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Análise

Cowboys precisam pressionar Love e correr melhor para reagir contra Packers

Análise vê proteção da secundária, uso de Javonte Williams e eficiência nas terceiras descidas como fatores decisivos para Dallas em Lambeau Field.

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Corredor dos Cowboys enfrenta a defesa dos Packers em imagem do confronto entre as equipes.
Corredor dos Cowboys enfrenta a defesa dos Packers em imagem do confronto entre as equipes.Crédito: Stacy Revere/Getty Images | Getty Images

O encontro entre Dallas Cowboys e Green Bay Packers em Lambeau Field, no domingo à noite de outubro, reúne tradição e um cenário de pressão maior para os visitantes. Os Cowboys tentam evitar a segunda derrota seguida e uma queda para 2–4 em uma temporada que começou com expectativas superiores.

Dallas também não pode depender de outra rodada em que os três rivais da divisão percam ou empatem entre si, como aconteceu na semana anterior. Precisa voltar a vencer.

Green Bay, por sua vez, está empatado em 3–2 com Detroit Lions e Chicago Bears, todos atrás do invicto Minnesota Vikings. Nesse contexto, a análise semanal do Blogging the Boys examina os caminhos para vitória e derrota dos Cowboys em sua segunda viagem da temporada para um Sunday Night Football.

Dallas vence se tirar Love de sua base e sustentar as corridas

O autor reúne duas condições, uma de cada lado da bola, para refletir a necessidade de uma atuação mais completa depois de duas derrotas ruins em um período de 12 dias.

O primeiro desafio é proteger a secundária. Na avaliação da coluna, a combinação dos recebedores dos Packers com as dificuldades dos safeties de Dallas cria um confronto desfavorável que a cobertura, sozinha, dificilmente vencerá.

Malik Hooker e Markquese Bell receberam muitos snaps contra Tampa Bay, em uma defesa ainda sem P.J. Locke e Jalen Thompson. O autor questiona sua capacidade de sustentar a marcação em profundidade contra Christian Watson e Matthew Golden.

Por isso, o foco passa ao pass rush. Watson e Golden superaram 120 jardas cada na vitória por 31 a 7 sobre os Bears, com dois touchdowns de Watson. A dupla, apresentada como a segunda mais produtiva em jardas da liga — atrás de George Pickens e CeeDee Lamb, de Dallas —, venceu Chicago sobretudo conseguindo ficar atrás da defesa.

Os Cowboys já sofreram com esse tipo de jogada nos momentos decisivos contra os Buccaneers. Sua melhor resposta seria não dar a Jordan Love tempo para esperar o desenvolvimento das rotas longas.

Pettine pode contribuir para a pressão

Será a primeira partida com Mike Pettine auxiliando a comissão defensiva ao lado do coordenador Christian Parker. A coluna considera precipitado esperar uma transformação imediata, mas lembra que criar pressão com os jogadores de linha e linebackers é uma de suas especialidades.

Dallas sinalizou possíveis mudanças de pessoal depois do intervalo maior entre jogos. O calouro Malachi Lawrence vem ganhando força, e James Houston aguarda mais oportunidades.

Pettine trabalhou nos Vikings de 2022 a 2025, ao lado de Brian Flores, conhecido pelo uso frequente de blitzes, e traz experiência específica de preparação contra o ataque dos Packers.

A avaliação não exige necessariamente um total enorme de sacks. O ponto central é impedir que Love passe a noite confortável no pocket.

Javonte Williams como base de campanhas mais equilibradas

No ataque, a coluna trata o jogo terrestre como a melhor forma de reduzir a exposição aos problemas. Green Bay já foi superado por corridas em algumas partidas, principalmente contra equipes com mais de um corredor confiável.

Dallas não tem uma ameaça semelhante no backfield além de Javonte Williams. Mesmo assim, voltar a tratá-lo como a principal referência de volume já seria um passo positivo depois da derrota para Tampa Bay.

Quando os Cowboys são forçados a lançar demais, crescem as chances de jogadas negativas que têm colocado sob questionamento as chamadas e os desenhos de Brian Schottenheimer.

O jogo aéreo continuará importante, e a maioria das boas campanhas precisa terminar em touchdowns, mas a análise considera que usar as corridas como base daria à equipe sua melhor chance de vencer.

Dallas perde se não ganhar as terceiras descidas

Em números absolutos, apenas Lions e Broncos permitiram mais conversões de terceira descida do que a defesa dos Packers no recorte da reportagem. O ataque de Green Bay, por outro lado, tem o menor total de conversões da liga.

A coluna adverte que não basta interpretar isso como uma vantagem automática para Dallas. Sua defesa enfrentou o quarto maior número de terceiras descidas, e o autor considera que os ganhos longos cedidos já nas primeiras descidas também precisam entrar na avaliação. Os ataques de Cowboys e Packers tiveram quantidades muito próximas de terceiras tentativas.

Contra Chicago, Green Bay deu um golpe decisivo logo na primeira campanha do segundo tempo: com vantagem de 14 a 7, converteu uma terceira descida para 22 jardas em um touchdown de 53 jardas para Watson, ampliando para 21 a 7.

O ataque dos Bears, comandado por Tyson Bagent, não conseguiu recuperar a diferença, e a defesa dos Packers limitou Chicago a quatro conversões em 14 terceiras descidas.

Dallas cometeu falhas em situações semelhantes de terceira para muitas jardas contra Tampa Bay e não pode repeti-las diante de um adversário mais forte, fora de casa.

No ataque, os Cowboys também precisaram devolver a bola por punt com uma frequência elevada em relação ao período que vinha desde a temporada anterior. Sustentar campanhas se tornou uma prioridade: a unidade tem talento demais, na opinião do autor, para desperdiçar terceiras descidas curtas que poderiam permitir o controle do jogo.

Aproveitar os erros do adversário

Green Bay tem o terceiro maior número de faltas da temporada, outro aspecto que Dallas precisa explorar melhor.

As duas partidas anteriores ofereceram oportunidades desse tipo. Os Texans cometeram 13 faltas, mas os Cowboys venceram por apenas quatro pontos. Os Buccaneers fizeram 14 e ainda assim ganharam em Arlington.

Para a coluna, esse histórico recente não é animador. Ainda assim, vencer com alguma margem nas terceiras descidas e aproveitar melhor as concessões do adversário oferecem a possibilidade de corrigir o rumo em Lambeau Field.

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