Fantasy: Stroud ganha força, e Mahomes exige cautela após a Semana 6
Balanço de Matt Okada destaca Bernard, Loveland, Burden e Tate em alta; Skattebo, Jeanty, Warren e Michael Wilson perdem valor antes da Semana 7.
C.J. Stroud ganha força, enquanto Patrick Mahomes exige uma análise mais cuidadosa dos confrontos no fantasy football. Essas são duas das conclusões de Matt Okada em seu balanço dos jogadores em alta e em baixa depois da Semana 6 da NFL.
O levantamento foi elaborado após os jogos de domingo, com 13 das 14 partidas da rodada concluídas e o Monday Night Football ainda por disputar. As projeções são avaliações do autor para o fantasy; os pontos e as posições nos rankings seguem o sistema utilizado na análise e podem variar conforme as regras de cada liga.
Em alta
C.J. Stroud volta a mostrar evolução
Stroud começou a recuperar a trajetória que parecia encaminhada depois de sua temporada de calouro do ano, em 2023. Após períodos de menor confiança e precisão nos anos seguintes, o quarterback do Houston Texans teve uma atuação convincente em Londres contra o Jacksonville Jaguars.
Foram 24 passes completos em 34 tentativas, aproveitamento de 70,6%, para 312 jardas, três touchdowns e uma interceptação, com passer rating de 116,3. Além dos números, conduziu o ataque à vitória nos segundos finais.
Stroud superou os 20 pontos de fantasy em três partidas consecutivas. Nesse intervalo, teve múltiplos touchdowns ofensivos em todos os jogos e média de 307 jardas aéreas. A situação dos recebedores também ajuda: Nico Collins está saudável, Jaylin Noel ganhou destaque, Marvin Harrison Jr. mostrou evolução com a camisa dos Texans e Tank Dell pode retornar em breve.
Okada ainda quer observar uma sequência maior antes de tratar Stroud como um QB1 seguro para o restante da temporada — isto é, uma das principais opções da posição em ligas tradicionais. A tendência, porém, é positiva.
Germie Bernard amplia seu valor em Pittsburgh
Germie Bernard foi uma das aquisições mais procuradas no waiver e respondeu imediatamente: 11 recepções em 12 alvos, 87 jardas e o touchdown da vitória do Pittsburgh Steelers sobre o Tampa Bay Buccaneers.
O novato percorreu 44 rotas, apenas duas a menos que DK Metcalf. Com Roman Wilson fora e Aaron Rodgers mantendo produção relevante, o jogo aéreo passou principalmente pelos dois recebedores. Para Okada, a escolha de segunda rodada de Alabama rapidamente se aproxima de uma vaga semanal de FLEX, posição que permite utilizar jogadores de diferentes funções ofensivas.
No recorte de seis semanas e 32 equipes, apenas 13 jogadores haviam recebido pelo menos 11 passes em uma partida. Bernard entrou nesse grupo ao lado de nomes como Jaxon Smith-Njigba, Puka Nacua e CeeDee Lamb. O volume reforça a possibilidade de uma função duradoura em um ataque que precisa de jogadores capazes de decidir.
O autor observa que Metcalf não teve, nas semanas anteriores, o mesmo envolvimento mostrado contra Tampa Bay. Nas partidas de menor produção do veterano, Bernard pode até liderar os recebedores de Pittsburgh. A recomendação é mantê-lo no elenco de fantasy, com potencial para se tornar titular frequente.
Loveland e Burden respondem com a volta de Caleb
Colston Loveland e Luther Burden III começaram a temporada cercados de expectativa no Chicago Bears, mas os cinco primeiros jogos haviam deixado os gestores de fantasy frustrados.
Burden entrou na Semana 6 como WR26 no ranking utilizado pelo autor, com apenas uma partida de dois dígitos em pontos e nenhuma acima de 65 jardas recebidas. Loveland não havia marcado touchdown e tinha um máximo de 8,7 pontos em um jogo.
Com Caleb Williams de volta, os dois produziram contra o Atlanta Falcons. Burden recebeu os oito passes lançados em sua direção para 95 jardas, liderando o time em recepções, alvos e jardas aéreas. Loveland teve seis recepções em sete alvos para 65 jardas e seu primeiro touchdown de 2026.
A volta do quarterback oferece uma explicação, mas Okada pede cautela: Loveland também havia produzido pouco nos primeiros jogos de Williams na temporada. Rome Odunze teve uma atuação discreta na Semana 6, e a divisão de oportunidades entre os três deve variar durante o ano.
Ainda assim, a partida mostrou o potencial de ambos para dominar pelo passe. Para quem começava a considerá-los grandes decepções da temporada, foi um motivo concreto para aliviar a preocupação.
Carnell Tate retoma o caminho de destaque
Depois de uma recepção para seis jardas em cinco alvos na Semana 5, havia dúvidas sobre a consistência de Carnell Tate. O recebedor do Tennessee Titans havia se destacado na Semana 4, mas precisava mostrar que aquele desempenho não era isolado.
Contra o Indianapolis Colts, a quarta escolha do Draft recebeu seis de sete passes para 70 jardas e marcou seu primeiro touchdown na NFL. Superou 16 pontos de fantasy pela segunda vez em três semanas e concentrou 54,5% das recepções e 68,6% das jardas recebidas dos Titans, além do único touchdown ofensivo da equipe.
A baixa produção geral do ataque limita seu teto e dificulta imaginar muitas atuações de WR2 de alto nível. Ao mesmo tempo, a posição central no jogo aéreo de Cam Ward oferece uma base promissora e pode reduzir a frequência de partidas muito ruins à medida que Tate se adapta à liga.
Okada lembra que recebedores novatos costumam crescer na segunda metade da temporada e considera favorável, no papel, o calendário de Tate nos próximos meses. Sua sugestão é tentar adquiri-lo por um custo baixo em uma troca de fantasy.
Em baixa
Cam Skattebo perde espaço no ataque dos Giants
Cam Skattebo parecia ter um confronto favorável com o New Orleans Saints, mas terminou sem tocar na bola e participou de apenas seis snaps do New York Giants. Okada interpreta a redução de espaço como consequência dos problemas recentes com fumbles; essa é a leitura do analista sobre a utilização do jogador.
Os running backs que receberam oportunidades somaram somente 34 jardas em 14 corridas na derrota por 34 a 27. J.J. McCarthy terminou como principal corredor dos Giants mesmo atuando apenas no último quarto.
A hipótese otimista é que a ausência de oportunidades tenha servido como uma medida pontual e que a baixa produção dos demais corredores facilite o retorno de Skattebo ao papel principal. O autor, porém, considera essa perspectiva incerta depois de uma partida sem toques na bola.
Skattebo também não vinha sendo muito eficiente: tinha média de 3,6 jardas por corrida na temporada. Por isso, Okada não vê garantia de que ele volte imediatamente ao volume de 15 toques por jogo. O problema do ataque terrestre vai além de um único jogador.
Na avaliação do colunista, Skattebo está fora da faixa de RB2 neste momento e corre o risco de perder ainda mais relevância. A utilização do backfield pelo técnico John Harbaugh na próxima partida será decisiva para reavaliar sua situação.
Mahomes deixa de ser uma escolha automática em qualquer confronto
Mahomes ilustra como sucesso na NFL e sucesso no fantasy podem seguir caminhos diferentes. O Kansas City Chiefs tem cinco vitórias em cinco jogos, e o quarterback havia lançado pelo menos dois touchdowns em cada uma das quatro primeiras partidas.
Depois de somar mais de 50 pontos nas Semanas 1 e 2, porém, passou a ter média de 15,14 desde a Semana 3. Na Semana 6, registrou sua menor pontuação do ano, 11,48.
A principal explicação apontada por Okada é a presença de Kenneth Walker III. O running back não exige que Mahomes carregue o ataque sozinho: correu para 128 jardas e dois touchdowns na vitória por 22 a 6 sobre o Los Angeles Chargers.
Mahomes completou 76,7% dos passes para 272 jardas, com uma interceptação, nenhum touchdown aéreo e passer rating de 89,9. O resultado foi suficiente para os Chiefs, mas deixou pouca produção para quem o escalou no fantasy.
O autor não descarta uma temporada de QB1. Mahomes era o QB7 em pontos por jogo até a folga de Kansas City na Semana 5. Ainda assim, atuações como essa mostram que ele pode não ser o destaque de todas as rodadas, como ocorreu em outros anos.
Okada o considera utilizável na maioria das semanas, especialmente em jogos equilibrados e com projeção de muitos pontos. Com Seattle Seahawks, Denver Broncos e New York Jets na sequência, sugere avaliar uma alternativa de curto prazo ou uma troca que aproveite o peso de seu nome. Para quem não tem Mahomes, aponta a Semana 10 como um possível momento de tentar adquiri-lo.
Ashton Jeanty depende cada vez mais de recepções e touchdowns
Ashton Jeanty voltou a aparecer entre os jogadores em queda. O corredor do Las Vegas Raiders somou apenas 22 jardas em dez tentativas contra o Buffalo Bills, depois de produzir 27 jardas, também em dez corridas, na semana anterior.
O contexto aumenta a preocupação: a defesa de Buffalo havia sido uma das mais vulneráveis aos running backs na temporada. Mesmo assim, Jeanty ficou abaixo de quatro jardas por tentativa em todos os jogos desde a Semana 2 e abaixo de três em quatro de suas últimas cinco partidas.
Enquanto isso, Mike Washington Jr. participou de 33% dos snaps e recebeu nove corridas, somente uma a menos que Jeanty. Produziu 43 jardas, média de 4,3 por tentativa.
Jeanty salvou parte de sua pontuação com um touchdown terrestre perto da linha de gol e quatro recepções para 36 jardas, terminando com 13,8 pontos no sistema usado no levantamento. O problema é a dependência desses caminhos: o trabalho pelo passe tem sido constante, mas aquele foi seu primeiro touchdown terrestre do ano.
Desde a Semana 2, era o RB18 em pontos por jogo e mostrava pouco potencial para grandes atuações. Para Okada, ainda é difícil tirá-lo da escalação semanal, mas a expectativa mais realista, na maioria dos confrontos, está no limite inferior da faixa de RB2.
Retorno de Dowdle reduz o teto de Jaylen Warren
Jaylen Warren havia sido um destaque na ausência de Rico Dowdle. Sua produção alimentou a expectativa de que mantivesse uma carga dominante no backfield dos Steelers mesmo quando o companheiro voltasse.
Na Semana 6, Warren ainda teve o dobro de corridas de Dowdle, 14 contra sete. Mesmo assim, tanto esse volume quanto as 50 jardas terrestres foram seus menores números desde a Semana 2. Dowdle também igualou seus quatro alvos, um sinal negativo para quem contava com o uso recente de Warren como recebedor.
Nos três jogos com Dowdle disponível, Warren marcou 7,8, 8,7 e 8,8 pontos de fantasy. Nas três partidas sem o companheiro, foram 19,1, 14,1 e 33,8. A diferença resume o efeito da divisão de oportunidades.
Dowdle ainda teve boa eficiência em seu papel complementar, com média de 5,7 jardas por corrida. Para o ataque real de Pittsburgh, faz sentido alternar os dois, mesmo que o rodízio frustre os gestores de fantasy.
Warren continua sendo uma opção de FLEX e pode voltar a alcançar números de RB2 em algumas semanas. O autor considera bem mais difícil, porém, projetá-lo como um RB2 consistente no balanço de toda a temporada.
Michael Wilson recua para a faixa de FLEX
A saída de Harrison Jr. ainda não se traduziu em uma função mais produtiva para Michael Wilson no Arizona Cardinals. Nos dois jogos sem o antigo companheiro, Wilson teve números quase idênticos: quatro recepções em sete alvos para 30 jardas, seguidas por quatro recepções em sete alvos para 32 jardas.
Nas duas semanas anteriores, havia recebido 18 de 30 passes para 184 jardas e um touchdown. A mudança sustenta a hipótese levantada por Okada de que a presença de Harrison Jr. ajudava a abrir espaços para Wilson, embora seja uma interpretação sobre a distribuição do ataque.
Kendrick Bourne absorveu parte das oportunidades, e Trey McBride continuou com grande volume. Assim, a sequência de jogos com dois dígitos em alvos para Wilson pode ter acabado rapidamente.
O recebedor ainda está envolvido: a Semana 6 foi sua sexta partida consecutiva com pelo menos sete alvos. O problema é que esse volume nem sempre basta em um ataque irregular, comandado por Jacoby Brissett. Wilson já havia terminado quatro jogos com menos de dez pontos.
Seus números acumulados eram de 33 recepções em 58 alvos, 320 jardas — média de 53,3 por partida — e um touchdown. Ele mantém valor no fantasy, mas, depois de duas decepções seguidas, Okada o desloca da faixa de WR2 para a de FLEX.