Fantasy: volta de Caleb pode ajudar Bears, mas jovens recebedores têm outros desafios
Matt Harmon examina funções de Burden, Odunze e Loveland e explica por que recuperar o quarterback não resolve sozinho a distribuição de passes.
A volta de Caleb Williams deve ampliar o potencial do ataque do Chicago Bears, mas não elimina todas as dúvidas sobre Luther Burden III, Rome Odunze e Colston Loveland no fantasy. Essa é a avaliação de Matt Harmon, que separa o efeito dos quarterbacks reservas das limitações de utilização de cada jovem.
Williams disputou apenas um jogo completo nesta temporada, quando Chicago marcou 59 pontos. Depois da lesão na parte posterior da coxa na Semana 2, o ataque perdeu capacidade de produzir ganhos longos. Entre as Semanas 3 e 5, ficou em 28º na frequência de jogadas explosivas, apesar de liderar o tempo de posse por campanha.
Muitos destinos para dividir os alvos
Os Bears estão entre dez equipes com pelo menos cinco jogadores acima de 10% de participação nos alvos. Burden e Odunze somam 39,5%, a 12ª menor parcela entre as principais duplas da liga.
Kalif Raymond recebeu 16,7% dos alvos e 14,5% das jardas aéreas, terceiro do time nos dois indicadores. Suas jogadas desenhadas renderam menos nas últimas partidas: 12 jardas em seis alvos. A participação em rotas caiu para menos de 60%, mas sua presença continua influenciando a divisão.
Burden precisa ampliar a função
Harmon considera Burden o mais prejudicado pela ausência de passes explosivos. A profundidade média de suas recepções é inferior a sete jardas. O analista identifica rotas intermediárias em que ele fica livre e não recebe a bola, cenário que acredita poder melhorar com Williams.
O problema adicional é de presença em campo: Burden ainda não correu rotas em 80% dos dropbacks de uma partida nesta temporada. Quando Chicago usa dois ou menos wide receivers, participa de apenas 39% dos dropbacks. Para alcançar o teto esperado, precisaria ampliar a função e vencer com mais constância além dos passes desenhados perto da linha.
Odunze tem volume, mas uma função difícil
Odunze correu rotas em 82% dos dropbacks com dois ou menos recebedores entre as Semanas 2 e 5. Harmon elogia sua separação, mas ressalta que ele ocupa a função de maior dificuldade, com rotas de profundidade média de 10,7 jardas; os demais jogadores estão abaixo de oito.
O trabalho como alvo externo em posts, digs e corners depende de proteção e lançamentos no tempo certo. Odunze teve apenas um drop no recorte e 75% de sucesso em recepções disputadas, segundo Fantasy Points Data. Ainda assim, a função carrega volatilidade. Harmon compara o potencial de eficiência, com volume limitado, ao de Brandon Aiyuk nos 49ers de 2022 e 2023.
Loveland está bloqueando mais
Loveland é o quarto em alvos e jardas aéreas do time. Teve apenas uma partida com mais de 14% dos alvos. Após correr rotas em 89,5% dos dropbacks na estreia, ficou abaixo de 77% em todos os jogos seguintes.
No trecho da Semana 16 aos playoffs de sua temporada de novato, participava de 81% dos dropbacks e recebia alvos em 30,5% das rotas. Aberto como wide receiver naquele período, somou 12 recepções e 154 jardas em 20 alvos. Agora, tem três recepções para 25 jardas em seis alvos nessa posição.
Outra mudança é o bloqueio de passe: Loveland permaneceu para proteger em 13,2% de seus snaps, acima dos 5,8% de 2025 e dos 3,9% do trecho final citado. Com Ozzy Trapilo afastado, Braxton Jones na injured reserve e Theo Benedet na esquerda, essa ajuda tem valor para o ataque, mas reduz oportunidades no fantasy.
Harmon continua favorável ao talento dos três jovens no longo prazo. A recuperação de Williams ajuda o teto do grupo; a evolução das funções, a proteção e a distribuição de alvos definirão quanto isso se converte em produção individual.