Cowboys x Packers: Pickens e Williams em alta; Bland e Ferguson sob pressão
Análise destaca a produção ofensiva de George Pickens e Javonte Williams e os problemas na secundária e com Jake Ferguson antes da Semana 6.
O Dallas Cowboys visita o Green Bay Packers na Semana 6 com várias questões para resolver depois da derrota por 24 a 16 para o Tampa Bay Buccaneers. O ataque mostrou capacidade de pontuar, mas turnovers e oportunidades desperdiçadas continuam atrapalhando. A defesa, por sua vez, ainda não produz as jogadas capazes de mudar uma partida.
Na análise de Jorge Guajardo, dois jogadores merecem mais espaço e confiança antes do confronto de domingo, enquanto outros dois precisam reagir.
George Pickens em alta
George Pickens finalmente entregou a atuação que a torcida esperava. Contra Tampa Bay, recebeu nove de 13 passes direcionados a ele, somou 130 jardas e um touchdown e teve seu melhor jogo da temporada como recebedor.
O touchdown de 18 jardas no último quarto ainda deu a Dallas a chance de ameaçar uma reação. A partida veio depois de outro desempenho produtivo contra Houston, quando transformou duas recepções em 75 jardas.
Em cinco jogos, Pickens acumulou 27 recepções, 355 jardas e um touchdown, com média de 13,2 jardas por recepção. A produção total ainda poderia ser maior, mas a atuação mais recente mostrou o que ele pode oferecer quando Dak Prescott o procura com frequência. As faltas defensivas provocadas por suas rotas também ajudaram o Cowboys a avançar.
A questão agora é transformar aquela atuação em uma tendência. Pickens mostrou capacidade de decidir jogadas; Dallas precisa continuar oferecendo oportunidades para que ele mantenha esse nível, em vez de tratar o jogo contra Tampa Bay como um episódio isolado.
DaRon Bland e a secundária sob cobrança
A expectativa era de que a secundária começasse a produzir jogadas importantes. Após cinco partidas, porém, Dallas seguia sem nenhuma interceptação — uma ausência especialmente custosa em um fundamento que pode mudar o rumo de um jogo.
As oportunidades apareceram. Contra o Buccaneers, DaRon Bland chegou a tocar em um passe do calouro Jalon Daniels, mas deixou escapar o que poderia ter sido uma interceptação retornada para touchdown. Também cometeu faltas importantes e escorregou em uma cobertura, permitindo um grande avanço.
Para Guajardo, a reputação de jogador capaz de produzir turnovers já não basta. O Cowboys precisa de coberturas consistentes, menos penalidades e interceptações, pontos em que Bland e o restante da unidade não vêm entregando regularidade.
O retorno de Joey Porter Jr. acrescenta uma opção experiente, mas reforçar a secundária tem alcance limitado quando a pressão sobre o quarterback falha. Dallas registrou apenas cinco sacks em cinco jogos. Com tempo para examinar o campo, os passadores obrigam até bons defensores a acompanhar os recebedores por tempo demais.
O problema, portanto, envolve as duas partes da defesa: a secundária não recupera a bola, e a linha não gera pressão suficiente. Ambas precisam melhorar para enfrentar um ataque comandado por Jordan Love e com ameaças de jogadas longas como Christian Watson.
Javonte Williams merece mais oportunidades
Javonte Williams produziu o suficiente para justificar uma participação maior, especialmente na red zone. O Cowboys já o utilizou em momentos importantes, mas, na avaliação do autor, seu volume deveria ocupar um lugar mais relevante no plano contra Green Bay.
Em cinco jogos, Williams teve 74 corridas para 276 jardas e seis touchdowns terrestres, com média de 3,7 jardas por tentativa. Pelo passe, acrescentou 17 recepções, 94 jardas e um touchdown.
A média por corrida não chama tanta atenção, mas a capacidade de terminar campanhas é valiosa. Contra Tampa Bay, ele abriu o placar de Dallas com uma corrida de uma jarda, encerrando a primeira posse do time. Na mesma campanha, também avançou 21 jardas, mostrando utilidade além das situações de curta distância.
O ganho potencial está no equilíbrio. Dallas tem dependido muito de Prescott e do jogo aéreo. Isso pode gerar muitas jardas, mas também torna o ataque previsível quando a corrida vira um recurso secundário.
Mais tentativas para Williams poderiam deixar o Cowboys em situações melhores nas descidas seguintes, obrigar a defesa a respeitar a ameaça terrestre e criar oportunidades de play-action para Prescott e seus recebedores.
A defesa do Packers tem recuperado mais bolas do que a de Dallas, mas ainda vale testar Green Bay pelo chão em vez de exigir que o quarterback resolva todas as posses importantes. Os seis touchdowns terrestres mostram a utilidade de Williams perto da end zone; o próximo passo é buscar maior consistência também entre as linhas de 20 jardas.
Jake Ferguson precisa reagir
Jake Ferguson terminou a partida contra Tampa Bay com três recepções para 19 jardas em seis passes direcionados a ele. Dois drops pesaram: um deles, no fim do jogo, transformou uma possível campanha de reação em uma interceptação que definiu a derrota.
O tight end também deixou cair um passe durante a campanha dos dois minutos finais antes do intervalo, desperdiçando outra oportunidade ofensiva. Os problemas não se limitam às recepções: Guajardo aponta que as imagens dos jogos também revelam falhas nos bloqueios.
Ferguson não passou de 43 jardas recebidas em nenhuma das primeiras cinco partidas. O Cowboys precisa de mais regularidade de um titular cuja função vai além dos números: ele deve ser uma opção confiável no meio do campo e ajudar a converter descidas importantes.
O histórico do jogador justifica a oportunidade de se recuperar, mas não permite ignorar os erros contra Tampa Bay. Em situações decisivas, Dallas precisa executar melhor. Depois de outra atuação custosa, Ferguson terá de reconquistar a confiança de Prescott e do ataque.