Quinn deveria ter intervindo se a decisão partiu do coordenador.
Brandon Coleman permitiu pressões e sacks, além de cometer penalidades. Melhorou no segundo tempo, mas o início foi especialmente problemático. Os Giants produziram pressão em média após 2,14 segundos, menor tempo da temporada segundo a SumerSports.
Dyami Brown sofreu um fumble em sua única recepção, de duas jardas, recuperado por Washington. Mike Sainristil teve mais trabalho no nickel com ausências na secundária; apesar de tackles positivos, foi vulnerável na cobertura, incluindo o touchdown de Malik Nabers.
O autor também critica a defesa do segundo tempo. Vê evolução sob Daronte Jones, sobretudo contra a corrida, mas considera que falhas individuais e posses ofensivas curtas continuam causando colapsos. Washington permitiu touchdowns em 15 de 18 visitas adversárias à red zone, taxa de 83,3% citada no texto.
Daniels produz, mas precisa reconhecer situação
Daniels marcou em corridas de 38 e 26 jardas e fez outras jogadas importantes. Tyler evita colocá-lo entre os piores ou os melhores: sem sua produção, o time não estaria na disputa, mas ele também deveria reconhecer a necessidade de se desfazer da bola no último lance.
Bill Croskey-Merritt mostrou visão e explosão, com um touchdown de 33 jardas na primeira corrida. Josh Conerly respondeu melhor que o lado esquerdo da linha contra um front difícil.
Terry McLaurin ganhou protagonismo no segundo tempo, com quatro recepções para 62 jardas e uma conversão de dois pontos, apesar de um problema na parte posterior da coxa. Drew Stevens voltou a errar um extra point.
Outros jogadores avaliados
K’Lavon Chaisson teve um sack com fumble forçado, recuperado por Tim Settle, e três pressões. Tyler elogia a competitividade de Amik Robertson e questiona faltas marcadas contra ele, incluindo uma que anulou uma interceptação.
Rasul Douglas fez bons tackles, embora um holding tenha anulado um sack de Payne. Chig Okonkwo recebeu quatro passes para 60 jardas, sua melhor atuação pelos Commanders. Deatrich Wise voltou a contribuir após mais de um ano afastado.
Frankie Luvu teve nove tackles, seis solo, e jogadas de impacto contra a corrida e na pressão. Para Tyler, esses desempenhos positivos não apagam a falha coletiva que encerrou a partida sem a tentativa de vitória.