Fantasy: Warren ganha confiança, enquanto Tuten e Jameson exigem cautela
Chris Allen analisa volume e eficiência após a Semana 5, com Parker Washington entre os recebedores que consolidam espaço.
A Semana 5 ajudou a definir em quem confiar no fantasy. Chris Allen vê Jaylen Warren consolidando um papel forte e Parker Washington ganhando segurança, enquanto Bhayshul Tuten e Jameson Williams ainda exigem uma avaliação cuidadosa para a próxima rodada.
Washington e Strange ganham espaço em Jacksonville
Washington recebeu seis passes para 124 jardas e dois touchdowns na vitória do Jacksonville Jaguars por 19 a 17 sobre o Philadelphia Eagles. Seu envolvimento havia diminuído nas semanas anteriores: participação nos alvos de 41,4% na Semana 2, 18,5% na 3 e 13% na 4; participação nas jardas aéreas de 56,5%, 27% e 22%, respectivamente.
Trevor Lawrence teve tempo médio de lançamento de 2,5 segundos, e dois terços dos alvos de Washington vieram em passes rápidos. O quarterback sofreu pressão em 27,3% dos dropbacks. Washington e Brenton Strange continuam se separando do restante do grupo de recebedores.
Houston, o próximo adversário, produz 44,4% de suas pressões em menos de 2,5 segundos. Allen considera que isso pode manter os passes rápidos e Washington em evidência.
Tuten domina o backfield, mas confronto traz riscos
| Semana | Pontos PPR de Tuten | Participação nas corridas dos RBs |
|---|---|---|
| 3 | 17,0 | 57,7% |
| 4 | 11,1 | 73,9% |
| 5 | 11,6 | 91,7% |
Tuten recebeu 75% das corridas de curta distância e participou de 47,7% das rotas, sua melhor marca. Chris Rodriguez Jr. teve apenas 13,2% dos snaps, enquanto Ameer Abdullah também perdeu espaço.
O corredor aparece em quinto na taxa de sucesso terrestre, com 45,1% entre jogadores com pelo menos 60 corridas; em oitavo nas jardas ajustadas após contato por tentativa, com 3,62; e em segundo na taxa de tackles evitados, com 29,3%.
O problema é o confronto. Desde o início da temporada anterior, Houston permitiu apenas duas atuações de 100 jardas terrestres e duas com múltiplos touchdowns de um running back. Os corredores que passaram de 15 pontos PPR contra os Texans tinham média de 4,4 alvos, um volume que Tuten ainda não recebeu. Com a folga de Jacksonville na Semana 7, Allen sugere planejar alternativas como Dameon Pierce, Woody Marks ou Samaje Perine.
Warren merece tratamento de RB1
Warren somou 188 jardas e dois touchdowns contra Indianapolis, com 15 corridas para 101 jardas e seis recepções para 87. A lesão no dedo do pé de Rico Dowdle abriu uma carga de trabalho que o veterano aproveitou.
| Semana | Participação nas corridas dos RBs | Alvos por rota | Jardas totais |
|---|---|---|---|
| 3 | 89,5% | 15,4% | 176 |
| 4 | 89,5% | 18,2% | 126 |
| 5 | 93,8% | 22,2% | 188 |
Desde a Semana 3, Warren tem média de 20,3 toques por jogo, décima entre corredores, e 490 jardas de scrimmage. Mike McCarthy reconheceu a carga alta e espera ter Dowdle de volta contra Tampa Bay. Allen recomenda manter Dowdle até observar a nova divisão, mas considera que a participação de Warren no passe sustenta a condição de RB1.
Jameson ainda depende de jogadas profundas
Williams vinha ampliando rotas intermediárias e trabalho no slot, mas a vitória sobre Arizona trouxe um retorno ao perfil de ameaça profunda: quatro alvos, profundidade média de 32,5 jardas e 19% dos snaps no slot.
Antes da rodada, sua profundidade média havia caído de 19,5 para 13,9 jardas. Rotas cruzadas representavam 40% do uso até a Semana 4, mas passes de dez a 19 jardas tinham produzido uma jarda negativa após a recepção. Amon-Ra St. Brown e Sam LaPorta concentravam o trabalho pelo meio, e Isaac TeSlaa disputava oportunidades profundas.
Mesmo com pressão sobre Goff em apenas 18,2% dos dropbacks e menos rotas para TeSlaa, Allen vê volatilidade. Depois da folga, confrontos com Packers e Vikings exigirão nova avaliação de Williams como um WR2 de faixa inferior.