Cowboys x Packers: corrida, passes longos e blitzes são chaves do duelo
Dallas precisa equilibrar ataque e limitar jogadas explosivas de Green Bay em visita ao Lambeau Field na Semana 6.
O Dallas Cowboys, com campanha de 2–3, visita o Green Bay Packers, de 3–2, no Sunday Night Football da Semana 6. Na análise de Dyllan Rivers, três pontos serão fundamentais para Dallas no Lambeau Field.
Explorar a frente defensiva de Green Bay
As armas dos dois times no jogo aéreo sugerem muitos pontos, mas os Cowboys podem buscar outro caminho. Green Bay aparece perto do fim da liga em métricas de defesa contra a corrida e ainda tem lesões na linha defensiva e entre os linebackers.
Isso oferece a Brian Schottenheimer uma oportunidade de insistir em Javonte Williams. Um ataque equilibrado, com campanhas longas, também mantém Jordan Love e seus recebedores fora de campo.
O compromisso precisa ser real: o responsável pelas chamadas não pode abandonar cedo as corridas. Dallas já mostrou que consegue executá-las quando decide fazê-lo.
Schottenheimer indicou, em declaração reproduzida por Tommy Yarrish, que haverá mudanças de pessoal, algumas evidentes e outras sutis, sem antecipá-las para preservar uma vantagem competitiva.
Uma possibilidade levantada pelo autor é ampliar o uso de Brevyn Spann-Ford no lugar de Jake Ferguson em formações com um running back, um tight end e três recebedores. Ferguson tem dificuldades como bloqueador e médias de apenas três recepções e 20 jardas por jogo em 2026.
Spann-Ford oferece força e disposição para enfrentar defensores de borda e linebackers. Se Dallas estiver comprometido com a corrida, pode ser o momento de aumentar seus snaps.
Conter as jogadas explosivas
O jogo terrestre dos Packers não tem sido eficiente. Antes da vitória sobre Chicago, o time marcava apenas 18,25 pontos por jogo nas quatro primeiras semanas. Sua maior ameaça está nos passes longos.
Christian Watson e Matthew Golden tiveram, respectivamente, 143 e 123 jardas contra os Bears, com recepções máximas de 53 e 50. Tucker Kraft também conseguiu uma de 46. Segundo a Sumer Sports, Green Bay lançou em profundidade em 22,6% das jogadas daquela partida. Se a oportunidade aparecer, Love vai aproveitá-la.
A chegada de Joey Porter Jr. oferece a Christian Parker uma opção confiável de marcação individual e pode permitir maior agressividade perto da linha. O cornerback era dúvida no momento da análise.
Como a pressão com quatro jogadores de Dallas está entre as menos produtivas em sacks, a expectativa do autor é de mais blitzes e frentes com cinco atletas. O jogo anterior contra Tampa Bay mostrou como pressionar o quarterback pode frear um ataque explosivo.
Dallas precisa criar terceiras descidas longas e encerrá-las. Falhas de cobertura, escorregões e erros mentais não podem transformar terceiras para 21 em avanços de 22 jardas.
O próprio ataque também pode ajudar, com posses longas e metódicas. Elas, porém, precisam terminar em touchdowns: gastar muito tempo para anotar apenas três pontos pode ser insuficiente diante da ameaça aérea dos Packers.
Castigar os blitzes
Green Bay envia pressão extra em aproximadamente uma de cada três chamadas defensivas, a 12ª maior frequência da liga. Não é um extremo, mas importa depois de Tampa Bay ter desorganizado Dak Prescott com muitos blitzes na semana anterior.
As peças de cada defesa são diferentes, mas os Packers podem tentar reproduzir parte daquela estratégia. Prescott precisará reconhecer a pressão antes do snap e soltar a bola rapidamente.
Dallas demorou a explorar as slants de George Pickens contra Tampa Bay. Rotas curtas cortando para dentro devem ser prioridade se Green Bay enviar muitos jogadores. Vencer a pressão cedo pode obrigar a defesa a recuar.
As corridas também oferecem uma resposta. Se o corredor ultrapassa os defensores extras e chega ao segundo nível, um blitz no espaço errado pode abrir uma grande avenida. A fragilidade terrestre dos Packers aumenta essa oportunidade.
Com a corrida estabelecida, os passes após simulação de entrega da bola podem encontrar espaço em profundidade. O plano faz sentido; a execução definirá seu efeito.