Opinião: problemas dos Cowboys vão além da derrota para os Buccaneers
James Dator critica decisões da direção, oscilação de Dak Prescott, defesa e special teams após Dallas perder em casa para um Tampa Bay que estava 0–4.
Os Cowboys tiveram uma atuação ruim na quinta-feira e perderam em casa para um Buccaneers que estava 0–4. Segundo a reportagem, Dallas se tornou o segundo time desde 1975 a sofrer uma derrota em casa para um adversário com esse início de campanha.
Em sua coluna, James Dator vê o resultado como mais um exemplo da mediocridade que tem marcado a franquia nas últimas três décadas. Para ele, não existe uma causa única que possa ser corrigida rapidamente: direção, comissão técnica, quarterback, defesa e special teams apresentam problemas.
Dallas já trocou treinadores, realizou negociações de grande repercussão e investiu pesadamente em estrelas. Mesmo assim, perdeu para um adversário até então sem vitórias, com o reserva Jalon Daniels fazendo seu segundo jogo como titular na NFL.
Direção e escolhas de elenco
Dator coloca Jerry e Stephen Jones no centro das dificuldades. Critica a interferência do proprietário e a promessa de que o time melhoraria com a saída de Micah Parsons, algo que, em sua avaliação, não aconteceu.
Também questiona a entrega de uma escolha de primeira rodada por Quinnen Williams para reforçar a defesa terrestre. O defensive tackle, segundo a coluna, tem desempenho de titular intermediário, abaixo do investimento feito.
A demissão de Mike McCarthy após três temporadas consecutivas com 12 vitórias e a promoção de Brian Schottenheimer entram na lista de decisões criticadas. A negociação por Joey Porter Jr. é vista como outra aposta de curto prazo: Dator considera o cornerback excelente, mas entende que uma troca desse tipo faz mais sentido para uma equipe a um reforço de disputar o título.
Treinador e quarterback
Schottenheimer tem campanha de 9–12–1. O colunista considera que as mudanças promovidas pelo técnico prejudicaram Dak Prescott e destaca a admissão de que houve alterações excessivas no trabalho do quarterback, já um profissional com dez anos de experiência.
O treinador também não apresentou respostas convincentes para a má administração do relógio na derrota para os Ravens no Brasil. Na opinião de Dator, manter McCarthy, promover Kellen Moore ou até conservar Jason Garrett teria deixado Dallas em situação melhor.
Prescott, por sua vez, alterna atuações de nível All-Pro com quedas acentuadas. Na quinta-feira, teve dificuldades contra uma defesa que entrara na semana 5 em 21º contra o passe.
A coluna argumenta que o quarterback funciona bem quando CeeDee Lamb encontra espaço e o jogo terrestre rende. Diante de adversidade, porém, tende a forçar passes para tentar produzir uma resposta imediata, ampliando os problemas.
Defesa e special teams também falham
A contratação de Christian Parker, vindo dos Eagles, deveria aproximar Dallas do sucesso defensivo de Philadelphia. Os resultados apresentados são outros:
| Indicador defensivo | Posição dos Cowboys |
|---|---|
| Contra o passe | 24º |
| Contra a corrida | 30º |
| Pontos cedidos | 28º |
| Defesa total | 30º |
A defesa vulnerável aumenta a pressão sobre o ataque e obriga Prescott a tentar recuperar desvantagens pelo passe, cenário que favorece turnovers desnecessários. Os special teams ainda sofreram bloqueios de field goal em duas partidas consecutivas.
Dator conclui que não há saída simples enquanto os problemas se acumulam em todas essas áreas. Na visão do colunista, as decisões de Jerry e Stephen Jones continuam sendo a origem de um quadro recorrente de frustração para a torcida.