Fantasy da semana 5: cinco confrontos para explorar
Ray Garvin destaca Goff, Harvey, Burden, Wilson e Hockenson. Uso dos jogadores e características das defesas sustentam a análise para a rodada.
Ray Garvin destaca o jogo aéreo dos Lions e a resposta dos Cardinals entre as oportunidades de fantasy da semana 5. Sua análise também inclui um running back que produz recebendo passes e recebedores cujas funções combinam com espaços cedidos pelas defesas.
Jared Goff contra os Cardinals
Goff chega com 1.214 jardas de passe, nove touchdowns e nenhuma interceptação. Tem média de 303,5 jardas por jogo, 67,7% de passes completos e rating de 108,6.
Arizona permitiu 11 touchdowns de passe e rating de 114,9 aos adversários em quatro partidas. Sua taxa de 66,4% de formações com dois safeties no fundo favorece passes por baixo, mas não elimina as oportunidades em profundidade.
Amon-Ra St. Brown e Sam LaPorta podem sustentar as campanhas, enquanto Jameson Williams tem capacidade de transformar uma recepção em uma jogada longa. Jahmyr Gibbs ajuda correndo e recebendo, oferecendo mais uma maneira de pressionar a defesa.
Garvin não considera necessário que Goff lance 50 passes. Eficiência e jogadas explosivas podem produzir uma grande atuação no fantasy. O analista o coloca como QB2 da semana, projetando mais de 300 jardas e dois touchdowns de passe, e o considera titular de confiança.
RJ Harvey contra os Chargers
Harvey correu apenas 12 vezes nesta temporada, para 49 jardas e nenhum touchdown. Sua principal contribuição vem pelo ar: 20 recepções para 132 jardas, sem touchdown recebido, em três partidas. Dez dessas recepções aconteceram na semana anterior.
Os Chargers permitiram que running backs recebessem 21,6% dos alvos contra sua defesa, oitava maior parcela em quatro semanas. Rotas curtas por fora e screens combinam com o trabalho que Harvey já faz, oferecendo saídas a Bo Nix sem exigir passes longos.
Garvin adverte que dez recepções não devem ser tratadas como produção habitual. Harvey participa de 33,8% das rotas, e J.K. Dobbins ainda tem uma função perto da linha de gol.
O interesse está nas recepções, e não em uma expectativa de 20 corridas. Harvey é uma opção mais forte no PPR completo, mas o analista também o considera para flex no meio PPR, especialmente em comparação com um running back que dependa de touchdown para salvar a pontuação.
Luther Burden III contra os Packers
O ataque dos Bears ainda apresenta dúvidas sobre Tyson Bagent, a eficiência terrestre e a distribuição de oportunidades. Burden, porém, conquistou participação relevante.
Em quatro jogos, tem 19 recepções para 219 jardas, média de 54,8 por partida, um touchdown e 29 alvos. Recebe 22% dos alvos da equipe e é a primeira leitura em 28,2% das jogadas de passe avaliadas.
Mais da metade de seus alinhamentos acontece no slot. Green Bay utiliza zona em 73,6% das jogadas, e rotas intermediárias para dentro, saídas curtas e cruzamentos rasos permitem a Ben Johnson envolvê-lo sem exigir lançamentos difíceis de Bagent em profundidade.
Wide receivers recebem dois terços dos alvos contra os Packers. Isso cria oportunidades, embora não garanta como serão distribuídas; Kalif Raymond também pode assumir destaque.
Garvin considera Burden uma opção de flex, preferindo sua participação concreta no ataque a um recebedor cuja perspectiva dependa exclusivamente de acertar uma bola longa.
Michael Wilson contra os Lions
Wilson recebeu 17 alvos na partida anterior, mas seu valor não depende de uma única atuação movimentada. Participa de 94,4% das rotas, tem 28,9% dos alvos e 36,8% das primeiras leituras após quatro semanas.
Seus números são 25 recepções, 258 jardas, média de 64,5 por jogo, um touchdown e 44 alvos. Arizona o mantém em campo e procura envolvê-lo.
Detroit já cedeu 11 touchdowns de passe e rating de 110,4 aos quarterbacks adversários. Se o ataque dos Lions produzir como Garvin espera, Wilson e Trey McBride devem ser peças centrais na resposta dos Cardinals.
Os tight ends recebem 32,3% dos alvos contra Detroit, criando um bom confronto para McBride, mas há espaço para os dois. O autor não considera necessário projetar uma explosão de Marvin Harrison Jr. para encontrar oportunidades contra essa defesa.
A ausência de Paris Johnson Jr. na linha ofensiva preocupa. Wilson, porém, pode trabalhar em várias profundidades, com hitches, curls e rotas intermediárias que não exigem esperar por um lançamento longo. Garvin o coloca com confiança na escalação, sobretudo pelo papel consolidado no ataque.
T.J. Hockenson contra os Saints
Hockenson voltou a chamar a atenção pela conexão com Kyler Murray na semana anterior. Mesmo um possível retorno de Justin Jefferson não significa que sua participação desaparecerá.
O tight end tem 22 recepções para 195 jardas, média de 48,8 por jogo, um touchdown e 26 alvos. Sua participação nos alvos é de 23,6%, e ele representa 28,1% das primeiras leituras em quatro semanas.
Os Saints cedem 32,2% dos alvos a tight ends, terceira maior parcela da liga, e utilizam Cover 3 em 43,6% das jogadas de passe mapeadas. O trabalho curto e intermediário de Hockenson pode encontrar espaço por baixo da cobertura.
Garvin espera dificuldades para o ataque de New Orleans diante da defesa de Brian Flores. Isso não exige que Minnesota passe a tarde inteira lançando para Hockenson ser útil: algumas recepções já fazem diferença em uma posição de produção incerta no fantasy. O analista o considera uma opção de titular, mantendo atenção às notícias de lesão e à volta de Jefferson.