Cowboys x Buccaneers: ataque aéreo e turnovers eram chaves na prévia
Análise antes do jogo destacava Lamb e Pickens, o desafio de conter Jalon Daniels e o papel esperado de Joey Porter Jr. na defesa de Dallas.
O Dallas Cowboys, com campanha de 2 a 2, recebia o Tampa Bay Buccaneers, ainda sem vitórias após quatro jogos, no duelo da semana 5. Na análise pré-jogo de Dyllan Rivers, o ataque aéreo de Dallas, a mobilidade do quarterback calouro Jalon Daniels e a capacidade de forçar turnovers eram os principais pontos de atenção.
Ataque capaz de acelerar ou controlar o relógio
George Pickens e CeeDee Lamb colocavam a defesa de Tampa Bay diante de uma escolha difícil: qual recebedor tentar neutralizar? Contra o Houston Texans na semana anterior, Dallas havia explorado a opção adversária por zonas profundas para avançar com passes curtos e intermediários.
Lamb terminou aquele jogo com 17 recepções para 189 jardas. Também marcou o touchdown da vitória quando os Texans decidiram dobrar a marcação sobre Jake Ferguson na end zone, em vez de concentrá-la no recebedor que havia sustentado o ataque ao longo do dia.
A expectativa era de que Tampa Bay usasse uma abordagem diferente. Segundo a Sumer Sports, os Buccaneers tinham a quarta maior frequência de blitz da NFL. Além disso, não contariam com os defensive backs Antoine Winfield Jr. e Benjamin Morrison.
A pressão sobre Dak Prescott parecia ser o caminho mais viável para a defesa visitante. Enviar jogadores adicionais na blitz, porém, também oferecia riscos: Prescott estava entre os melhores quarterbacks quando pressionado dessa forma e tinha recebedores capazes de punir a defesa.
Se Tampa Bay impedisse Lamb de avançar com passes por baixo da cobertura, Pickens poderia ter mais espaço para aparecer. A análise via em Dallas recursos para produzir jogadas explosivas ou construir campanhas longas, consumindo o relógio.
Uma oportunidade para forçar turnovers
A defesa dos Cowboys era a única da NFL ainda sem uma interceptação na temporada. O confronto com Daniels, calouro não selecionado no draft em sua segunda partida como titular, parecia uma das melhores oportunidades de mudar esse quadro.
O quarterback vinha de uma derrota para o Green Bay Packers com um touchdown e duas interceptações. Sua mobilidade, no entanto, atacava uma fragilidade de Dallas: o time era o pior da liga em jardas terrestres cedidas a quarterbacks adversários.
Por isso, a defesa precisava combinar pressão e contenção, obrigando Daniels a decidir de dentro do pocket. Se conseguisse deixá-lo desconfortável, poderia provocar erros e turnovers. Se ele encontrasse espaço para correr, a partida poderia ser mais equilibrada do que muitos esperavam.
O papel projetado para Joey Porter Jr.
A prévia também avaliava como o coordenador defensivo Christian Parker utilizaria o recém-contratado Joey Porter Jr. Os poucos snaps da semana anterior indicavam espaço para explorar sua especialidade: a marcação individual com contato na linha de scrimmage, conhecida como press man.
Nesse cenário, a expectativa do texto era de que Porter enfrentasse Emeka Egbuka e Chris Godwin em boa parte do jogo. Egbuka liderava os recebedores de Tampa Bay em jardas nas quatro primeiras semanas. Godwin havia recebido 16 de 18 passes direcionados a ele, uma taxa de 88,9%.
A possibilidade de limitar uma dessas opções daria mais tempo à pressão ao quarterback, algo que Dallas raramente havia conseguido naquele início de temporada.
A outra preocupação era o restante da unidade de cornerbacks. DaRon Bland vinha tendo dificuldades para concluir as jogadas e desviar passes. Sua marca de separação permitida era comparável à de Christian Gonzalez e Trent McDuffie; o problema, segundo a análise, estava em transformar a cobertura em uma ação efetiva sobre a bola.
O duelo com um quarterback calouro não selecionado no draft era apresentado como uma chance de completar esse processo.