Giants x Saints: análise cobra evolução no jogo terrestre e atenção às lesões
Ed Valentine destaca ataque pouco explosivo, corridas longas cedidas pela defesa e dúvidas na linha ofensiva antes do duelo no MetLife.
O New York Giants recebe o New Orleans Saints na Semana 6 tentando sustentar a liderança da NFC East apesar das lesões de Jaxson Dart e Brian Burns. Na análise de Ed Valentine, o otimismo com a campanha de 3–1–1 precisa vir acompanhado de ajustes no jogo terrestre e na defesa contra corridas.
A equipe ficou invicta nas três partidas seguintes à perda de Dart, com duas vitórias e um empate. O duelo no MetLife Stadium será contra um Saints de campanha 1–4; os Giants venceram seus três jogos em casa até então.
Ataque precisa de mais explosão
New York aposta em formações pesadas, com Patrick Ricard, Chris Manhertz, Cam Skattebo e Najee Harris. É o time que mais utiliza a formação com dois running backs, dois tight ends e um recebedor, segundo os dados apresentados.
A produção, porém, não acompanha essa identidade. Os Giants têm média de 3,7 jardas por corrida, 24ª da NFL, e taxa de sucesso terrestre de 38,8%, a 21ª. O EPA por corrida é de -0,15, 26º colocado. Nenhum running back da equipe conseguiu uma corrida de 20 jardas; o avanço de 19 de Skattebo na prorrogação contra Washington foi o maior.
As métricas também indicam -65 jardas terrestres acima do esperado, 29ª marca, e 0,86 jarda antes do contato, 26ª. As defesas têm contido o ataque sem precisar concentrar jogadores extras no box com tanta frequência.
Harbaugh afirmou que o time precisa de mais jogadas explosivas e deve melhorar a execução. Valentine sugere ampliar os toques de Tyrone Tracy, abrir mais as formações e quebrar tendências que denunciam a intenção do ataque.
Ritmo acelerado pode ajudar Winston
Contra o Washington Commanders, Jameis Winston lançou 54 passes em 60 dropbacks. O volume é elevado, mas a utilização de mais ritmo e menos dependência de formações pesadas contribuiu para a reação após uma desvantagem de 14 pontos no quarto período.
Harbaugh disse que o jogo acelerado já fazia parte do sistema e reconheceu que a situação da partida levou a equipe a utilizá-lo. Na avaliação do treinador, essa alternativa provavelmente precisa aparecer mais daqui para frente.
O uso pontual de J.J. McCarthy para recuperar a ameaça de corridas do quarterback não funcionou contra Washington, mas Harbaugh não pretende abandonar a possibilidade após uma única tentativa.
Defesa alterna bons lances e falhas grandes
Os Giants cederam seis corridas de pelo menos 20 jardas na temporada. A média de 5,2 jardas permitidas por tentativa é a segunda pior da liga. Jayden Daniels marcou em corridas de 38 e 26 jardas no empate anterior.
Harbaugh citou problemas de ajuste a movimentos antes do snap, ocupação dos espaços, ângulos e tackles. Embora Tyler Shough tenha mobilidade, Valentine ressalta que o quarterback dos Saints apresenta um desafio diferente do de Daniels.
A profundidade da linha defensiva também preocupa. D.J. Reader e Shelby Harris têm jogado bem, mas precisam de ajuda na rotação. Chauncey Golston está na IR, Darius Alexander ainda oscila e C.J. Okoye participa de um número limitado de snaps. A análise questiona se os veteranos do practice squad podem oferecer alternativas.
Linha ofensiva depende da recuperação de titulares
Jermaine Eluemunor sofreu uma lesão na panturrilha contra Washington e era avaliado dia a dia, assim como Colton Hood, com concussão, e Tyler Nubin, com problema no pescoço. Se Eluemunor não jogar, Marcus Mbow deve assumir o lado direito, com J.C. Davis como reserva dos tackles.
Andrew Thomas segue lidando com uma lesão na virilha sofrida na Semana 2. Apesar das limitações nos treinos, não perdeu partidas. Harbaugh elogiou sua resistência e afirmou que o tackle continua atuando em alto nível, mesmo com o desconforto.