Eagles x Panthers: ataque de Carolina e perspectivas do Draft entram em foco
Análise aponta evolução de Bryce Young e dos recebedores dos Panthers, além de prospectos universitários para Philadelphia acompanhar.
O Carolina Panthers chega ao duelo com o Philadelphia Eagles com duas vitórias e duas derrotas, mas apresenta sinais de evolução que, na avaliação do Bleeding Green Nation, podem levá-lo à primeira temporada com campanha positiva desde 2017.
Ataque de Carolina ganhou volume e eficiência
Em 2025, os Panthers foram apenas o 22º time em volume de jogadas e o 27º em jardas por jogada. No começo de 2026, aparecem em terceiro em jogadas por partida, terceiro em tentativas de passe e quinto em jardas por jogada, no recorte citado pela coluna.
Bryce Young lidera em jardas de passe por jogo, é o terceiro em jardas aéreas completadas por tentativa e o sétimo em jardas aéreas pretendidas por tentativa. Esses dois últimos indicadores observam a distância percorrida pelo passe no ar, antes das jardas produzidas pelo recebedor.
Tetairoa McMillan não mostra sinais de queda no segundo ano, segundo a avaliação. O grupo, porém, vai além dele: Jalen Coker ocupa o 17º lugar em jardas recebidas por partida.
O autor projeta Carolina como provável campeã da NFC South por mérito próprio, e não apenas pela fragilidade dos rivais. Trata-se de uma previsão da coluna, não de uma classificação definida.
O jogo que parecia uma armadilha mudou de lado
Quando o calendário foi divulgado, a partida parecia perigosa para Philadelphia: os Eagles voltariam de Londres, teriam os Cowboys duas semanas depois e enfrentariam os Panthers descansados após a folga.
Com a mudança no desempenho das equipes, a coluna inverte essa leitura. Agora, seria Carolina quem precisaria evitar olhar além do adversário, tendo na semana seguinte um jogo divisional em casa contra o Tampa Bay Buccaneers considerado bastante vencível pelo autor.
Prospectos universitários no radar
O desempenho de Philadelphia também alterou a perspectiva do Draft. Na ordem provisória mencionada, os Eagles escolheriam na décima posição e ainda ficariam alguns jogos sem seu quarterback titular. Por isso, atletas antes considerados fora de alcance passaram a merecer observação.
Os horários abaixo são do leste dos Estados Unidos.
Ohio State em Indiana — meio-dia
A análise duvida de duas escolhas consecutivas de recebedor na primeira rodada pelos Eagles, mas Jeremiah Smith, de Ohio State, e Charlie Becker, de Indiana, são talentos relevantes. Smith é tratado como o principal wide receiver da classe; Becker, como possível segundo.
Uma continuidade da queda de Philadelphia poderia colocar Smith ao alcance. Becker oferece porte físico e ameaça em profundidade que, na avaliação do texto, faltam ao ataque.
Missouri em Ole Miss — 15h30
Will Echoles, defensive tackle de Ole Miss, mede aproximadamente 1,91 m e pesa 143 kg. Tem saída rápida no snap e tamanho e capacidade atlética que já permitiram ao programa utilizá-lo até como pass rusher de ponta em pé.
A inconsistência é a ressalva. Depois de atuar bem contra LSU, ele e o restante de Ole Miss tiveram uma queda diante de Florida. Echoles atribuiu o problema a uma “falta de violência”, expressão que o autor interpreta como uma mentalidade desejável para a posição, mas também como reconhecimento de intensidade insuficiente naquele jogo.
Notre Dame em BYU — 19h30
Leonard Moore, cornerback de Notre Dame, é apontado como possivelmente o melhor prospecto defensivo da classe. A posição não é uma necessidade prioritária de Philadelphia, mas certos talentos podem justificar a escolha mesmo assim.
Com cerca de 1,88 m, Moore combina porte, velocidade, versatilidade, qualidade na cobertura individual e produção: conseguiu cinco interceptações em 2025. A coluna o coloca entre os candidatos a receber o rótulo de escolha mais segura do Draft.