Cowboys x Buccaneers: análise e palpites para o duelo da semana 5
Prévia do duelo de quinta destacava o ataque de Dallas, a mobilidade de Jalon Daniels e a chance de reação da defesa dos Cowboys.
O Dallas Cowboys chegava ao confronto de quinta-feira, 8 de outubro, contra o Tampa Bay Buccaneers após uma virada por 34 a 30 sobre o Houston Texans. Com pouco tempo para se recuperar, Dallas tinha pela frente um adversário ainda sem vitórias, mas cuja defesa vinha mantendo os jogos equilibrados.
Tampa Bay voltaria a contar com o calouro não selecionado no draft Jalon Daniels no lugar do lesionado Baker Mayfield. Na prévia de Mike Poland para o Blogging The Boys, o cenário favorecia os Cowboys, desde que evitassem outra largada lenta como a de Houston.
Quando Tampa Bay tivesse a bola
A prioridade dos Buccaneers seria facilitar o trabalho de Daniels. Na estreia como titular contra o Green Bay Packers, ele lançou para 148 jardas, com um touchdown e duas interceptações. Suas 55 jardas terrestres, porém, mostraram o perigo que poderia oferecer quando as jogadas saíssem do planejado.
Tampa Bay somou 141 jardas corridas como equipe naquele jogo. A expectativa era de bastante participação de Bucky Irving, Kenny Gainwell e do próprio Daniels no ataque terrestre, diante de uma defesa de Dallas que vinha sofrendo no primeiro mês da temporada e precisava impedir que outro quarterback móvel prolongasse campanhas com as pernas.
A principal oportunidade dos Cowboys estava na linha defensiva. Tampa Bay havia cedido 16 sacks em quatro jogos e tinha a maior taxa de sacks sofridos por jogada de passe da NFL. Era um cenário favorável para Quinnen Williams, Rashan Gary e uma pressão ao quarterback que havia produzido apenas quatro sacks.
Dallas esperava uma atuação dominante desse grupo. Se conseguisse vencer as primeiras descidas e obrigar Daniels a passar em situações previsíveis, poderia provocar turnovers.
Quando Dallas tivesse a bola
A análise defendia manter o jogo nas mãos de Dak Prescott. Em Houston, ele lançou para 335 jardas e acionou repetidamente CeeDee Lamb, que recebeu 17 passes para 189 jardas e marcou o touchdown da vitória.
Lamb liderava a NFL em recepções e jardas recebidas. Tampa Bay precisava contê-lo sem deixar George Pickens isolado em outros setores, tarefa ainda mais difícil com as ausências esperadas do safety Antoine Winfield Jr. e do cornerback Benjamin Morrison.
Javonte Williams também deveria seguir como peça importante depois de marcar três touchdowns terrestres contra Houston. Ainda assim, diante de uma das melhores defesas contra a corrida da liga, a proposta era usar Williams para dar equilíbrio e depois atacar pelo ar, em vez de insistir no jogo terrestre a qualquer custo.
O AT&T Stadium reduzia as preocupações com clima e condições do campo. A fórmula proposta era proteger Prescott, continuar acionando Lamb e Pickens, obrigar o quarterback calouro de Tampa Bay a buscar pontos e dar à defesa dos Cowboys uma oportunidade de pressionar.
Os palpites dos analistas
Os prognósticos abaixo foram feitos antes da partida. Os números entre parênteses indicavam o retrospecto de cada analista nos palpites anteriores.
Brandon Loree: Cowboys 32 a 23
Loree, com retrospecto de 3 a 1, retomou a avaliação de RJ Ochoa: se Dallas fosse um time realmente competitivo, não poderia perder aquele jogo. Ainda assim, apontou o risco de Daniels correr para 102 jardas diante das dificuldades dos Cowboys contra quarterbacks móveis. Com Tampa Bay em 0 a 4 e sem nada a perder, o desespero poderia produzir um resultado inesperado.
Seu palpite continuava favorável a Dallas, mas com o alerta de que os Buccaneers haviam jogado melhor do que o esperado contra os Packers.
Dyllan Rivers: Cowboys 34 a 24
Rivers, também com 3 a 1 nos palpites, considerava decepcionante qualquer cenário em que Dallas não conseguisse vários sacks e erros forçados contra um calouro não selecionado no draft, em sua segunda partida como titular.
Ele projetava mais uma boa atuação do ataque, com participação importante de Pickens. Mesmo sem se sentir confortável em prever uma goleada, via um jogo relativamente tranquilo se os Cowboys não pensassem antecipadamente no descanso prolongado após a quinta-feira.
Tom Ryle: Cowboys 27 a 9
Com retrospecto de 2 a 2, Ryle enxergava uma situação decisiva: ou os Cowboys venceriam com autoridade, ou a temporada começaria a desandar. Uma vitória apertada contra um adversário valente não seria suficiente. Seu palpite previa Dallas diminuindo o ritmo antes do fim.
Matt Holleran: Cowboys 23 a 16
Holleran, com 3 a 1 nos prognósticos, esperava a primeira grande resposta da defesa de Dallas em 2026. Apesar das boas peças ofensivas de Tampa Bay, a segunda partida de Daniels como titular representava uma chance de recuperação. Ele previa a defesa como protagonista em um duelo de poucos pontos, levando os Cowboys a 3 a 2.
Mike Poland: Cowboys 41 a 17
Poland, com retrospecto de 2 a 2, comparou a posição dos ataques nas principais estatísticas:
| Indicador | Dallas | Tampa Bay |
|---|---|---|
| Pontos marcados | 2º | 23º |
| Jardas totais de ataque | 9º | 31º |
| Jardas de passe | 7º | 31º |
| Jardas terrestres | 14º | 28º |
| Conversão de terceiras descidas | 1º | 24º |
Com os Buccaneers viajando em uma semana curta e com ausências esperadas do quarterback titular, de um safety, de um cornerback e de defensores da rotação, Poland apostava em uma vitória ampla de Dallas.