Análise dos Eagles destaca Carter e Mitchell apesar da derrota em Londres
Jonny Page vê avanço contra a corrida e na comunicação, mas aponta problemas em Cover 3 e efeitos das lesões na secundária.
A defesa do Philadelphia Eagles deu ao time oportunidades de vencer o Jacksonville Jaguars, na avaliação de Jonny Page após a revisão do All-22. A derrota por 19 a 17 não apaga, para o analista, a força das paradas perto da linha de gol e as atuações de Jalen Carter e Quinyon Mitchell.
O ataque de Philadelphia produziu apenas dez jardas em 15 jogadas ao longo de quatro punts consecutivos no segundo tempo, exigindo repetidas respostas da defesa.
Hunt e Carter dificultaram as corridas
Jalyx Hunt venceu bloqueios de tight ends e desorganizou corridas antes de sair lesionado. Jacksonville terminou com 36 jardas em nove tentativas de zona aberta, um componente importante de seu ataque.
Carter gerou pressão rápida com o trabalho de mãos, conseguiu dois fumbles forçados e mostrou capacidade de contornar a proteção em movimentações combinadas da linha. Page também destaca sua agressividade contra bloqueios duplos perto da end zone.
Zack Baun completou uma das paradas de quarta descida ao atacar o espaço criado por Hunt. Cooper DeJean contribuiu fisicamente contra a corrida, uma das razões pelas quais o autor prefere mantê-lo como nickel.
Comunicação e pacote com seis defensive backs
A secundária respondeu melhor às movimentações e às trocas de rotas de Jacksonville. Em terceiras descidas longas, Vic Fangio usou seis defensive backs, retirando Jihaad Campbell, colocando Kenny Moore II como safety e deslocando Michael Carter II para o slot.
Page considera que o pacote funcionou bem até a lesão de Carter II. Com Jonathan Jones em seu lugar, Brenton Strange conseguiu vencer um confronto individual importante em terceira descida.
Nas coberturas Cover 0 e Cover 1 somadas, Jacksonville completou apenas um de dez passes para 27 jardas. O autor ressalta que o uso frequente dessas coberturas perto da linha de gol influencia o recorte; ele não conclui que a defesa deva abandonar a zona.
Mitchell confirmou qualidade na cobertura
Mitchell interceptou um passe de Trevor Lawrence lançado curto e teve atuação consistente contra um bom grupo de recebedores. Arnold Ebiketie também contribuiu com pressão depois que Hunt deixou o jogo, vencendo bloqueios e contato de auxílio antes de chegar ao tackle.
O estudo valoriza tanto os turnovers quanto a disciplina nas coberturas perto da end zone, onde um erro deixaria pouco espaço para recuperação.
Rotas cruzadas ainda geram problemas
Page identificou dificuldades em Cover 3 e prefere mais situações com dois safeties dividindo o fundo do campo. Em um passe longo para Parker Washington, os dois safeties avançaram e deixaram a defesa sem proteção profunda. A hipótese de que Carter II deveria permanecer no fundo é uma interpretação do autor, que admite não conhecer com certeza a chamada.
Washington também venceu Tariq Woolen com uma recepção de uma mão em um momento decisivo. Page reconhece o mérito do recebedor, mas cobra maior consistência técnica e mental de Woolen. O balanço é positivo para a defesa, com ajustes ainda necessários e lesões que dificultaram manter as formações mais eficientes.