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Análise

Como a cobertura dos Packers ajudou a transformar pressão em interceptações

Análise de três lances contra Bears mostra disciplina nas zonas, leituras de McKinney e resposta de Hopper em uma defesa que ganhou rendimento.

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Defensor dos Packers disputa a bola pelo alto contra os Bears; análise examina as interceptações de Green Bay.
Defensor dos Packers disputa a bola pelo alto contra os Bears; análise examina as interceptações de Green Bay.Crédito: Kevin Sabitus/Getty Images

A defesa do Green Bay Packers melhorou depois da derrota ampla para os Falcons na Semana 3. Passou de 26ª em EPA por jogada naquele momento para 14ª depois da Semana 5, quando produziu cinco turnovers contra os Bears.

O desempenho contra as corridas, tanto em EPA quanto em taxa de sucesso permitida, ainda fica abaixo da média da liga. A evolução tem sido sustentada principalmente pela defesa aérea, que interceptou três passes de Tyson Bagent e Case Keenum.

A análise reconhece que os quarterbacks enfrentados não representam o grupo mais forte da NFL, mas observa disciplina na execução das coberturas. Os defensores preservam suas responsabilidades e não cedem espaços com facilidade dentro dos desenhos.

Primeira interceptação: desvio de Bullard, leitura de McKinney

O primeiro lance aconteceu a 5min39s do fim do primeiro quarto, em uma segunda descida para dez jardas. Bagent, titular antes da entrada de Keenum mais tarde, alinhou em shotgun com um running back e um tight end.

Chicago usou um conceito de passe conhecido como dagger a partir de uma distribuição de três alvos de um lado. Ben Johnson costuma explorar esse desenho para atacar o meio da secundária.

Depois do movimento que criou a formação de três recebedores, Green Bay respondeu com a cobertura chamada cover-8 “trix”. Nesse desenho, o lado com três alvos joga princípios de Cover 2, enquanto o safety do lado oposto acompanha o terceiro recebedor final ou a rota cruzada mais profunda.

Luther Burden foi o homem em movimento e executou uma rota de entrada horizontal atrás dos companheiros agrupados, que cruzavam mais fundo.

Bagent procurou essa rota e tentou passar a bola sobre Javon Bullard, que ganhava profundidade na zona interna abaixo do alvo. Bullard desviou o lançamento, permitindo que Xavier McKinney viesse de sua metade profunda para interceptar.

Segunda interceptação: McKinney acompanha os olhos do quarterback

O segundo passe interceptado de Bagent saiu com 41 segundos no terceiro quarto, quando Chicago perdia por 23 a 7. O alvo era Colston Loveland.

Os Bears começaram com o backfield vazio, três alvos à direita e dois à esquerda. Loveland corria uma rota por dentro em um conceito com outro alvo executando uma parada curta abaixo dele.

A intenção era atrair o defensor da zona curta e lançar pela janela entre ele e o jogador da zona interna oposta.

Green Bay mostrou Cover 3 com rotação do safety para a zona interna do lado forte, em direção ao nickel — um movimento associado ao termo “Ralph” na terminologia citada na análise.

McKinney leu os olhos de Bagent durante toda a jogada. Sem outra ameaça imediata em sua área, avançou para o centro para atacar o passe a Loveland.

O lançamento saiu atrasado e muito à frente do tight end, na tentativa de superar o defensor da zona interna. McKinney, que havia começado na outra marca interna do campo, chegou à trajetória e conseguiu sua segunda interceptação.

Terceira interceptação: a proteção abre espaço para Van Ness

O terceiro turnover veio com 12min58s restantes no último quarto. Keenum já havia substituído Bagent e levado o ataque à red zone, mas lançou apressado sob pressão.

Em uma quarta descida para o touchdown na linha de nove jardas, Chicago voltou a alinhar sem running backs no backfield, com distribuição de três alvos de um lado e dois do outro. Keenum buscou Rome Odunze em uma rota de dois movimentos pelo meio.

A defesa mostrou pressão e uma aparência de marcação individual sem ajuda profunda antes do snap, mas passou para uma cobertura de quartos adaptada à red zone. Ty'Ron Hopper e Zaire Franklin recuaram em vez de executar a blitz.

Keenum já havia ajustado a proteção para deslizar à direita, prevendo a possibilidade de um defensor livre por aquela borda. O deslocamento deixou Lukas Van Ness livre pelo lado esquerdo do ataque, enquanto o tackle daquele lado buscava um bloqueio por dentro.

Van Ness obrigou Keenum a sair de sua base e lançar cruzando o corpo na direção de Odunze. Hopper acompanhou os olhos do quarterback, deixou sua zona e interceptou na linha de gol, retornando até a linha de 20 jardas.

Novo teste contra Dallas

A cobertura dos Packers enfrentará um desafio importante no domingo à noite. Os Cowboys chegam buscando reação depois de perderem para Tampa Bay e gostam de atacar em profundidade.

A combinação entre Dak Prescott e CeeDee Lamb exige respeito. A disciplina de cobertura e a coordenação com a pressão, mostradas nos três lances contra Chicago, voltarão a ser necessárias em Green Bay.

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