Dan Patrick liga Peyton Manning à busca dos Colts por gerente geral; contato não é confirmado
Apresentador levanta possibilidade de cargo e participação societária, mas Mike Chappell relata que Indianapolis ainda não procurou Manning.
Dan Patrick afirmou que o Indianapolis Colts deve consultar Peyton Manning sobre a busca por um novo gerente geral e explorar se o ex-quarterback teria interesse no cargo. A possibilidade, mencionada em seu programa de rádio e televisão na segunda-feira, não representa uma contratação nem um contato confirmado.
Há uma ressalva na apuração: Mike Chappell, da Fox59/CBS4, informou posteriormente que o clube ainda não havia procurado Manning. Isso não impede uma conversa futura, mas distingue uma possibilidade de um movimento já realizado.
O cenário apresentado por Dan Patrick
A especulação surge depois da demissão do gerente geral Chris Ballard. Patrick sugeriu que uma conversa com Manning poderia servir tanto para obter indicações quanto para avaliar seu interesse em assumir a função, num cenário que também envolveria participação societária.
“A primeira ligação dos Colts será, ou já foi, para Peyton Manning. A ligação não servirá apenas para obter nomes e sugestões, mas também para explorar se Peyton teria interesse em ser gerente geral dos Colts, como um ponto de entrada que incluiria participação na propriedade dos Colts”, disse Patrick.
O apresentador prosseguiu:
“Agora você tem a oportunidade de colocar Peyton de volta em Indianapolis como gerente geral e sócio. E ele escolhe seu quarterback. De repente, a comunidade adoraria isso. A liga adoraria isso. Peyton adoraria?”
O relato de Chappell sobre a ausência de contato impede tratar a formulação de Patrick como confirmação de que a ligação já aconteceu.
Cargo executivo e participação societária são questões diferentes
Na análise de Mike Florio, a função de gerente geral e uma eventual entrada no grupo de proprietários precisariam ser consideradas separadamente. O autor compara a hipótese societária ao caso de Tom Brady, mas não apresenta uma proposta dos Colts nem termos negociados com Manning.
Florio também usa como precedente a decisão do clube de recorrer a Jeff Saturday, antigo center da equipe, para comandar interinamente o time após a saída de um treinador. O exemplo mostra a ligação da franquia com figuras de sua história; não prova que Manning seguirá caminho semelhante.
A pergunta é se Manning quer esse compromisso
Para Florio, assumir a gerência geral exigiria que Manning transformasse o futebol em seu principal compromisso profissional. O colunista acredita que sua competitividade o levaria a dedicar toda a atenção à montagem do elenco e aos resultados.
Nesse cenário hipotético, o autor considera provável que ele deixasse o ManningCast e possível que se afastasse da Omaha Productions. Não há anúncio de saída de nenhum desses projetos. São consequências que Florio imagina para o caso de Manning aceitar um trabalho executivo em tempo integral.
A diferença, argumenta, está entre administrar projetos de mídia e voltar a um ambiente medido diretamente por vitórias e derrotas. Manning tem evitado esse tipo de retorno desde a aposentadoria, há uma década.
Por isso, embora Florio entenda por que os Colts poderiam desejá-lo, questiona se o ex-quarterback quer reorganizar sua vida dessa maneira. A existência de interesse do clube, de disposição de Manning e de qualquer negociação permanece sem confirmação no material apresentado.