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Fantasy semana 5: prévia de David Hartman traz apostas, cautelas e opções alternativas

David Hartman analisa quarterbacks, running backs, recebedores e tight ends para a semana 5, com Chiefs e Panthers de folga e atenção às lesões.

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Jogador dos Atlanta Falcons avança com a bola.
Jogador dos Atlanta Falcons avança com a bola.Crédito: Getty Images

A semana 5 de 2026 traz o começo das folgas e mais dificuldades para montar os elencos de fantasy, em meio ao aumento das lesões. Kansas City Chiefs e Carolina Panthers não jogam, e o confronto entre Philadelphia Eagles e Jacksonville Jaguars em Londres exige atenção ao horário mais cedo.

A análise de David Hartman, publicada em 8 de outubro, usa pontuação half-PPR e o ranking de consenso dos especialistas, o ECR. As escolhas destacam jogadores com potencial para produzir acima ou abaixo da expectativa, além de alternativas menos cotadas. Não são ordens automáticas de escalar ou deixar no banco: a orientação geral do autor é manter os grandes nomes. A avaliação também pode ajudar em formatos DFS.

Um começo de temporada surpreendente

O Atlanta Falcons marcou apenas 16 pontos nas semanas 1 e 2, a menor soma da liga, e 80 nas duas seguintes, a maior. Chiefs, San Francisco 49ers e Minnesota Vikings eram os três invictos. Miami Dolphins, Tampa Bay Buccaneers, Los Angeles Chargers, Tennessee Titans e Houston Texans estavam em 0-4, igualando 1976 em número de equipes sem vitória após quatro semanas. Texans e Chargers haviam chegado aos playoffs em 2025.

Tampa Bay também estava na lista de 1976: naquela temporada de expansão, terminou em 0-14 e com saldo de pontos de -287, o pior da história. A prévia via o encontro com Dallas, então em 2-2, como um teste entre um ataque forte com defesa vulnerável e o calouro Jalon Daniels em sua segunda partida como titular. Hartman citava a defesa e os times especiais dos Cowboys como uma possibilidade de uso pontual no fantasy.

Outros números da rodada: os Giants lideravam sozinhos a NFC East pela primeira vez desde 2015; os Vikings estavam em último em jardas e não anotaram touchdown em dois de quatro jogos; Kenneth Walker acumulava 537 jardas terrestres, maior total nas quatro primeiras semanas desde as 539 de Arian Foster em 2010.

Os Bears tiveram 57 jogadas a mais que os Jets e 34 primeiras descidas, contra apenas 32 jogadas ofensivas de New York. Denver marcou 13 pontos nos primeiros tempos, com um touchdown. Os Eagles fizeram 0 de 12 em terceiras descidas contra os Rams e tinham 17 tentativas seguidas sem conversão desde a semana 3. Chargers x Seahawks foi o primeiro jogo da história da NFL em que a primeira jogada ofensiva de cada time terminou em interceptação.

Na semana anterior, Hartman destacou Tetairoa McMillan, que terminou como WR1 com mais de 200 jardas e dois touchdowns, recomendou cautela com Emeka Egbuka, que recebeu dois passes para 13 jardas, e previu um touchdown de Tucker Kraft, que aconteceu. Ele reconhecia também ter errado outras escolhas.

Os principais destaques da semana

Apostas para superar a expectativa: Jacoby Brissett e Jared Goff. O duelo entre Arizona Cardinals e Detroit Lions tinha total de 54,5 pontos. Detroit havia permitido 127 pontos, apenas um a menos que New Orleans, e Arizona, 117. As duas defesas tinham cedido 11 touchdowns aéreos, empatadas na pior marca da liga. Os Lions permitiam mais jardas aéreas e mais pontos de fantasy a quarterbacks; os Cardinals estavam em quinto nesse último indicador.

Principal recomendação de cautela: Jalen Hurts. Os Eagles poderiam ficar sem três titulares da linha ofensiva da abertura, seus dois principais running backs, o principal recebedor e o principal tight end. Hurts não alcançou 100 jardas aéreas contra os Rams e enfrentaria uma defesa de Jacksonville que permitia a sexta menor pontuação a QBs e liderava, empatada, com seis interceptações. Hartman disse que o deixaria no banco em sua principal liga até recuperar armas e ter um calendário melhor.

Principal alternativa menos cotada: Jameis Winston. O quarterback estava em 17º no ranking da semana e vinha de três touchdowns, duas interceptações e quatro sacks. Com J.J. McCarthy no elenco, também havia pressão para seguir produzindo e vencendo. Washington permitia a segunda maior pontuação a QBs, atrás de Detroit, e havia cedido 11 touchdowns aéreos. Hartman o via como opção de segundo QB em superflex ou substituto de um titular lesionado ou de folga, com potencial de top 10 e risco de grande oscilação.

Quarterbacks

Josh Allen e Matthew Stafford, que se enfrentariam, eram as opções de elite. Entre os demais, Hartman gostava de Dak Prescott contra Tampa Bay, apesar de um possível jogo controlado por Dallas limitar o volume de passes. Jordan Love contra Chicago, Drake Maye contra Las Vegas e Jayden Daniels contra os Giants, caso jogasse, também poderiam superar suas posições no top 15. Daniels trazia o risco de nova lesão.

Aaron Rodgers vinha de duas partidas seguidas com pelo menos 290 jardas aéreas e três touchdowns, contra uma defesa de Indianapolis que permitia a sexta maior pontuação aos QBs. Além de Winston e Rodgers, as alternativas citadas eram Tyson Bagent contra Green Bay, Sam Darnold contra San Francisco e Kyler Murray contra New Orleans, com cautela adicional se Justin Jefferson não jogasse.

Hartman evitaria Justin Herbert contra Denver, apesar dos problemas dos Broncos nos cornerbacks. Tyler Shough vinha produzindo no fantasy, mas enfrentaria Minnesota, que havia permitido apenas três touchdowns aéreos e a menor pontuação aos quarterbacks; o autor não o via no top 12.

Joe Burrow tinha um confronto favorável em Miami, onde marcou 29 pontos de fantasy na semana 16 anterior. Ainda assim, seu ranking de QB4 exigia cautela se Ja’Marr Chase e Tee Higgins ficassem fora. A indicação era mantê-lo, mas reduzir expectativas nesse cenário.

Entre opções de classificação inferior, o autor tentaria evitar Malik Willis contra Cincinnati, Kirk Cousins contra New England, Tyler Huntley em Atlanta e Jalon Daniels em Dallas, mesmo com o bom confronto deste último.

Running backs

Jahmyr Gibbs, Bijan Robinson, Derrick Henry e Jonathan Taylor eram as opções de elite. Kyren Williams aparecia como forte aposta contra Buffalo, que permitia a quarta maior pontuação aos running backs e três touchdowns recebidos pela posição.

Chase Brown também tinha cenário favorável em Miami, defesa que cedia a segunda maior pontuação aos RBs e quatro touchdowns recebidos, a maior soma. Brown anotara três touchdowns, um terrestre e dois recebidos, contra os Dolphins na semana 16 de 2025. Suas 11 recepções no jogo anterior e as lesões dos recebedores de Cincinnati reforçavam a expectativa de volume.

Aaron Jones Sr. contra New Orleans e Quinshon Judkins contra os Jets eram outras opções atraentes. New York cedeu mais de 400 jardas totais e cinco touchdowns a running backs nas duas semanas anteriores; os Saints permitiam a maior pontuação à posição após sofrer mais de 200 jardas terrestres e cinco touchdowns em corridas contra Atlanta.

Bhayshul Tuten contra Philadelphia, Rhamondre Stevenson contra Las Vegas e Emanuel Wilson contra San Francisco eram nomes do top 25 capazes de superar a expectativa. Hartman também considerava D’Andre Swift e Kyle Monangai opções contra Green Bay, esperando que Chicago continuasse correndo bastante enquanto Caleb Williams se recuperava.

Entre alternativas menos cotadas, Tyler Allgeier contra Detroit e Brian Robinson Jr. contra Baltimore recebiam volume, inclusive perto da end zone, em ataques produtivos. Woody Marks, em Tennessee, tinha touchdowns em duas semanas seguidas e cerca de metade do trabalho de Houston. Keaton Mitchell, contra Denver, recebia oportunidades também pelo passe.

O autor tinha reservas com David Montgomery contra Tennessee e Omarion Hampton, que haviam perdido participação nos snaps por baixa eficiência. Também evitaria Will Shipley contra Jacksonville, apesar de ser o provável titular: a linha de Philadelphia estava desfalcada, e os Jaguars haviam cedido apenas 190 jardas terrestres a RBs em quatro jogos e um touchdown total à posição.

Braelon Allen contra Cleveland, J.K. Dobbins contra os Chargers e Jacory Croskey-Merritt contra os Giants completavam os nomes com projeção abaixo do consenso.

Wide receivers

Puka Nacua, Chase se jogasse, Amon-Ra St. Brown, Jaxon Smith-Njigba, Drake London, Nico Collins e CeeDee Lamb eram as opções de elite.

Entre os nomes do top 20, Hartman gostava de Michael Wilson contra Detroit, Malik Nabers contra Washington, Christian Watson contra Chicago, Garrett Wilson contra Cleveland, Davante Adams contra Buffalo e DK Metcalf contra Indianapolis. Os Lions cediam a segunda maior soma de jardas e a segunda maior pontuação a WRs; Washington, a quarta maior pontuação; Cleveland, a segunda maior quantidade de touchdowns recebidos; e Buffalo, a terceira maior pontuação. Green Bay também deveria lançar bastante.

Entre as posições 21 e 30, Jameson Williams em Arizona, Carnell Tate contra Houston, Stefon Diggs contra os Giants, Josh Downs contra Pittsburgh, Deebo Samuel Sr. em Seattle e Denzel Boston contra os Jets eram opções de WR2, WR3 ou flex. Tate havia recebido 15 de 21 passes nas duas semanas anteriores; Samuel era considerado presença obrigatória, apesar do confronto difícil.

Fora do top 30, as alternativas eram Dontayvion Wicks contra Jacksonville, Malik Washington contra Cincinnati, Khalil Shakir contra os Rams, Roman Wilson contra Indianapolis e Dohnte Meyers contra Miami.

Zay Flowers preocupava com Huntley como provável titular; Hartman não o tiraria necessariamente do time, mas considerava seu ranking de WR7 alto demais. George Pickens também inspirava cautela, pelo domínio de Lamb nos alvos e pela expectativa de Dallas não precisar de grande produção aérea contra Tampa Bay.

Jordan Addison contra New Orleans, Egbuka contra Dallas, Parker Washington contra Philadelphia e Rome Odunze contra Green Bay completavam as opções que o autor avaliava abaixo do consenso.

Tight ends

Brock Bowers, Trey McBride e George Kittle eram os nomes de elite. Sam LaPorta poderia estar nesse grupo: Arizona permitia a terceira maior pontuação à posição, e ele deveria ter peso no ataque aéreo de Detroit.

Mike Gesicki aparecia no top 12 pela primeira vez na temporada. Miami permitia a segunda maior pontuação a tight ends, e as possíveis ausências de Chase e Higgins poderiam ampliar muito seu volume contra o antigo time.

Isaiah Likely contra Washington, depois de receber mais 12 alvos na semana anterior, Hockenson contra New Orleans e Juwan Johnson contra Minnesota eram outros nomes valorizados no top 15. O autor considerava Johnson uma opção semanal, independentemente do confronto.

Fora do top 14, Hunter Henry contra Las Vegas, Cade Otton contra Dallas e Pat Freiermuth contra Indianapolis eram alternativas para quem precisava.

Hartman ainda evitaria Kyle Pitts Sr. contra Baltimore. Suas três recepções para 47 jardas e nenhum touchdown pareceram um avanço, mas ele esperaria uma partida acima de dez pontos de fantasy antes de escalá-lo.

Dalton Kincaid enfrentaria os Rams, que haviam cedido apenas 85 jardas recebidas a tight ends em quatro jogos, a menor soma, e a terceira menor pontuação à posição. Depois de um começo forte, Kincaid marcou apenas quatro pontos nas semanas 3 e 4 somadas.

Kenyon Sadiq contra Cleveland era outra recomendação de cautela. Hartman lembrava a dificuldade de confiar semanalmente em tight ends calouros e esperava mais partidas abaixo da expectativa do que grandes atuações.

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